(Review – PICO-8) Pinballvania!

9 de abril de 2019 Deixe um comentário


Pinballvania! é um jogo desenvolvido para o console virtual PICO-8 e lançado hoje pelo GuerraGames. Apesar do nome, o jogo não é metroidvania e sim um singelo jogo de labirinto onde guiamos uma bolinha-de-gude por labirintos formados por circunferências. A jogabilidade é a mesma do arcade Cameltry. As setas pra esquerda e direita giram o labirinto e a seta pra baixo aumenta a gravidade da bolinha.

Em cada fase o objetivo é coletar todos os items para ativar o portal de saída que se encontra em algum lugar do labirinto. Logo fica claro que devemos juntar as bolinhas de forma sistemática, senão ficamos perdidos se sobrar alguma isolada sabe-se lá aonde. A cada 5 fases temos um chefe que é uma bolota ciclope verde cercada por rebatedores. Após tomar certo dano ela se teletransporta para outra parte do labirinto, e aí começa uma confusão danada.

Os controles são confiáveis, mas é difícil manobrar a bolinha entre os vários obstáculos e rebatedores. A física funciona de tal jeito que a bolinha sairá rolando em em onda senoidal entre um circulo e outro, e isso pode tanto ser tanto oportuno quanto uma perda de tempo caso não nos cuidarmos. Não posso considerar isso algo ruim pois o desafio que o jogo nos propõe é justamente lidar com os seus controles, domina-los e vencer as 20 fases o mais rápido possível.

Mas embora seja divertido e a combinação dos gráficos e a música de fundo deem uma impressão eletrizante, Pinballvania! não tem variedade de mecânicas suficiente para sustentar vinte fases de duração cada vezes mais comprida. Cheguei na fase 15 em cerca de meia hora e cansei. Pausei, voltei mais tarde, e as 5 fases restantes duraram mais meia hora! E tem New Game+ também, mas isso eu vejo depois.

Fica aqui a recomendação pra quem quiser bater o meu recorde de 0:57:34:0:
https://guerragames.itch.io/pinballvania

(Indie) Trailer de Lysium: Stardiver

7 de abril de 2019 Deixe um comentário


Vez ou outra me pergunto como vai o projeto Copy Girl, um clone de Mega Man do Henrique Lazarini, que é um conterrâneo que frequentava o fórum Pixel Paradise com a gente há mais de dez anos. Parece que continua em hiato, mas por outro lado temos a notícia de um novo projeto dele e da equipe Mawilo Studio, um metroidvania chamado Lysium: Stardiver.

O jogo é bem no estilão da série Metroid mesmo e conta sobre a aventura de um grupo de exploradores num planeta inóspito. Com os gráficos caricatos e o robô laranja sob nosso comando também é difícil não lembrar do Environmental Station Alpha, cuja continuação também está em desenvolvimento.

Lysium está sendo desenvolvido no sofware Construct, e inclusive a Mawilo Studio é responsável por alguns dos jogos-exemplos para a ferramenta. O trailer acima é de Dezembro do ano passado e um post no Tumblr feito há algumas semanas mostra a cutscene inicial e declara que a segunda área do projeto está em produção.

(Indie) Kickstarter de Tobu Tobu Girl Deluxe

7 de abril de 2019 Deixe um comentário


Começou há poucos dias uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter para a produção de um port de Game Boy Color para o jogo indie Tobu Tobu Girl (“Menina Saltitante”). Ele é um caricato platformer pululante e vertical similar a Doodle Jump Sonic Jump sobre o qual eu escrevi aqui na época do lançamento original.

Dois anos, heim (na verdade a versão original do jogo é de 2014).

O Tobu Tobu Girl original para o Game Boy monocromático teve 75 cartuchos produzidos no lançamento com caixinha e manual e a ROM lançada como freeware. Caso a meta de 35910 dólares do projeto seja alcançada, o remake terá um lançamento comercial físico em maior escala e sua ROM também será gratuita. É necessária uma contribuição de 55 dólares para deixar encomendada uma cópia do cartucho. Pelo anúncio no Kickstarter, o jogo ainda parece ser o mesmo só que colorido. Novas funções como uma fase extra serão confirmadas no decorrer das metas adicionais do financiamento.

Página do jogo no Kickstarter:
https://www.kickstarter.com/projects/firstpressgames/tobu-tobu-girl-deluxe-for-gb-gbc

Brasonic e a volta dos que não foram!

28 de março de 2019 Deixe um comentário


Lá em idos de 2004, quando os fangames de Sonic ainda eram gambiarras primitivas e horrorosas cheias da ingenuidade e imaginação de seus autores, houve um especialmente inusitado que trazia o personagem para o contexto dos jogadores Brasileiros.

Um Sonic nacional que fala a nossa língua e combate a corrupção política… Esse foi o Brasonic do Bruno Campestrini e Silva, um jogo toscão mas sincero onde os anéis eram moedas, os inimigos eram bandidos e o chefe final era o Lula. Tematicamente, Brasonic pode até ser considerado um predecessor do infâme Mineirinho Ultra Adventures, cujo lançamento original foi em 2010.

Havia um projeto de continuação bem mais elaborado onde podiamos jogar com versões tupiniquins do Tails e do Knuckles. O Brasonic podia dar Divekick Losango Aberto Invertido e arremessar suas sandálias Havaianas, as legitimas; e o “Pelotails” andava de quatro como faria a Milla anos depois no Freedom Planet. Tinha na demo de 2009 uma fase situada no Orkut! Só que depois de um tempo o cara sumiu pra tocar a vida pra frente e não tivemos mais notícias por até este ano. Acontece. Quem sou eu pra julgar?

Bom, ontem meus olhos saltaram das órbitas quando vi nas minhas notificações do Twitter um like do perfil do Brasonic. O Bruno montou um site e disponibilizou muitas informações, imagens e vídeos dos dois fangames. Há até demos inéditas do Brasonic 2 e o anúncio de um remake do primeiro jogo chamado Brasonic20XX.

mas quem sou eu pra julgar

Brasonic 20XX mostrará a luta entre Brasonic e o nefasto deputado Ivo Corruptnik. O site promete recriações das fases e chefes do original, estágios especiais em 3D e um modo multiplayer offline para 4 jogadores. Vamos ver se agora vai.

Links:
Site da série
Perfil do autor no Twitter

Mega Man Maker Versão 1.5 lançado

27 de março de 2019 Deixe um comentário


Faz certo tempo desde o último post a respeito, então pra quem não conhece, o Mega Man Maker é um fangame editor de fases do Mega Man feito nos moldes do Super Mario Maker. Ele tem uma quantidade considerável de gráficos, inimigos e obstáculos vindos de toda a série clássica, e permite projetar fases com múltiplas rotas, labirintos e até metroidvanias. A nova versão apresentada no trailer acima mostra recursos vindos dos Mega Mans 8 e 9. Além disso, agora é possível colocar múltiplos chefes nas mesma fase.

O jogo requer um breve cadastro quando ligado pela primeira vez, e daí é só abrir o editor ou baixar fases da galera ao redor do mundo. O limite de fases online no perfil de cada usuário é 20, mas também é possível disponibiliza-las por outros meios.

Link:
https://megamanmaker.com/

(Review – GBA) Konami Krazy Racers

7 de março de 2019 Deixe um comentário


Como um dos baratos do Game Boy Advance era que ele é um Super Nintendo de bolso com som ruim, não lhe faltaram ports e remakes dos jogos daquele console desde o lançamento em 2001. O curioso é que 4 meses antes de sair o Mario Kart: Super Circuit no Japão, apareceu a Konami com um clone chamado Konami Krazy Racers. O jogo foi bem recebido pela mídia na época, mas logo acabou atropelado pelo Mario e caiu em obscuridade.

O jogo é literalmente, sem vergonha alguma, um Mario Kart com a turminha da Konami. Não duvido que os caras tinham o jogo ao lado para emula-lo nos mínimos detalhes. A jogabilidade é virtualmente idêntica, os personagens tem atributos equivalentes aos do Reino dos Cogumelos e até as fases seguem o mesmo esquema. Inclusive colocaram a fase de Castlevania num mar de fogo só pra combinar com as pistas do Bowser.

A maioria dos itens que aparecem na pista para aloprar os adversários também são copia-e-cola, mas o item de cogumelo turbo aparece exclusivamente nos sinos (sinos são items na série Twinbee) azuis. Também há um item muito raro que invoca um personagem relacionado ao piloto (Sasuke pro Goemon, a Morte pro Drácula, o Akio Yabe pro Power Pro-kun…). Esse item vale como turbo, invencibilidade e vira projétil quando acaba. Outra diferença é podemos usar moedas coletadas durante um campeonato numa lojinha para escolher qual item virá em dobro ou em triplo. O mais óbvio é simplesmente gastar isso no míssil triplo normal, que é o item mais frequente. Mal tem como um adversário escapar de uma rajada de 9 mísseis antes de uma curva.

Outra coisa única do Konami Krazy Racers é que após vencer um campeonato é necessário passar por uma série de provas para destravar o próximo. Algumas missões exigem chegar em primeiro e outras tem limite de tempo. Elas rendem um bom desafio, sendo que a última sequência depois do campeonato final é especialmente dura (e não rende nenhum prêmio).

Imagino que o jogo seja bacana em multiplayer… pra quem tinha todos os equipamentos necessários pra jogar de dois com o GBA na época. O modo de batalha convencional do Mario Kart não aparece aqui. Em seu lugar há um pega-pega onde perde aquele que não consegue passar uma bomba antes do tempo acabar. Também há um modo simples onde os jogadores competem pra ver quem consegue parar o kart mais próximo de um abismo.

Por mais copião que seja, ou por isso mesmo, Konami Krazy Racers é um ótimo jogo de corrida para o GBA. Mas de certa forma também é um jogo triste pois faz lembrar que a Konami um dia teve todos esses personagens emblemáticos aparecendo regularmente em todo tipo de aventuras, e não só em caça-niqueis. E mesmo assim pode ser difícil reconhecer alguns deles. O ninja Goemon teve diversos jogos excelentes de ação, mas só lançaram uns 4 no ocidente. O Power Pro-kun, então, é o mascote de uma das melhores séries de simuladores esportivos já feitos, mas em mais de 20 anos a Konami só lançou em inglês 2 de 4 spinoffs baseados na liga americana de Beisebol.

Vários anos depois lançaram uma continuação para smartphones chamada Krazy Kart Racing. Tem personagens novos nessa versão como o Pyramid Head de Silent Hill e o pinguim Pentarou de Antartic Adventure que só fez ponta no original. Não cheguei a jogar, mas parece ser bem mais-ou-menos em videos.