(Review – PC) Shanghai.EXE: Genso Network, demo 0.41

19 de fevereiro de 2018 1 comentário

Nos anos 2000 a Capcom tinha uma série de spinoffs de Mega Man chamada MegaMan Battle Network, em que o robô azul era um programa de computador que junto de seu irmão humano Lan Hikari se metia em altas confusões num mundo completamente conectado à internet. Apesar das teorias viajadas da série sobre como a internet iria evoluir nos anos seguintes, hoje em dia muita gente tem smartphone e os mais inusitados objetos acabam ganhando função de se conectar a rede. Vendo isso, a Capcom em sua infinita sabedoria nunca reviveu nem Battle Network nem Star Force nem que fosse para um free2play de merda e ficou por conta dos fãs montar um ou outro projeto que, claro, é hobby e leva anos pra ficar pronto.

Além do interessante projeto original EndCycle e do fangame Chrono X que promete ser um Battle Network 7, tem também um que teve uma demo robusta lançada recentemente, um tal de Shanghai.EXE: Genso Network desenvolvido desde 2014 por alguém conhecido como Koki.

O jogo usa personagens da popular série Touhou, aquela de navinha com sacadas de folclore japonês e em que a maior parte do elenco é feminino. Só que o jogo se passa num universo alternativo com vários elementos do enredo chupinhados de um ou outro BN ao invés de recriar o enredo de algum Touhou como era de se esperar, então não é necessário ter jogado nenhum de seus mais de 16 jogos pra entender alguma coisa. Algumas personagens até acabam significantemente alteradas pra se encaixar no papel de algum personagem de Battle Network.

A jogabilidade é virtualmente idêntica a que conhecemos no GBA e pega quase tudo o que havia de bom em cada título da série. O sistema de Estilos que altera as habilidades da Shanghai pode ser colecionado e trocado durante lutas como se fosse o sistema de Cruzamento do BN6. O equivalente ao NaviCust funciona de forma simplificada mas permite adicionar um item com efeito negativo para ter espaço para mais habilidades.

Os potentes Chips das Trevas também marcam presença e servem como Giga Chips ainda cedo no jogo. Eles simplesmente cancelam o bônus de Sincronia Total e não causam perda permanente de HP ou qualquer outra penalização. O lance é que é preciso derrotar grupos de vírus extremamente poderosos para destravar cada um.

Shanghai.EXE dá acesso a inúmeras apelações sem o jogador nem precisar se esforçar muito. Sério, dá pra encher o baralho com chips com poder respeitável e código “*” sem se preocupar em vencer batalhas com nota S. Se o primeiro Estilo destravado for o Doc (equivalente ao Custom), então, já nos tornamos capazes de escolher entre 12 chips por turno e usar 6 de uma vez, o que faz uma enorme diferença.

Por outro lado, já no final do primeiro capítulo se pode ver como os chefes são poderosos e possuem uma boa variedade de ataques. E isso traz um bom desafio, pois enquanto temos que lidar com uma “ProtoWoman” que saca todos os chips de espada do jogo na nossa cara, até o fim da demo não há um vilão que use estratégias irritantes como as do BubbleMan e do CloudMan, infames algozes que se escondiam atrás de obstáculos regeneráveis.

Em geral o jogo é mesmo um “Battle Network Mania”, uma continuação “Best Of” digna para a série. Cada Battle Network tinha alguma mecânica ou missão que era considerada tediosa por boa parte dos jogadores, mas neste singelo fangame o autor teve o cuidado de evitar isso e criou uma experiência bem envolvente. Até cheguei a ficar triste quando a demo chegou ao fim — e ainda assim tinha um punhado de sidequests e extras para descobrir.

Uma das poucas novidades consideradas boas no BN4 é que os NPCS genéricos podiam ser combatidos. Isso voltou com tudo neste fangame.


Deixo aqui novamente o link da versão 0.4 pra quem quiser jogar:
http://www.geocities.jp/mahodenn/thlal.html
Peguem o “DemoVer0.411[English]” que vem traduzido em inglês. Tem uns 4 capítulos feitos e deve levar algumas horas para chegar ao fim.

Devlog: Cosmic Boll

19 de fevereiro de 2018 Deixe um comentário

Então, eu tô desde idos de 1997 querendo montar um jogo sobre o Bolinha, um personagem bolota que eu desenhava na escola. Se alguém aí olhou a aba de projetos lá em cima deve ter visto que houveram um punhado de tentativas de derrubar esse moinho com o passar dos anos, sendo que eu desgraçadamente perdi as demos e fontes para a maioria delas. Exceto pelo Ballvania. Incrível esse link ter sobrevivido.

De um jeito ou de outro, com meus computadores literalmente estourando ou minha vida pessoal indo de mal a pior eu sempre acabava perdendo a convicção no projeto. Mesmo o Project Spikepig foi praticamente cancelado depois do inferno que foi meu ano passado. Isso não pode continuar.

Desde o fim de 2017, então, eu comecei a montar esta nova encarnação do projeto, agora chamado Cosmic Boll, sobre a engine Sonic Worlds Delta (mais a IA da Simple Sonic Worlds do LakeFeperd) e com forte influência do Dragon Ball Advance Adventure e do Astro Boy Omega Factor, que são dois dos meus beat ‘em ups favoritos. Tá com a engine geral quase pronta e boa parte da primeira fase terminada. Não importa o que aconteça ou quem se meta no meu caminho, o plano é mandar uma demo de 4 fases e dois chefes para a BIG Festival em Abril.

Não se incomodem com o lag no vídeo acima que é só o meu netbook carroça não aguentando rodar o jogo e gravar com o OBS ao mesmo tempo. Se Freedom Planet e Spark: O Mestre do Ritmo Eletrizante rodam bem aí não tem por que este não funcionar tão liso quanto.

A demo atual pode ser baixada por este link:
https://t.co/GffCnyZTm0

Iconoclasts enfim tem uma data para lançamento

7 de dezembro de 2017 Deixe um comentário


Iconoclasts é um jogo de ação do sueco Joachim “Konjak” Sandberg que trata de um mundo onde toda engenharia mecânica é considerada ilegal e é controlada por um regime totalitário. Isso não impede a heroína Robin de trabalhar clandestinamente com sua enorme chave inglesa que é usada tanto como arma quanto ferramenta para abrir barreiras atravessar percursos de obstáculos. O projeto originalmente era chamado “Ivory Springs” e tinha um visual fortemente inspirado por Cave Story, tal como a série HACK9 e os primeiros Momodoras.

Após vários anos Iconoclasts enfim está marcado para o dia 23 de Janeiro de 2018, com versões para PC, Mac, Linux, PS4 e PS Vita. Fico na alta expectativa de que este jogo se torne um clássico como foram os dois Noitu Loves criados pelo Konjak na década passada.

Categorias:Games, Indie Tags:,

(Review – Game Boy) Tobu Tobu Girl

5 de dezembro de 2017 6 comentários


Tobu Tobu Girl é um pequeno jogo de Game Boy lançado pela Tangram Games no começo deste mês, com lançamento físico limitado e tudo. 75 cartuchos acompanhados de caixinha e um manual ilustrado foram disponibilizados no lançamento por 35 euros, mas a rom do jogo é gratuita e pode ser baixada neste site. O código-fonte do jogo também está disponível, enquanto que a trilha sonora tá por 4 dólares.

Na breve abertura do jogo, uma menina passeia com seu gato amarrado num balão de hélio até que tropeça e o bichano sai voando até a estratosfera. Cabe a menina usar seus poderes saltitantes para quicar em cima de inimigos até alcançar o gato em 3 fases de pura adrenalina. Tobu Tobu Girl é vagamente comparável ao Doodle Jump que foi popular em smartphones… e que era bem parecido com o Sonic Jump lançado 4 anos antes. Qual a origem desse tipo de jogo, afinal? Icy Tower?

Mas enfim, o diferencial é que a menina tem duas habilidades: o botão A faz ela sair voando rápido para cima e gasta a barrinha no canto da tela. Ela também pode dar três arrancadas em qualquer direção com o botão B. Enquanto pisar num inimigo restaura o limite de arrancadas, esmagá-lo com uma arrancada para baixo dá pontos extras e restaura parte do medidor de voo. São controles simples, mas na prática pode ser difícil pegar o jeito e chegar ao fim de cada fase com uma boa pontuação.

Tobu Tobu Girl termina na terceira fase, mas há também uma fase bônus que é mais longa e difícil. As pontuações são gravadas numa tabela e pode-se perseguir um nota alta em cada fase para incrementar o fator replay do jogo. Com a jogabilidade interessante e um conjunto de gráficos e músicas bem caprichados para algo deste escopo, é certamente um bom passatempo. Fica aqui o link da rom para quem quiser jogar em emulador ou tem cartucho flash pra usar num Game Boy de verdade.
Leia mais…