"But anyway, my secret is basically... Well, instead of playing games the whole day and wasting hours with MMOs, i work on my stuff... that's pretty much it." -LakeFeperd, criador do Sonic Before the Sequel

Software para pixel art GraphicsGale se tornou freeware

21 de junho de 2017 Deixe um comentário

Imagem ilustrativa do site oficial.


No último dia 18 o programa GraphicsGale da HUMANBALANCE foi liberado como freeware. Ele é um editor de imagens projetado para desenhar e animar pixel art, com funções como suporte a camadas e troca rápida da paleta de cores. Aqui eu sempre usei o singelo Paint e o editor do Multimedia Fusion 2 para desenhar pixel-arte, mas essa ferramenta pode mudar isso. Fica a dica para quem mais se interessar.

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(Indie) Novo teaser de EndCycle

21 de junho de 2017 Deixe um comentário


Para aqueles que como eu sentem saudades de MegaMan Battle Network e Mega Man Star Force, aqui vai um novo trailer de EndCycle, um RPG de ação indie da 12B3 com mecânicas de combate baseadas nas do Mega-Man-Smartphone.exe (MMSmtphn.EXE).

Durantes as lutas podemos nos mover tanto pelos quadros vermelhos do tabuleiro quanto os cinzas, que também podem ser usados pelos inimigos. A “CustGauge” no topo da tela enche com o passar do tempo e deve ser gasta para usar um entre 4 ataques. A demo jogável tem um modo especial depois do primeiro capítulo que deixa testar bem a jogabilidade e os sistemas de habilidades do protagonista.

O herói pode ser bem frágil se não tomar cuidado e todos os inimigos tem montes de HP, mas o negócio é que se um inimigo sofre várias pancadas em sequencia ele fica paralisado por vários segundos e poderá ser destruído fácilmente. É possível configurar 3 conjuntos de 4 “chips” para usar nas lutas e a experiência ganha nas lutas pode ser convertida em dinheiro ou para fotalecer o protagonita.

Em Julho a demo será atualizada com um modo multiplayer.

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(Review – Mega Drive) Megapanel

14 de junho de 2017 4 comentários

Muita gente não gosta quando quebra-cabeças deslizantes aparecem do nada como um minigame tedioso em jogos, mas e se eles fossem misturados com quebra-cabeças de combinar blocos? A Namco lançou algo assim para o Mega Drive em 1990, exclusivamente no Japão. Um puzzle chamado Megapanel.

No jogo, uma pilha de blocos cresce na matriz com o passar do tempo e temos um espaço vazio para movimentá-los. É preciso combinar um mínimo de 3 blocos de mesma cor na horizontal ou na vertical para destruí-los e evitar que a pilha chegue ao topo da tela, mas isso também reduz o espaço que temos para manobrar os blocos e nos força a subir fileiras com o botão A. É preciso visualizar formas rápidas e consistentes de combinar 4 blocos de uma vez para marcar mais pontos e manter a pilha nivelada para evitar que colunas se formem nos cantos da tela e botem tudo a perder.

O jogo tem dois modos diferentes para um jogador: Exercício e Pin-up. No modo Exercício é preciso cumprir certo objetivo para passar para a fase seguinte. Como cada objetivo é ilustrado a barreira de linguagem não causa tanta confusão, mas ainda há casos como a fase 9, por exemplo, em que o objetivo é formar combinações vermelhas como parte de sequências. É possível começar nas fases 9, 17 e 25 e as missões vão ficando cada vez mais complicadas.

Já no modo Pin-up, cada fase tem uma ilustração no lado direito da tela coberta por blocos e uma fileira de bombas sobre eles. Combinar blocos na matriz ativa essas bombas para destruir pouco a pouco a barreira, sendo que as bombas ativas correspondem a posição do bloco central de cada combinação marcada. Combinações de 4 ou 5 ativam mais bombas ao mesmo tempo. Este modo tem 40 fases, com cada imagem mostrando cenas do dia-a-dia de 10 personagens. Algumas cenas tendem a sensualidade, sim, mas não há nada que não pudesse ser publicado num jogo infanto-juvenil de Mega Drive. :V

Assim como no modo Exercício há um violeiro tocando no meio da tela, no modo Pin-up há uma garota que suponho estar dando dicas. Ela comemora quando fazemos combinações de 4 ou cinco blocos e entra em pânico quando a pilha está prestes a passar do limite. Um detalhe curioso é que…

…podemos calar a boca dela com uma máscara pelo resto da fase com o botão C. Nunca vi um quebra-cabeça desses nos deixar maltratar o mascote assim. E olha que, como o gif acima mostra, ela nem comenta tão frequentemente e não tem dublagem nem nada. Vai ver ela é uma dessas minas anime que são comicamente arrogantes e presunçosas e tá tirando com a minha cara sem eu saber.

No mais, o jogo tem um modo Versus exclusivamente multijogador em que os jogadores podem mandar blocos inúteis para o campo do oponente ao marcar sequências de combinações. Há dois tipos de items nesse modo cujo propósito eu não consigo identificar. No menu de opções principal também é possível mudar o Versus para “Modo 0 ou 1” e eu também não entendi para que isso serve. Ah, uma outra opção deixa o jogo monocromático. Porque sim. Mas ainda dá pra se guiar pelos símbolos em cada bloco.

Como todos os outros puzzles da época, Megapanel não foi capaz de derrubar Tetris mas ainda assim é um quebra-cabeças funcional e divertido. Ele faz 15-puzzles parecerem legais! É também um tanto original, já que o único outro puzzle de que me lembro em que os blocos sobem ao invés de descerem é o Panel de Pon/Tetris Attack.

(Review – PC) MidBoss

12 de junho de 2017 Deixe um comentário


Dia desses eu estava interessado em jogar o roguelike Midboss da Kitsune Games, criadores do puzzle Ultra Hat Dimension, mas já tinha gastado com jogos durante o mês. Como eu sou um cara pseudo-importante, convenientemente me apareceu um comunicado de imprensa me oferecendo uma cópia do jogo, então vejamos como ele é. Ou melhor, como o remake do jogo é. O original foi um freeware com visual mais simples criado para a competição Ludum Dare em 2012.

Bom, MidBoss é um RPG de estratégia em turnos com o tabuleiro isométrico e fases geradas proceduralmente. Controlamos um demônio chamado Mid que pode possuir os corpos de outros monstros para obter suas habilidades e regenerar HP. Ao aprender todas as habilidades que certo personagem possui podemos usá-las em conjunto com as de outros.

O jogo tem todas aquelas mecânicas básicas que se espera do gênero como armas e poções com efeitos desconhecidos, altares de sacrifício em que deuses te presenteiam ou punem dependendo dos items colocados neles e equipamentos amaldiçoados que grudam no personagem se você tiver o azar de vestir um por engano. Dá até para regenerar MP instantaneamente ao pular um monte de turnos de uma vez. Se estiver num local seguro e sem estar envenenado, claro.

Apesar dos elementos aleatórios, cada tipo de inimigo vai sendo apresentado de forma fixa entre as partidas. Sempre haverá um único zumbi no segundo andar, por exemplo, e inimigos apresentados assim devem ser enfrentados com cuidado por serem bem mais fortes que os anteriores.

Se morrer tem permadeath e vai ter de começar tudo de novo (o site do jogo avisa discretamente que É possível trapacear os saves), mas você também receberá uma carta com os detalhes da partida que pode ser usada para começar uma partida com a mesma sequência pseudoaleatória e também recuperar um item perdido – mas só uma vez. Derrotar o chefe final também vale uma carta que permite recomeçar o jogo com todos os seus atributos e items intactos. Outra coisa bacaninha é que elas também podem ser publicadas no Twitter para outros jogadores usarem.

Algo que chama a atenção em MidBoss é o quanto ele procura ser acessível para iniciantes ao gênero roguelike. Além da interface bem explicada e essa colher de chá que são as cartas pós game over, há várias opções que não afetam as estatísticas (podemos nos livrar do lance de identificar poções, por exemplo) e um “Modo Personalizado” que permite jogar uma partida comprida ou condensada dependendo das opções escolhidas.

Mesmo colocando todas as opções a meu favor o jogo não fica mamão-com-açúcar nem nada e ainda não o terminei (ruim como sou, só cheguei até o quarto andar conforme mostra a imagem acima), mas pretendo continuar jogando quando estiver mais tranquilo.