(Indie) Allegro: The Melodic Warrior

30 de setembro de 2017 1 comentário


Devo lhes lembrar que a SAGE 2017 começou hoje e tem uns 45 jogos disponíveis para teste. A minha internet está um caco mas vou tentar pelo menos verificar os projetos originais que estão participando, como este chileno chamado Allegro: O Guerreiro Melódico.

Allegro é uma aventura bem vistosa que parece ter saído de um SNES. A jogabilidade é simples e ágil: além de poder pular nos inimigos o herói pode virar cometa e sair voando pela fase ou usar outros poderes como esferas de energia que giram ao seu redor ou chamas que acendem velas para destravar caminhos.

Como muita coisa no jogo segue um tema musical, é bom ouvir que a trilha do jogo também não deixa a desejar. Cada tema de fase tem um remix no segundo ato e as músicas estão soltas na pasta do jogo para serem facilmente copiadas para algum smartphone e tal.

A demo atual tem duas fases disponíveis e tutoriais para aprender os controles. Fica aqui o link para o site do projeto.

(Review – Neo Geo Pocket) Ganbare Neo Poke-kun

29 de setembro de 2017 1 comentário


Tenho (re)jogado alguns jogos do Neo Geo Pocket recentemente. O portátil foi a tentativa da SNK de rivalizar com o Game Boy, mas foi lançado em preto em branco com uma mísera dúzia de jogos quando a Nintendo já tinha o Game Boy Color. A versão em cores veio um ano depois e rendeu bons jogos como ports das séries de luta da SNK que não perderam nada em questão de jogabilidade por conta do direcional que usava micro interruptores e funcionava com grande precisão. Mas o título principal do Neo Geo Pocket Color, com mascote e tudo, não era um The King of Fighters, e sim um tal de Ganbare Neo Poke-kun.

Ao rodar o jogo somos apresentados a um carinha inseto chamado Neo Poke que está de bobeira em seu pequeno estúdio. O jogo é uma espécie de bichinho virtual, mas há poucas formas de interagir com o personagem. Ao apertar A a campainha toca e um personagem aleatório aparece na porta dimensional. A princípio esses personagens entram e saem ou atravessam a sala ignorando o Neo Poke, mas após certo número de aparições eles interagem com o protagonista de alguma forma cômica e na maior parte das vezes o deixam confuso ou assustado: pode aparecer um cara de sunga fazendo truques obscenos com o cabelo, um bêbado que larga o cachorro com o Poke, um sujeito parecido com o Rugal que cumprimenta o Poke apalpando o rosto e o saco dele…

O direcional ativa animações na sala que não tem efeito algum no Neo Poke, mas se girar o d-pad algumas vezes alguma coisa cai na cabeça dele ou algum desastre destrói o quarto e o deixa num estado miserável. Tudo volta ao normal após uma breve transição, mas se repetir isso várias vezes o Neo Poke fica deprimido e vai embora por alguns segundos. Isso deve ser evitado pois o personagem precisa estar contente para termos progresso no outro aspecto principal do jogo: o Neo Poke é um desenvolvedor de videogames e de vez em quando sai com capacete e martelo para programar uma série de 30 joguinhos.

Vários desses minigames são paródias de arcades dos anos 80 e títulos clássicos do NES. Começam bem simples com clones de Pong e vão evoluindo… um pouco… a cada cinco joguinhos. Eu passei o jogo com a expectativa de que lá pro final haveria algum minigame mais robusto, mas poucos deles podem ser considerados assim. Vários tem o mesmo repetitivo tema de se esquivar de obstáculos numa tela estática e alguns são até sofríveis de se jogar. O mais legalzinho que me vem a cabeça agora é uma paródia de Dragon Quest em que devemos explorar três andares de calabouço no escuro. Cada quadrinho revelado custa 1 HP e as batalhas são decididas rolando dados.

Destravar todos os minigames é um bocado tedioso, pois apesar do alto número de animações dadas ao Neo Poke e das várias esquetes que podem ser vistas durante o passar do dia elas ainda não são o bastante e já começam a ficar repetitivas na metade do jogo. Os créditos até começam a passar aleatoriamente nesse mesmo ponto, acreditam? O pior é que tem um punhado de personagens com uma esquete só.

Deixar o Poke contente para destravar joguinhos rápido também é questão de sorte já que a maioria dos personagens sacaneia ele. Quando há minigames em 90% de desenvolvimento, parece possível forçar a barra entrando e saindo do menu de minigames, mas às vezes isso desanima o Neo Poke e a cutscene que toca é a dele indo embora com uma trouxa sobre o ombro. Também tem vezes que a cena dele trabalhando aparece e nada acontece.

Ganbare Neo Poke-kun é um joguinho carismático que vale pela curiosidade, em pequenas doses e sem esperar grandes coisas das empreitadas indie do Neo Poke. Como só foi lançado no Japão e a emulação de Neo Geo Pocket está estagnada desde 2003, o jogo é pouco comentado na internet e roda com falhas de emulação. A função de salvar o progresso quebrou na metade da lista de minigames e me forçou a usar save states que não são compatíveis entre o NGP.emu e o NeoPop… até eu perceber que era só apagar o save, carregar um save state e salvar isso pelo menu do jogo pra voltar ao normal. O cúmulo é que eu tenho certeza que o minigame final é injogável em emuladores.

Cliquem no “Leia mais” para ver descrições e imagens para cada minigame. Praticamente a única fonte ocidental de informação sobre isso em mais de 10 anos foi um detonado incompleto na Gamefaqs que só tem metade da lista, então não sei os nomes dos jogos na segunda metade.

Leia mais…

Trailer da SAGE 2017

26 de setembro de 2017 1 comentário


A Sonic Amateur Games Expo é uma exposição anual de fangames do Sonic e demais jogos indie que neste ano vai acontecer entre 30 de Setembro e 7 de Outubro. O trailer acima mostra uma parte dos jogos que estarão disponíveis. Além do Sonic 2 HD há um remake de Sonic 2006 porque sim, fangames de Super Mario e Crash Bandicoot e projetos chamativos que como o Freedom Planet e o Spark The Electric Jester empregam a jogabilidade de Sonic em universos originais. Dash Cats esteve presente na SAGE do ano passado, mas Clash Force 2, Astral World e Allegro: The Melodic Warrior são jogos que desconheço e pretendo experimentar.

(Indie) Gameplay de Kaze and The Wild Masks

20 de setembro de 2017 1 comentário


Kaze and The Wild Masks é um colorido jogo de plataforma inspirado em Donkey Kong e que pelo protagonista orelhudo me lembra o Tiny Toon de Mega Drive. O jogo é nacional e vai participar do evento acadêmico SBGames em Novembro deste ano lá em Curitiba.

O trailer acima mostra trechos das primeiras fases e um chefe. Além dos gráficos em pixel art estarem bem detalhados, a jogabilidade parece fluida. Kaze and The Wild Masks ainda não tem data para lançamento. Uma demo está planejada para daqui a algum tempo, mas antes parece necessário se inscrever no site do jogo para ter acesso a ela.