(Review – GBA) Momotaro Dentetsu G – Gold Deck wo Tsukure!

11 de dezembro de 2019 Deixe um comentário


Enquanto jogava o Power Bomberman, reparei num rosto familiar entre os personagens da Hudson presentes nele: o Momotaro da série de RPGs folclóricos Momotaro Densetsu. Mas eu conheço ele não pelos RPGs e sim pelo spinoff Momotaro Dentetsu, que são jogos de tabuleiro baseados em linhas de trem.

“Densetsu” é “lenda” e “dentetsu” é “ferrovia elétrica”, taí o trocadilho.

Uma das minhas irmãs por acaso tinha o cartucho do Momotaro Dentetsu G – Gold Deck wo Tsukure! do GBA, que na verdade é o único que eu conheço, e me bateu uma nostalgia que me fez baixar a ROM agora e relembrar o joguinho.

O objetivo deste jogo de 2005, após escapar das telas de configuração sem entender a língua, é rolar dados para viajar no tabuleiro até alcançar a estação de trem japonesa que foi sorteada numa roleta. Sempre tem uma seta indicando o caminho e dá para entender os sistemas mais básicos só olhando os visuais.

Espaços azuis valem dinheiro, vermelhos tiram dinheiro e amarelos valem itens. Eles que não dá pra usar direito sem entender japonês, como quando eu usei um qualquer e acabei trocando de lugar com a CPU. Ao parar o trem em alguma estação, é possível comprar e vender ações pro capital não zerar, e o jogo se assemelha a Banco Imobiliário nisso.

Chegar até a estação correta é urgente pois não apenas vale dinheiro extra como também faz um gigante com cara de bobão seguir o adversário. Esse gigante causa penalidades em praticamente todo turno e pode apenas ser transferido a algum outro jogador passando pelo mesmo quadrinho que ele. De vez em quando, o gigante é trocado por algum capeta ainda pior que causa muito mais estrago por alguns turnos.

Cada conjunto de turnos no modo normal de jogo vale um mês, e a duração máxima para as partidas é 99 anos ou 1188 conjuntos de turnos. Há também um modo alternativo que dura 3 anos e que dá 100 milhões de ienes no começo, e em ambos os modos ganha quem lucrar mais. Basicamente é isso o jogo. Um de seus maiores atrativos é que sendo o jogo de tabuleiro que é ele permite que até quatro pessoas joguem num GBA só, mas não lembro de ter jogado assim com minhas irmãs uma só vez…

De acordo com a Wikipédia japonesa este jogo é baseado no Momotaro Dentetsu 12 de PlayStation 2 e GameCube, mas o sistema de itens é original. Em Junho de 2015 o criador Akira Sakuma tinha declarado o fim da série no Twitter por desavenças com funcionários da Konami desde que ela engoliu a Hudson em 2011, mas acabaram lançando um em 2016 que foi publicado pela Nintendo.

Então no setembro passado foi anunciado uma continuação pro Nintendo Switch chamada Momotaro Dentetsu: Showa, Heisei, Reiwa mo Teiban! depois de mais 4 anos de hiato. Como dá pra ver pelo trailer acima contrataram outro ilustrador, o Hideyuki Takenami do Puyo Puyo Fever e Super Bomberman R, para o visual dos personagens. Isso porque, provavelmente justamente por causa do hiato, o Takayuki Doi foi trabalhar com um jogo concorrente da Namco chamado Billion Road. É só barraco na Konami nestes últimos anos, não?

Vão jogar Power Bomberman.

11 de dezembro de 2019 1 comentário


Power Bomberman é um fangame do robô explosivo da Hudson e da Konami que começou a ser desenvolvido em 2013 pelo que entendi. Conheci ele ontem em ocasião da atualização 0.7.1 do dia 8 de dezembro, e ele se mostra uma das melhores opções para jogar partidas de Bomberman online em PCs.

É possível jogar partidas entre até 12 jogadores se o líder escolher uma das arenas maiores baseadas no raro Hi-Ten Bomberman de 1993. Infelizmente o meu computador não aguenta mas deve ser divertido pacas isso. Tem uma enorme lista de itens vindos de toda a série e até um punhado de itens originais. O menu principal traz um manual sobre como cada powerup funciona e é possível customizar quais itens e cangurus Louies aparecerão durante as partidas.

É especialmente bacana colocar as partidas com as arenas no aleatório, pois algumas deixam tudo mais maluco com obstáculos ou alterações nos atributos iniciais dos personagens. Características como as paredes se fechando no último minuto ou a possibilidade de atrapalhar os adversários mesmo depois de derrotado também marcam presença.

O jogo também traz centenas de skins destraváveis por meio de uma lojinha ao gastar as moedas ganhas durante a jogatina. Os caras colocaram os elencos de praticamente todo jogo do Bomberman e também personagens de outras séries que tenham mesmo a mais tênue conexão com o personagem.

Tem o Eric do Bomber Man original de PC-98, tem o Lode Runner que é o próprio Bomberman na forma humana, tem o Wario por causa do Wario Blast de Game Boy, tem o carinha de armadura erótica do detestado Bomberman: Act Zero, tem as garotas do recente Bomber Girl que ainda é um arcade exclusivo do Japão e além disso não só a turminha da Konami vinda do Super Bomberman R como também o pessoal da Hudson que a Konami não se importou de revisitar.

Colocaram até o Power Pro-kun que a própria Konami não usou nos crossovers picaretas do Super Bomberman R apesar de ter promovido as séries Pawapuro e Bomberman juntas em múltiplas ocasiões no passado. Essa é a nerdice do pessoal envolvido no projeto.

Os diversos personagens não tem poderes especiais nem nada, mas quando eu tomei bombada com o carinha-de-beisebol e em vez de explodir que nem balão ele caiu sentado e triste antes de sumir, eu fiquei admirado com a dedicação dos desenvolvedores em colocar com o passar dos anos mais de 300 bonequinhos com animações distintas das do Bomberman. Em geral, o acabamento audiovisual do jogo passa bem a impressão de um trabalho profissional.

Cuidado para não acertar as portas de saída ou os itens, senão aparece um enxame de fantasmas que atravessam blocos!


O jogo também traz um remake do Bomberman 1 de NES e com direito a um modo turbo onde começamos com duas bombas e tudo é mais rápido, mas não é possível usar outros bonecos nesse modo e ele rende bem menos moedas para o tempo que se gasta numa partida. E mesmo no modo turbo e com todas essas firulas sobre os gráficos 8-bit o jogo não parece tão frenético quanto o Pac-Man Championship Edition DX+ ou o port de Heiankyo Alien que lançaram em 2017 na Steam. Só tá aí pra dizer que tem alguma coisa pra jogar sozinho.

Mapa com um único bloco com item que se regenera.


E é isso que eu queria partilhar com vocês hoje. Mais informações no tópico do projeto:
http://www.bombermanboard.com/viewtopic.php?t=1925

(Review – GBA) MegaMan Battle Network 4.5: Real Operation

10 de dezembro de 2019 Deixe um comentário


A Capcom nunca se meteu a lançar um MegaMan Battle Network para smartphones mesmo com todas as previsões que fizeram sobre a Internet das Coisas, mas de certa forma já tinha feito algo parecido no GBA durante o auge da série. Com este Rockman.EXE 4.5: Real Operation lançado em 2004 exclusivamente no Japão e que foi traduzido por fãs recentemente eles previram um bocado da era atual dos jogos de smartphone, para o bem e para o mal.
Leia mais…

É lançada a primeira demo de Brasonic 20XX

5 de dezembro de 2019 Deixe um comentário


Saiu uma demonstração para o fangame nacional Brasonic 20XX: Critica Social Foda – Tô Brabo. O jogo é um remake do original que foi lançado há mais de dez mil anos atrás e trata das aventuras do ouriço auriverde contra a corrupção brasileira.

A demo vem com três fases, três chefes e diversos segredos para destravar. A jogabilidade não é lá algo que se diga “meu Deus, que coisa, os controles são iguaizinhos aos da trilogia clássica” mas dá pro gasto e as fases também são decentes. O ponto mais complicado é escapar das Cataratas do Iguaçu, que foi a fase em que eu mais me diverti e mais fiquei irritado pois se cair no fundo da fase o jogador é arrastado por correntezas até as seções anteriores!

Podem ir pegar a demo pela página de Facebook dele.

A versão 2.2 de Sonic Robo Blast 2 será lançada no dia 7/12

5 de dezembro de 2019 Deixe um comentário


Após 4235345243 anos, enfim vai sair uma atualização robusta para o clássico fangame Sonic Robo Blast 2 daqui a dois dias. Pra quem não conhece, ele é continuação de um dos primeiros jogos amadores feitos sobre o ouriço azul, roda numa engine de Doom altamente modificada e está em desenvolvimento desde 1998.

Faz mesmo bastante tempo desde a última vez que joguei o Robo Blast 2 porque eu ficava esperando por esse upgrade que reformula todas as fases. A física dele não tem loopings mas adicionaram rampas numa das versões anteriores, e juntando com os demais aspectos da jogabilidade dá pra dizer que ele é um Sonic de Master System turbinado.

Também tem modos multiplayer e uma montanha de mods para experimentar. E falando isso, também deve sair uma atualização para o excelente Sonic Robo Blast 2 Kart em breve.

Foi lançada a demo de Sonic Triple Trouble 16-bits

12 de novembro de 2019 Deixe um comentário


Criar um remake 16-bits do Sonic Triple Trouble sempre foi um sonho entre alguns fãs do azulão, tanto pelo acabamento melhor que aquele jogo de Game Gear tinha em comparação com os anteriores, por acharem o tema da Sunset Park Act 3 um dos melhores da franquia ou até por simpatizarem com o Fang The Sniper, que chegou a fazer ponta como chefe no Sonic Mania.

Pois então, o compositor e desenvolvedor Noah Copeland, que participou das trilhas sonoras dos fangames Sonic Project Survival e Sonic Neo Genesis, tem trabalhado num projeto bem assim e lançou uma demo com a primeira zona completa ontem.

O jogo põe o Triple Trouble como continuação direta do 3 & Knuckles e lhe dá o tratamento Mania com level designs expandidos, inimigos e bugigangas novas nas fases, cenário diferente no segundo ato e chefes inéditos. Eu fiquei muito contente jogando a demo e até recomendo que vocês baixem logo ela e experimentem sem ver o trailer acima para manter as surpresas intactas. Fora o chefe do ato 2 que o cara resolveu spoilar na prévia do vídeo.

Link de Download