(Review – GBA) Gekido Advance: Kintaro’s Revenge

4 de novembro de 2017 3 comentários


Gekido Advance é um jogo de beat ‘em up lançado em 2002 pelo estúdio italiano Naps Team. É uma continuação do Gekido: Urban Fighters de Playstation 1, que é um jogo cult que eu nunca joguei mas que parece bacana em vídeos.

Enquanto que no original havia vários personagens jogáveis, aqui podemos jogar apenas com o guerreiro Tetsuo que é enviado para resolver o mistério de uma invasão de mortos vivos num vilarejo distante. Os botões A e B dão golpe fraco e forte, respectivamente. Cada um tem um combo básico, sendo que é preciso apertar AAABBA ou AABBBA para lançar a sequência mais poderosa que termina num “Roriúgui” flamejante. Apertar B enquanto corre faz o Tetsuo dar uma voadora com outro efeito interessante: ela lança inimigos para o alto e permite sequencias infinitas no canto da tela. Não é à toa que os chefes ou vem em duplas ou não são inimigos convencionais.

Também é possível arremessar inimigos ao chegar bem perto deles ou soltar uma aura repelente com A+B. Como no Streets of Rage 3, esse movimento só custa energia se usado antes da barra de especial encher. Tanto o botão L quanto o R fazem o Tetsuo pular, e o básico da jogabilidade é isso. Simples, mas eficiente. As fases tem um formato labiríntico e costumam nos fazer ir e voltar de um canto a outro para poder abrir portas trancadas, mas cada conjunto de inimigos só aparece uma vez.

Então a jogabilidade é boa e vem acompanhada de bons gráficos e uma musiquinha empolgante quando inimigos aparecem, mas acreditam que mesmo assim a Naps Team pisou na bola a ponto de tornar o jogo medíocre?! O jogo tem um sério problema de dificuldade. Há um número decente de tipos de inimigos que servem papeis variados e não há do que reclamar do desafio em lidar com vários deles de uma vez, mas vejam só, ao menos três tipos de inimigos sempre metem o pé na cara do Tetsuo a não ser que você esteja pulando quando a luta começa!

As fases também são recheadas de armadilhas como conjuntos de rodas espinhosas que rolam pela tela e blocos esmagadores que aparecem do nada quando você pisa ao lado deles. Sim, vocês passarão o jogo inteiro tomando dano que é simplesmente impossível de prever. Tem até uma tela em que os inimigos lhe golpeiam antes que você possa controlar o Tetsuo!! Não demora até isso corroer toda a graça do jogo.

Inimigos mortos podem deixar powerups como poder extra e um que aumenta a velocidade do Tetsuo e lhe permite usar repetidamente os golpes que normalmente fecham uma sequência. Tem mais um que acerta a tela inteira com uma magia potente e outro que torna o Tetsuo temporariamente invencível, mas também há items com efeitos negativos que poluem as arenas. Se clicar num desses por acidente, o Tetsuo pode ficar lento, ter os controles invertidos ou até ficar incapaz de atacar por alguns segundos.

Para sobreviver todas as sacanagens de Gekido Advance nós contamos com 5 vidas e cada fase ganha vale uma vida extra. Até que isso é generoso da parte do jogo, mas vale lembrar que as senhas recebidas após cada fase correspondem ao número de vidas que lhe restam. Se ficar só com uma, terá que aguentar isso ou começar do zero e tentar jogar melhor.

Após a derrota do chefe final, o jogo recicla as ilustrações da abertura para mostrar o Tetsuo e seu mestre discutindo sobre uma nova invasão demoníaca. Os outros protagonistas do jogo original estão convocados para a missão, mas Tetsuo é avisado de que esta nova ameaça já conhece tudo sobre nossos heróis. Tetsuo pede mais detalhes e… o jogo acaba nisso e sem nem uma lista de créditos. Infelizmente, a série Gekido tem estado morta desde então, com o Gekido 2 e um jogo para smartphones basicamente cancelados sem muita cerimônia.

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Joguem a demo de FISH, o Kubanacan dos jogos de tiro

26 de outubro de 2017 Deixe um comentário


FISH é um jogo de tiro em primeira pessoa nacional desenvolvido por Arthur Zeferino, um dos fundadores do site GAMESFODA. Inspirado em DOOM, Quake e Kubanacan (sim, a icônica novela Kubanacan), FISH traz as aventuras de um Pescador Parrudo que luta contra o domínio de uma raça de homens-peixe piratas. Além da jogabilidade rápida, fases complexas e das armas que se espera do gênero, o herói também pode usar um gancho com corda para escalar até locais normalmente inacessíveis ou puxar objetos.

Há uma demo disponível com uma fase e o lançamento está marcado para 2019 com um mínimo de 16 fases planejadas. O jogo tem uma campanha de crowdfunding na Indiegogo que acabará em 21 dias.

(Review – Arcade/NES/Game Boy) Flipull: An Exciting Cube Game

26 de outubro de 2017 Deixe um comentário


Volto ao blog com mais uma resenha de um quebra-cabeça simples e obscuro:
Flipull: An Exciting Cube Game, que na Sessão da Tarde seria UM KICK-BLOCKXER ELETRIZANTE, foi lançado pela Taito em 1989 para arcades e portado para consoles e portáteis nos anos seguintes.

O jogo foi renomeado Plotting no ocidente, o que na minha opinião foi bem desnecessário já que o título original descreve melhor a jogabilidade e até cortaram a animação na tela título com essa mudança. Algo curioso é que enquanto a versão arcade japonesa está com textos em japonês os ports que testei estão em inglês apesar de terem sido lançados exclusivamente no Japão.

Flipull não é lá tão empolgante quanto o subtítulo dá a entender mas tem uma mecânica criativa. Num lado do campo, uma bolota carrega um entre 4 tipos de blocos. No outro canto há uma pilha de blocos aleatórios e devemos lançar o bloco atual em seus semelhantes para apagá-los, sendo que ele vai trocar de lugar com o primeiro bloco diferente que acertar e retornar à bolota. Ou seja, vira-puxa — o título do jogo. Ba dum tss.

O bloco pode rebater para baixo quando é preciso acertar blocos por cima e várias fases mudam o formato do teto e colocam barreiras para limitar isso. Enquanto o número de blocos não for igual a meta da fase, devemos observar a pilha para evitar aqueles que não tem par disponível. Acabar nessa situação custa uma vida e nos dá um bloco coringa para continuar. Temos 3 continues de 3 vidas para ir o mais longe possível.

Também há limite de tempo: quando falta 30 segundos “HURRY UP!” aparece na tela e o ritmo da música acelera, mas se o tempo acaba com a pilha dentro da meta a fase conta como vencida. E leva várias fases até a pilha ficar grande a ponto de isso ser uma ameaça.

Em questão de pontuação, pegar dois ou mais blocos de uma vez vale mais pontos. Na versão arcade cada fase termina ao alcançar a meta, mas nos ports elas continuam até ficarmos sem movimentos. Isso possibilita um bônus de perfeição ao reduzir a pilha a um bloco de cada tipo. Flipull tem um modo multiplayer em que dois jogadores competem para ver quem vai mais longe e esse modo está disponível na versão Game Boy. A versão NES não tem isso e compensa com um segundo modo para um jogador em que cada fase deve ser terminada perfeitamente.

A versão arcade acaba na fase 59 e não tem cena final, mas a versão NES adiciona uma após a fase 50. E é isso. Flipull é um quebra-cabeças simples mas também bem pensado que não pode vencido só tacando os blocos sem pensar nos próximos movimentos. Renderia um bom passatempo tê-lo em cartucho ou em emulador no celular.

Me pergunto se esse jogo influenciou de alguma forma o Guru Logi Champ que a Compile lançou vários anos depois no Game Boy Advance. Esse também é um puzzle sobre bolotas atirando e rebatendo blocos numa pilha que eu já deveria ter comentado por aqui.

Mega (Man) Maker 1.1 lançado

25 de outubro de 2017 Deixe um comentário


O Mega Maker foi atualizado ontem para a versão 1.1 com dois chefes novos e mais algumas armas com usos criativos que elas não tinham nos jogos de origem. A interface do programa também foi reformada e o título mudou para “Mega Man Maker” por questões de direitos autoriais… com gente que não é a Capcom.

Pra quem não conhecia, o Mega Man Maker é um prático editor não oficial de fases de Mega Man nos moldes do editor que o Mega Man Powered Up tinha. A própria Capcom também tinha um editor oficial chamado Mega Man Universe em andamento há alguns anos, mas cancelaram junto com o Legends 3 e a Nintendo passou por cima deles com o Super Mario Maker.

Fica aqui o link do site para quem quiser montar fases.