(Romhack) Sonic The Hedgehog KawariNo

11 de julho de 2021 2 comentários

Os bastidores da produção da trilogia do Sonic no Mega Drive sempre fascinaram os fãs de longa data do personagem, que documentaram todo o possível sobre conceitos descartados e protótipos de cada jogo.

Ainda nos últimos anos o Hirokazu Yasuhara divulgou detalhes sobre como o Sonic 2 teria um enredo de viagem no tempo, a Hidden Palace cortada do mesmo jogo foi recriada no port oficial de smartphone do Taxman e até foi finalmente descoberto um protótipo do Sonic 1 com todas aquelas diferenças vistas em revistas de videogame nos anos 90.

imagem_2021-07-07_200223Como a noção de “se foi descartado é porque não prestava” mal existe para os fãs, volta e meia aparecem projetos que tornam isso tudo algo jogável. Para as viúvas do fangame Sonic Overture eu apresento o romhack Sonic Kawarino do MrLordSith, que antes era chamado de Sonic 1 Delta e foi terminado há poucos dias.

KawariNo é um romhack de Sonic 1 que incorpora elementos vistos no beta do jogo e nas artes conceituais do Naoto Oshima, embora ignore todos aqueles personagens como a banda do Sonic e a Madonna. Alguns de vocês devem ter ficado aliviados lendo isso…

A ordem de fases, como no Sonic 1 beta, é Green Hill, Labyrinth, Marble, Star Land (Star Light), Sparkling (Spring Yard) e Clock Work (Scrap Brain). A Labyrinth e a Marble em seguida tão cedo pode assustar, mas o level design novo leva isso em conta para amenizar a dificuldade. Também é mais interessante que tenha essa transição entre áreas naturais e urbanas.

Aliás, não existem registros da Star Light sendo chamada de “Star Land” em betas do Sonic 1. Isso é uma referência ao mangá do jogo que usava esse nome e também “Sparkling” e “Clock Work” para as fases seguintes. Quase que essa referência me escapa… 

Pra vencer a Labyrinth é só correr até essas câmaras de ar. Não precisa esperar as bolhas, não.

As zonas tem a estrutura geral da versão final com obstáculos rearranjados de acordo com o que há no beta do Sonic 1 e também mecânicas como câmaras sem água na Labyrinth no lugar das bolhas e até fases drasticamente diferentes como a Green Hill 3 mais linear baseada no protótipo da Tokyo Toy Show ou a Star Land 2 onde bolhas lançam o Sonic pelas rotas superiores.  

As Esmeraldas do Caos estão escondidas nas próprias fases como no Sonic 1 de Master System e o prêmio por encontrar todas elas é o monitor S no lugar da invencibilidade normal. Nada de Super Sonic aqui. A única fase especial disponível usa o formato visto no beta e só serve para tentar pegar uma vida extra antes do tempo acabar.

Um toque de gênio foi mesclar o cenário do ato final da Sparkling com o da Clock Work que vem a seguir.

Outras adições incluem um chefe novo na Sparkling, monitores-roleta e um pulo duplo esquisito que só funciona se estiver em alta velocidade ou se estiver submerso após pegar os óculos de mergulho. Tem que tomar cuidado pois em ambos os casos o pulo duplo desenrola o Sonic.

“Scrap Brain” ainda é usado como o nome da quarta Labyrinth e tem uma temática de esgoto. “Aquele” atalho ainda está mais ou menos no mesmo lugar.

O capricho com a reformulação das fases e os novos gráficos delas chegam a fazer de KawariNo um modo Encore para o Sonic 1 melhor do que o que foi feito para o Sonic Mania. Recomendo muito que baixem a rom para experimentá-lo.

(Review – PC) Rivals of Aether

4 de julho de 2021 Deixe um comentário

20210626214311_1

Aparentemente um dos meus hobbies como jogador de videogueime é comprar jogos de luta que eu largo após um mês por falta de amigos e conexão boa pro online funcionar direito… Nesta vez, descolei o Rivals of Aether na promoção de férias da Steam. O jogo foi originalmente lançado em 2017 pelo Dan Fornace e é um sucessor para o fangame Super Smash Land que ele criou lá em idos de 2011.

20210704161940_1

Como clone de Smash Bros., o objetivo nas lutas é “amaciar” os adversários com pancadas até ficarem frágeis o bastante para serem lançados fora da tela. Embora baseado no ritmo do Melee de Game Cube, há diferenças que podem causar estranheza como os botões separados para ataques fracos e fortes ou a troca do escudo-bolha por uma habilidade bem mais delicada que repele ataques e paralisa o adversário.

Atualmente na “Definitive Edition” o jogo possui 12 personagens divididos em 4 elementos e também o Ori e o Shovel Knight como convidados de outros jogos indie. Todos eles são animais, incluindo o Shovel Knight que na verdade é o homem-peixe que faz umas pontas naquela série. A maioria tem habilidades chupinhadas dos personagens de Smash, sendo que o Orcane, o mascote do jogo, é baseado no pokémon Vaporeon de Super Smash Land que não existe na série oficial da Nintendo.

20210704162254_1

Cada personagem tem estilos bem distintos, então é bom dar uma passada na seção de tutorial do jogo ou ir testando cada um na raça contra a CPU mesmo. Enquanto que o leão Zetterburn tem uma jogabilidade fácil mas previsível e pode incendiar oponentes para reduzir a defesa deles, o Orcane é vulnerável no ar e depende de saber onde e quando criar uma poça de água para depois se teletransportar ou fortificar seus ataques.

Outros carinhas bacanas são o besouro Kragg que pode rolar e invocar muros e o pássaro Wrastor que é frágil e precisa usar um redemoinho para criar uma zona horizontal onde pode andar rápido mas tem excelente mobilidade aérea, tanto que ao contrário dos demais personagens seus golpes fortes só funcionam no ar.

Também vale notar que como o jogo foi pensado no meio competitivo não se importaram de incluir quaisquer itens como os de Smash e as versões sem obstáculos de cada arena são o padrão no menu.

20210704194447_1

Uma das funções mais atraentes de Rivals of Aether é desenvolver personagens ou fases e publicá-los no Steam Workshop. No próprio jogo há um editor de fases que usa o cenário de treinamento, mas ir além disso requer conhecimento de programação no software Game Maker. Também foi anunciado recentemente que quatro personagens criados pelos fãs foram escolhidos para serem adicionados ao elenco oficial ainda em 2021.

Jogar online não deu certo aqui, então o jeito foi ver o que o single player do Rivals tem a oferecer. Tem um modo história mas apenas metade do elenco participa dele e só as lutas finais batem com o que acontece na historinha de cada personagem. Após vencer com os seis personagens, surge o chefe final onde cada um deles vale uma vida.

20210704162401_1

O modo Abyss é um epílogo para o modo história e atualmente ele já começa destravado. Trata-se de uma sequência fixa de 15 desafios que se repetem infinitamente até o jogador ser nocauteado. Cada etapa vencida vale pontos de experiência que servem para equipar items que melhoram certas habilidades de cada personagem. Juntar pontos e moedas é beeeeem demorado, mas digitar o Código da Konami (cima, cima, baixo, baixo, esquerda, direita, esquerda, direita, golpe fraco, pulo, pausa) temporariamente destrava tudo sem penalização.

Também há um modo extra chamado Tetherball onde uma bola amarrada a um poste por uma corda deve ser golpeada até a corda for completamente enrolada nele. Vence quem marcar 3 pontos primeiro. Por fim, o jogo conta o número de nocautes feitos com cada personagem e destrava coisinhas para cada um que alcance 250. Isso tudo também pode ser temporariamente liberado com o Código da Konami no menu “Milestones”.

20210704162602_1

Em geral o Rivals of Aether é uma das melhores opções para fãs da série Super Smash Bros nos PCs, junto do tal Brawlhalla que eu ainda tenho que conhecer. Fica a dica enquanto a promoção na Steam ainda continua. Vou até dar uma olhada no spinoff gratuito Lovers of Aether aqui…

(Review – PC) Polyroll

30 de junho de 2021 1 comentário

20210629193338_1

Aproveitei pra comprar o Polyroll da Hof Studios a preço de banana na atual promoção da Steam. Trata-se de uma espécie de clone de Sonic para PC e Nintendo Switch que deu a cara várias vezes na Sonic Amateur Games Expo mesmo depois de lançado mas que sei lá porque eu nunca tinha experimentado.

20210629180813_1

A historinha do jogo é bem o Sonic 1 mesmo, com um pássaro Kiwi no lugar do Dr. Eggman sequestrando um punhado de tatús-bolinhas e o herói Polyroll (que é igual aos demais) indo atrás em busca de justiça.

A jogabilidade é ainda mais simples, sem a famosa física 360º do ouriço mas ainda ágil e com sua alma de bolinha de gude intacta: dá pra rolar e usar spin dash para saltar por rampas, rodopiar ao topo de postes e quicar em paredes opostas para alcançar lugares secretos. Além disso há também escudos que são usados para destruir barreiras, planar ou atrair as gemas que recuperam energia.

20210629183925_1

A mecânica de descer os disquetes nos drives para liberar barreiras tem papel importante no chefe desta fase.

Os conjuntos de fases tem 3 atos e um chefe no fim de cada terceiro. Cada ato oculta 3 joias douradas que servem para destravar barreiras no mapa mundo do jogo. Se ir coletando esses itens, poderá escolher rotas alternativas até o final da aventura e acessar 3 fases bônus com percursos de obstáculos brutais que valem energia extra.

É preciso encontrar 40 joias para enfrentar as duas fases finais, o que é um objetivo razoável. Tanto que acabei terminando o jogo em duas horas sem completar a segunda zona, depois de ter tomado a rota alternativa pelo mapa.

20210629185210_1

A maior qualidade do Polyroll é o level design desafiador que faz ótimo uso das habilidades do protagonista-bolinha para superar obstáculos. Ainda que pareça curto para os tempos modernos, é coisa de se jogar até o fim com gosto numa única sessão e que honra os jogos clássicos do ouriço azul mesmo sem a complexa física de rampas que tanto cobramos deles. Fortemente recomendado.

Categorias:Games, Indie, Reviews Tags:,

Demo de Spark The Electric Jester 3 disponível

25 de junho de 2021 1 comentário

Em ocasião do aniversário do Sonic, nosso conterrâneo LakeFeperd soltou na Steam uma demo do Spark The Electric Jester 3, onde o formiga bobo-da-corte agora veste jaqueta, dirige carro turbinado e desliza em caninhos. Eu queria muito experimentar esse negócio, mas meu notebook mal roda o segundo jogo direito e este aqui nem carregar a primeira fase carregou, diacho…

Pra quem gosta do estilo das fases do Sonic e do Shadow no Sonic Adventure 2, o trailer acima deixa claro que Spark 3 é uma excelente opção. A demo tem conteúdo demais como de costume pro cara, então se puderem vão lá baixar ela.

(Review – NES) Slow Mole

19 de junho de 2021 2 comentários

SlowMole_0_9_mapper2_018

Encontrei no Twitter este homebrew para NES chamado Slow Mole, criado por Erik Rosenlund e que eventualmente terá uma versão comercial em cartucho com conteúdo extra. Como tem um beta 0.9 disponível gratuitamente que é jogável até o fim, por curiosidade pelo nome e a tela título baixei a ROM pra mim.

SlowMole_0_9_mapper2_021

Surpresa: trata-se de um platformer masocore pauleira sem dó nem piedade. A toupeira é lenta, sua única habilidade é um pulinho e uma precisão extrema é necessária para guiar o bicho de tela em tela. O jogo simplesmente força a terminar cada tela o mais rápido possível, pois se o relógio zerar a próxima não conta como checkpoint! O modo de dificuldade fácil aumenta o relógio em um segundo mas parece não alterar obstáculos nem nada. Fazer o que, depois de um tempo tentando jogar na raça acabei apelando pra save states no emulador.

SlowMole_0_9_mapper2_005

Engraçado é que por mais raiva que a gente passe nesse gênero, é fácil viciar e insistir até chegar ao fim numa única sessão pra valer o esforço — a famigerada “Falácia dos Custos Irrecuperáveis”. Até me fez postar no blog duas vezes no mesmo dia, depois de um mês arregaçado! O jogo se segue por vários grupos de fases, cada uma com seus próprios obstáculos e mecânicas interessantes, pelo que parece ser uma eternidade até que do nada diz chega e bota a toupeira numa salinha com cama onde ele pode deitar e pular em cima. Fofo.

SlowMole_0_9_mapper2_014

Se quiser dá pra jogar uma nova rodada com menos tempo no relógio (segure B+Select na tela título para começar neste modo), o que deve tornar muitos dos checkpoints impossíveis de se obter. Caso termine este modo difícil ou tenha um desempenho excelente no modo normal, 15 fases secretas serão reveladas mas não tô com saco pra isso agora diacho devia ter lido todos os posts do dev e me spoilado pra começar no modo difícil de uma vez

Fica a dica pra quem também curte se autoflagelar um bom desafio.

Categorias:Games, Indie, Reviews Tags:, ,

(Indie) Rog and Roll

19 de junho de 2021 3 comentários

20210619152911_1

Tá rolando uma exposição de demonstrações na Steam, uma versão mainstream da Sonic Amateur Games Expo com indies de montão disputando os holofotes. Lembrei de baixar a demo de Rog & Roll por lá, que é um jogo que tenho acompanhado por um bom tempo no Twitter. Sim, qualquer jogo com bolota rolante que aparece por lá na tag #screenshotsaturday eu sigo e retuíto sempre que possível…

20210619153254_1

A demo tem quatro fases: floresta, cidade, casa assombrada e por fim outra de cidade só que mais difícil. E também um chefe pra caprichar. Os controles são mesmo simples, mas desgostei da física do personagem no ar pois ele não pode mudar de direção rapidamente. Rog pode rolar para saltar mais longe e ganhar velocidade ao atingir inimigos, embora seja preciso prestar atenção nos obstáculos já que até rolar numa parede ou item errado pode quicar o herói num buraco por acidente.

Pois é, quando ele quica nas paredes, blocos e baús ele toma knockback como se levasse dano e perde o controle. Eu bem que pensava em colocar isso no Cosmic Boll mas deixava pra lá pra não irritar as pessoas, hahaha.

20210619153930_1

O visual é 2.5D com ótima pixel art e gráficos poligonais simples mas charmosos. Certamente existirão fases na versão final onde o espaço 3D terá algum efeito no level design. Um detalhe interessante é que é possível selecionar itens de cura e ataque durante a jornada, mas na demo não há lojinha e cada fase começa com um conjunto específico.

Fica aqui a dica para vocês também experimentarem enquanto a demo estiver no ar.

Categorias:Games, Indie Tags:,