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Impressões do BIG Festival 2017

26 de junho de 2017 2 comentários


Começou… há dois dias (OTL)… o maior evento de jogos independentes da América Latina, o Brazil’s Independent Games Festival. Ele está sendo feito novamente no Centro Cultural São Paulo ao lado da estação de metrô Vergueiro. Hoje a feira está fechada, mas volta a funcionar amanhã e continua até o próximo domingo. Vale lembrar que é gratuito e que tudo lá está disponível para ser jogado.

Eu dei uma passada rápida por lá ontem e não pude ficar muito tempo, mas deu pra perceber que a escala do evento aumentou desde a outra vez que eu o visitei em 2015. Além de dez jogos como o Legend of the Skyfish e Sword Legacy: Omen concorrendo ao prêmio de melhor jogo brasileiro, havia uma categoria para o resto da América Latina onde conheci um tal de Underhero. O jogo parecia um platformer simples, mas me deixou positivamente surpreso quando apareceu um sistema de combate no estilo dos RPGs do Mario.

Tinha o Celeste na categoria de melhor gameplay. Eu joguei a versão freeware original para o PICO-8 há um tempão sem saber que era um jogo brazuca! Infelizmente eu ainda não cheguei a jogar o remake, só vi um pessoal se dando mal em qualquer pulinho e reclamando que é difícil.

No lado direito do festival havia uma área dedicada a jogos de realidade virtual, incluindo o brasileiro A Lost Room e o polonês SUPERHOT VR. O evento recebeu uma expansão para o fundo dessa área onde haviam várias estandes para outras produtoras indie e certos outros eventos, mas a maioria das estandes ainda estavam vazias. Uma delas era da Behold Studios para o Galaxy of Pen and Paper, que parece ser uma continuação bacana para a série.

O Overcooked deve ter uma boa chance de levar os prêmios de melhor jogo e melhor gameplay. Baita jogo multiplayer.


O local estava bem movimentado, com uma fila razoável na entrada e diante de cada jogo. A partir de amanhã também começarão a todo vapor as palestras sobre desenvolvimento e produção de jogos, entre outros assuntos relacionados. Olhando a agenda aqui, me sinto mal por ter perdido os eventos sobre robótica que ocorreram no sábado e no domingo. Eu quis fazer todo o trajeto de 15km entre minha casa e o Centro a pé e por isso tive que sair por volta das 16 horas, então terei que visitar o local novamente de forma melhor planejada para aproveitá-lo melhor.

(Review – PC) Spark The Electric Jester

13 de abril de 2017 1 comentário

Spark The Electric Jester, o Sonic brasileiro (descontando o Brasonic, cuja continuação nunca saiu do papel, o Guimo, que tá mais pra Contra e também o coelho Surge do Open Surge), foi lançado na Steam no último dia 10 após alguns atrasos. Agora, se vocês acham que só porque o jogo é nacional e baseado no meu personagem favorito eu vou bajular ele e pedir pra vocês comprarem e deixarem o LakeFeperd rico, fiquem sabendo que sou pautado na lógica, fundamentado na razão e tratarei Spark com a mais completa imparcialidade.

Há alguns anos o Felipe Ribeiro Daneluz, conhecido como LakeFeperd, montou uma trilogia de fangames do Sonic (Before/After the Sequel e Chrono Adventure) que fez um bocado de sucesso em tempos de falta de jogos oficiais bons do ouriço azulão. Eles tinham lá os seus defeitos e bugs e não agradavam a todos (e que jogo do Sonic consegue isso?), mas eram divertidos e com exceção do Chrono Adventure tinham belas trilhas sonoras originais compostas por uma turminha do barulho. Até o Jun Senoue curtiu! Esses fangames já davam uma ideia da direção que o Lake tomaria num projeto original e logo veio o anúncio deste carinha amarelo com gorro de bobo-da-corte. Em 2015 foi feita uma campanha de Kickstarter para contratar formalmente a equipe para as músicas e aqui estamos 2 anos depois.

Como o Freedom Planet, o jogo foi feito na engine comunitária Sonic Worlds — versão Delta, suponho (edit: na verdade é o mesmo Beta 0.5 de sempre, não que faça tanta diferença), para o Clickteam Fusion 2.5 e portanto a jogabilidade é praticamente igual a que nos acostumamos no Mega Drive. O Spark é ágil e a inclinação do chão afeta o arco dos pulos. O diferencial é que é preciso dar arrancadas e saltar entre paredes que nem em Mega Man X. Algo legal, e que o jogo não ensina de propósito no primeiro tutorial, é que a arrancada pode até atravessar ataques se usada corretamente. Há também combate com mecânicas baseadas nas de Kirby Super Star: você pode manter duas entre várias armas e cada uma tem diversos ataques e opções de mobilidade interessantes. Com o poder do vento, por exemplo, Spark pode se impulsionar repetidamente no ar e planar para alcançar qualquer lugar. Já com a lança de cavaleiro ele recebe um escudo toda vez que preenche a barra de especial.

O jogo é de plataforma e jogos deste gênero, especialmente este em que qualquer semelhança com Sonic é mera coincidência, dependem da variedade e criatividade do design das fases. Em geral o jogo flui legal, mantendo certo equilíbrio entre a velocidade descerebrada por dezenas de segundos que os fãs modernos do Sonic tanto gostam e a superação calculada de obstáculos e inimigos que eles tanto odeiam. As fases tendem a ser gigantes como as do Freedom Planet eram, com as finais tendendo a ter uns dois ou três atos de 5 ou mais minutos cada e dois chefes, mas não chegam a ser repetitivas. Minhas fases favoritas foram as duas últimas, onde o jogo perde o medo de desafiar o jogador e se torna frenético, infestado de inimigos e obstáculos.

Há um total de 16 fases e a aventura deve durar cerca de uma hora e meia até três horas, mas há também uma segunda campanha com um personagem com habilidades um tanto diferentes das do Spark. Ele não pode atravessar ataques com o dash, mas pode bloqueá-los com certa facilidade. Cada bloqueio enche a barra de especial, que perto da metade permite que você recupere HP e se torne invencível por alguns segundos. É demorado, mas also super pode acontecer se você preencher toda a barra com este personagem. Para ajudar a manter as coisas interessantes, as fases sofrem alterações e novos chefes aparecem durante a história.

Ah sim, falando em história, o enredo do jogo é bem raso. O Spark tá mal-humorado por estar desempregado e robôs estão tocando o caos na cidade, e só. As cutscenes são ocasionais e breves, e não há situações exageradamente melodramáticas e sombrias. Em questão de gráficos, a pixel art é bem detalhada, com direito a chefes enormes e belos fundos de cenário com uso de parallax. A trilha sonora traz mais boas composições do mesmo pessoal do Sonic Before/After the Sequel, boas de ouvir tanto no jogo quanto fora dele.

Concluindo, o jogo mostra como a habilidade do LakeFeperd melhorou com cada projeto e seja derivado de Sonic ou não, certamente vale a pena tanto pelo gameplay quanto pelas músicas. É de estufar o peito de orgulho que jogos brasileiros dessa qualidade estejam sendo lançados regularmente hoje em dia. Agora comprem e deixem o LakeFeperd rico. Oops.

Cobertura da SAGE 2016, parte 2

16 de outubro de 2016 1 comentário

sage2016logo
(Post anterior)

Bora jogar mais joguinhos dos fãs do ouriço azulão porque o povo não se cansa de querer dar o toque pessoal a ele nem com o Mania vindo no ano que vem.

Emerald Ties
Autor: Emerald Team
Conteúdo: 3 fases com 1 ato cada
emeraldties
Emerald Ties é mais um projeto das antigas que voltou da tumba em prol da nossa diversão, ainda que sem gravatas ou destinos cruzados. Se o Tails tiver algo a ver com isso eu vou bater nele.

Ninguém entendeu o parágrafo anterior, mas enfim, o pessoal do Emerald Ties fez um bom trabalho com as três fases apresentadas nesta demonstração. As duas primeiras são velhas conhecidas de quem acompanha a cena, enquanto a terceira, que se passa num vulcão, é inédita e passa uma boa ideia do que está por vir. O jogo tem um estilo gráfico bonito e único, inclusive com sprites personalizados para o Sonic.

Sonic Generations: The Lost Zones
Autor: Justin
Conteúdo: Três fases de um ato cada
generationslostzones
Sonic Generations foi um jogo que recriou com visuais modernos diversas fases clássicas do personagem e que inexplicavelmente desperdiçou a oportunidade de lucrar em cima de dlcs com outras fases mais desejadas pelos fãs. Ainda por cima, a versão de 3DS tinha nada da história do Sonic em seus primeiros spinoffs portáteis. Se isso também te chateou, fica aqui este fangame com jogabilidade baseada no Sonic 1 do Master System que procura trazer uma coleção das fases do Sonic 1 e 2 8-bits, Chaos, Triple Trouble e até o Labyrinth. O jogo é bacaninha, mas me enche o saco ver que as três fases na demo são a Green Hill, a Sky High E a Green Hills. Três versões da manjada Green Hill em sequência! Já não basta o Generations também ter sido só florestas e cidades?

Bingo The Multiva
Autor: Darian Gonzalez
Conteúdo: ?
O Bingo The Multiva é um jogo cuja jogabilidade é baseada em Sonic mas que também traz um elenco e ambientação original. Tá, tá, o carinha parece um chao mascote de campanha de conscientização sobre água, mas enfim, o projeto parece ter melhorado um bocado desde a última vez que o vi. Eu queira meeesmo jogar, mas, hmm…
bingo1
bingo2
Não vai funcionar aqui, não. O curioso é que eu tive esse mesmo grave problema com um certo jogo que tentei comprar há alguns meses. Vai ver é o software em que o Bingo foi criado que não combina com o meu hardware. Ainda assim, o jogo parece bem bolado e deve valer uma jogada.

Abaixo, uma fotinha do jogo como apresentada em sua página:
bingo_05

Sonic Worlds Delta 1.5.2
Autor: Techokami e Grande Elenco
Conteúdo: Engine baseada nos Sonics de Mega Drive.
A Sonic Worlds é uma engine que imita com fidelidade a jogabilidade do Sonic nos tempos do Mega Drive e que pode ser usada com certa praticidade por quem usa os game makers Multimedia Fusion 2 ou seu sucessor Clickteam Fusion 2.5. Ela é bem útil não só para fangames do Sonic como também para qualquer jogo de ação que lhe dê na telha, embora eu nunca tenha visto um jogo nela que descartasse a física característica da série. Além disso a engine serve de referência em como adicionar suporte a controles e um sistema de música e efeitos sonoros mais polido nos makers da Clickteam.

Simple Sonic Worlds
Autor: LakeFeperd
Conteúdo: Engine baseada nos Sonics de Mega Drive.
Há alguns dias me pediram informação sobre como usar a Sonic Worlds mas não pude ajudar porque o cara tinha apenas a versão freeware do Clickteam Fusion, que bloqueia os plugins necessários para que a engine funcione. Por coincidência (ou não), o desenvolvedor do Sonic After The Sequel e do Spark The Electric Jester, LakeFeperd, lançou uma versão simples da Worlds Delta 1.5.1 que traz o essencial e funciona no CF2.5 freeware.

Trailer da SAGE 2016

25 de setembro de 2016 Deixe um comentário


Saiu o trailer da SAGE 2016, a exposição anual de fangames do Sonic e demais jogos indie. O projeto com personagens originais Dash Cats e o clone de Smash Bros. chamado Sonic Boom and the Smash Crew foram dois dos que mais me chamaram a atenção no vídeo. O velho Emerald Ties: Crossing Fates voltou à ativa e há mais um punhado de jogos bacanas de ação tanto em 2D quanto em 3D.

A exposição vai acontecer entre 15 a 22 de Outubro.