"But anyway, my secret is basically... Well, instead of playing games the whole day and wasting hours with MMOs, i work on my stuff... that's pretty much it." -LakeFeperd, criador do Sonic Before the Sequel

(Review – PC) T.E.C. 3001

13 de fevereiro de 2016 Deixe um comentário

2016-02-07_00001
Vez ou outra na Steam tem essas promoções com alguns joguinhos bem recebidos sendo vendidos por mais barato que banana e o T.E.C. 3001 da Phoenix Game Studio foi o que descobri na última vez. É um jogo de corre-corre num mundo virtual futurista. A principio eu pensei que seria bem parecido com o FOTONICA, mas estava enganado.

Na maioria de suas 41 fases, T.E.C. 3001 permite controlar livremente a direção do protagonista. Tem pulo duplo, rasteira e um dash que serve para quebrar obstáculos. O objetivo é seguir caminho pela pista coletando certo número de items antes de chegar ao final. O level design geralmente trás bom platforming com um ou outro caminho alternativo e algumas gimmicks como skydiving e dashpads que aumentam ou diminuem a velocidade. Ás vezes é preciso estar na velocidade certa para correr por curvas fechadas ou saltar por imensos abismos.
2016-02-07_00007
Cada conjunto de fases termina com duas onde as regras são diferentes. A primeira é uma linha reta onde o jogador deve ativar dashpads no momento correto e usar turbos para terminar o caminho antes do tempo acabar. Essas fases são as mais curtas, mas também requerem mais memorização por não terem checkpoints. Na segunda o personagem está numa pista de três trilhos. Essas fases são as mais velozes, mas também com movimento lateral instantâneo e cotas pequenas de pilhas para concluir a missão.

T.E.C. 3001 só chega a irritar nas longuíssimas fases finais que exigem mais memorização do que bons reflexos para fazer séries de movimentos incrivelmente precisos. As fases 38-40 foram tão cansativas que eu não estava lá muito contente quando a 41 se revelou e o final de parede de texto também não ajudou muito. Mas em geral o jogo faz um bom trabalho para se destacar dos demais runners e traz fases variadas e divertidas, com até um punhado de missões extras, um modo infinito e um modo multiplayer em tela dividida.

(Devlog) Project Spikepig

20 de janeiro de 2016 Deixe um comentário

Captura de tela 2016-01-16 06.24.13
Bom, do mês passado pra cá eu terminei quatro atos do Project Spikepig e estou no meio do quinto. O jogo vai ter 4 zonas de três atos mais uma fase final como o Sonic 4, mesmo. E eu ainda vou ter que montar os chefes e revirar a Tropical Trance e a Shiver Square por estar insatisfeito com elas.

Ainda não sei quando vão fazer a SAGE 2016. Se eu manter o ritmo, quem sabe não acabo o projeto até lá?
Captura de tela 2016-01-20 10.09.44
Captura de tela 2016-01-20 10.10.05
Captura de tela 2016-01-20 10.10.16
Captura de tela 2016-01-20 10.10.27
Captura de tela 2016-01-20 10.10.37

Sonic Worlds Delta 1.5.0 é lançado

1 de janeiro de 2016 Deixe um comentário

Há alguns dias foi postada na SFGHQ e na Sonic Retro uma atualização da engine Sonic Worlds, que desde vários anos é uma das melhores e mais fáceis de usar entre as engines para fangames do azulão e que até chegou a ser adaptada para projetos indie comerciais. De acordo com os autores Techokami e Mr. Potatobadger, há grandes melhorias nesta versão:
Sonic Worlds Delta Debug
-A jogabilidade foi reprogramada de tal forma que ela agora é praticamente idêntica a do Sonic 3 & Knuckles, inclusive com o código daquele jogo sendo usado como referência para corrigir a física do voo do Tails.
-Programação de inimigos melhorada. Não há mais chance do personagem bugar e não quicar ao esmagar um badnik.
-Mecânicas dos jogos modernos do Sonic nunca foram parte do escopo da engine Worlds, mas para lidar com a demanda por essas coisas os autores implementaram o Shadow com boost, Homing Attack, pulo em paredes e pisão.
-Um modo Debug igual ao da trilogia original.

A versão Delta 1.5.0 é feita para ser compatível com o Multimedia Fusion 2 e o Clickteam Fusion 2.5. Como o futuro Clickteam Fusion 3 não será compatível com os makers anteriores, o projeto será recriado do zero como o Sonic Worlds Fusion. Mas até lá o Delta continuará recebendo correções e adições.

(Devlog) Project Spikepig – Demo da SAGE2015

18 de dezembro de 2015 Deixe um comentário

Captura de tela 2015-12-18 03.55.59
De hoje até o dia 24 estará acontecendo a SAGE 2015, a exposição anual de fangames de Sonic e demais jogos indie que nela participarem. Eu acho. O site nem saiu do 404 até agora.

(Nota: A SAGE foi adiada para 2016. O único lugar avisando sobre isso era a homepage da Sonic Retro)

O caso é que há alguns dias eu tava olhando a minha pasta de pixel art e topei com coisas, idéias boas, que eu deixei abandonadas por anos. Eu senti um nojo tremendo e acabei revivendo o Project Spikepig com uma nova fase, que ontem eu acabei chamando de “Mellow Marina”.

E o engraçado é que eu levei tipo uma semana pra montar a fase do quase zero? Imaginem se eu mantivesse esse ritmo. É como o LakeFeperd disse certa vez, naquela frase que vocês veem colada no topo do blog…
Captura de tela 2015-12-18 03.56.45
A Mellow Marina é uma fase aquática e eu me sinto mais confiante com o level design que montei nela. O problema pra mim é revisitar as fases anteriores e querer remontar tudo – uma armadilha que leva ao eterno inferno de desenvolvimento.

Brinquem aí. Apesar do tema não há muito risco de afogamento porque eu usei bolhas como uma gimmick regular na fase.

-Download-

(Review – Livro) Dossiê OLD!Gamer: Master System

1 de dezembro de 2015 Deixe um comentário

CAM00224
Fiquei sabendo durante os dias da BGS2015 que o dossie da OLD!Gamer sobre o Master System estava para ser publicado nas livrarias. Depois de um tempo procurando, o encontrei na Paulista no dia 28 de Novembro e comprei o livrinho com uma empolgação que poucas coisas me dão hoje em dia, como se nota pelo estado abandonado deste blog. O livro contém artigos sobre a história do console e também um guia escrito pelo respeitável Roberto “Gagá” Bechtlufft com breves comentários sobre cada um dos 330 jogos do sistema. Sua “Cruzada Master System” no Gagá Games era, afinal, secretamente uma prévia do trabalho para este projeto.

O livro abre com o cofundador da Tectoy, Stefano Arnhold, lembrando como foi desafiador lançar o Master System no Brasil e as estratégias de marketing que o tornaram um sucesso em terras auriverdes. Segue então um detalhado artigo sobre a história do console desde os tempos do SG-1000 até sua vida estendida pelas mãos da Tectoy, os detalhes técnicos sobre seu hardware e as diversas versões lançadas no mercado.
MasterSystemCoverter_EU
Nisso o livro me causou estranheza por nunca mencionar o Power Base Converter, que é justamente a versão do console que eu tinha. Talvez tenha sido porque era tecnicamente um acessório do Mega Drive ou porque o nome brasileiro, “ADAPTADOR PARA OS JOGOS MASTER SYSTEM”, não tenha cabido na diagramação. O aparelho era um dos blocos de plástico que podíamos encaixar no Mega Drive para fazê-lo se parecer com um mecha combinante, embora não desse para criar a “Torre de Babel” com ele.

O hardware do Mega Drive é retrocompatível com os jogos do Master, mas seu slot diferente para cartuchos trouxe a necessidade deste add-on. Uma segunda versão mais compacta foi lançada na europa, sacrificando o slot para cartões e acessórios. Outro detalhe é que devido a diferenças entre o funcionamento dos joysticks do Mega e do Master, alguns jogos não funcionam com o primeiro. E ainda era obrigatório usar o inexplicável botão Start NO CONSOLE para pausar os jogos do Master.
CAM00233
Enfim, depois disso entra a Cruzada Master System, um guia com informações sobre cada jogo do console 8-bits da Sega ordenados por ano e com as versões regionais modificadas (como o Black Belt ou os hacks de Monster World com a Mônica) comentadas separadamente. Tudo bem organizado, com os jogos mais populares recebendo um bocado mais de espaço do que os demais.

Sobre a qualidade de impressão, me senti como se tivesse pego um dos três itens falhos num padrão Seis Sigma de qualidade. O livro pode ter vindo plastificado e bonitinho por fora, mas por dentro, além de alguns borrões e textos meio embaçados com o fundo, a ponta da página 114 veio emendada com a 115. O engraçado é que me vejo perguntando se devo mantê-la desse jeito por sentimentalismo.
CAM00234
Ainda assim, para as ocasiões em que nos encontramos perguntando qual jogo de Master System jogar numa tarde despreocupada, é bom ter o Dossiê Master System por perto. O Master me rendeu muita felicidade quando eu era um moleque com sorte de ter uma locadora perto de casa e o livro faz justiça ao seu legado. Meus parabéns ao Gagá e a todos os envolvidos.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 545 outros seguidores