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Archive for the ‘Pecados Gamisticos’ Category

Retrotooslownews: Post 400 The Anticlimax Hyper Blog Hold

26 de novembro de 2013 Deixe um comentário


Então, como eu tenho sido incapaz de escrever qualquer coisa além do ocasional post no Twitter, o Halloween, o post 400, o aniversário do blog e até o Sonic 2sday me foram um completo fracasso. Por enquanto postarei um retronews para tirar a poeira antes que as coisas piorem e ainda por cima o netbook resolva se exploda na minha cara:

1º- Não vai ter SAGE neste ano. A exposição online de fangames do Sonic está marcada para 23 de Fevereiro de 2014, com direito a uma segunda edição no segundo semestre, tal como antigamente.

2º- Depois do sucesso no Greenlight, a Clickteam anunciou o Multimedia Fusion 2.5 (agora chamado de “Clickteam Fusion 2.5”) para venda a partir de 3 de Dezembro no Steam, o que é uma empolgante notícia pro pessoal indie.

3º- Há pouco tempo o Rodrigo Shin postou um trailer novo do seu action-platformer Cataegis, sobre um tal modo Ziggurat que eu suponho que seja um conjunto de fases separadas do modo Story ou coisa assim… eu nunca lembro de perguntar.

4º- Na Sonic Retro, Kroc descobriu que a música da Marble Zone existe na versão de Master System do Sonic 1. Em resposta ao Eduardo Shiroma no Twitter, Yuzo Koshiro declarou que provavelmente é só essa música escondida, mesmo.

5º- Há quatro dias ocorreu a Super BR Jam e grandes nomes da cena indie brasileira se reuniram para criar jogos que agora vocês comprar pelo preço que preferirem, sendo que receberão um pacote extra de jogos pelo mínimo de 10 reais e o lucro arrecadado será doado a instituição Solar Meninos de Luz.

6º- A Games Festival realizará no dia 30 deste mês uma nova Liga GF no Teatro SENAI/SESI-RJ Jacarepaguá do Rio de Janeiro, com campeonatos de Super Smash Bros. Brawl, Ultimate Marvel Vs. Capcom 3 e Pro Evolution Soccer 2013. A inscrição é gratuíta, mas… já devem estar sem vagas?

(Review – PC) Mega Man Vs. REIROM: Director’s Cut

3 de setembro de 2011 9 comentários

“REIROM posta somente fundamentado na razão e pautado na lógica”
-A assinatura do Papa da Emulação na Progames.

“REIROM é que nem a Matrix: Não podem te contar, você tem que ver por si mesmo.”
-Rodrigo Shin

Título: Mega Man Versus REIROM – Director’s Cut
Console: PC
Criado por: RodrigoX_Shin/Rodrigo Shin (“são nicknames completamente diferentes”)
Lançado em: 1999-2000 (original) e 15/11/2010, 7:37 (Director’s Cut)

Mega Man X: Not in this game.


>>Introdução>>>>>
Em 1997, época em que a curiosidade dos brasileiros pela emulação começava a crescer, foi criado o canal de irc #emuroms que se tornou o ponto de encontro para brazucas discutirem sobre romhacking, traduções e outras atividades emulisticas.

Foi nesse lugar que surgiu REIROM, o lendário brasileiro dono de todas as roms já criadas (inclusive as roms de Playstation), que queria dominar a #emuroms, ter fama no exterior e criar o emulador supremo: o Emuallsystems.

A batalha de Reirom contra Satanás.


Três filmes sobre a saga do Papa da Emulação foram criados pela Grajaú Movies durante o ápice de sua fama. Ao mesmo tempo surgiram uma série de 4 jogos criados no mais antigo dos makers da Clickteam.

Quase uma década depois eu descobri essa saga e o último desses jogos, Mega Man Vs. Reirom, na FTW Games. No review desse blog também descobri que o autor do jogo é ninguém mais, ninguém menos do que o Rodrigo Shin do blog Ácido Cinza, que eu já acompanhava desde muito tempo.

Dois meses depois que eu comecei a conversar com o Rodrigo sobre o jogo em seu fórum, ele lançou uma atualização com alguns consertos e adições. Eu tinha planejado escrever um post sobre o jogo, mas como sabem todos os professores que um dia me lecionaram, eu sou um dos escritores mais incompetentes do universo.

Muitos meses depois, começo a escrever esta versão do post. Eu lhes pediria desculpas, se eu merecesse. E chega de backstory. Contemplem Mega Man Vs. REIROM: Director’s Cut, um dos melhores fangames de Mega Man já criados.

>>Enredo>>>>>
“LOL AMIGOS! MAIS UMA VEZ EU ESTOU AQUI DIVULGANDO O EPICENTRO DA EMULAÇÃO MUNDIAL NÃO NÃO É UM SITE INTERNACIONAL OU COISA ASSIM É O MEU NOVO JOGO O MEGAMAN VS REIROM, ISSO SIM AMIGOS O MEGAMAN EM PESSOA ESTA TENTANDO ME EMPEDIR DE CRIAR O MEU AMADO EMULADOR MULTISISTEM QUE IRÁ BENEFICIAR OS JOGADORES DO MUNDO TODO. ISSO E UMA PENA PQ EU SOU UM DOS MAIORES EMUMANS DO MNDO O MAIS ESFORÇADO, E EU ACHO QUE O MUNDO MERECE UM EMULADO Q BEFEF”

Assim disse Dr. Reirom momentos antes de ser atacado por Mega Man, que pretendia fazer o que o MATADOR não conseguiu: impedir Reirom de continuar seus planos de criar o temível EMUALLSYSTEMS.

>>Sobre o jogo>>>>>
Logo depois da abertura estilo Mega Man 2 (e não apertem nada nela, pois isso ativará uma armadilha troll que travará o jogo), somos apresentados aos 6 amigos do Reirom que Mega Man terá de enfrentar. Vejam só que grande elenco:

Será que o Panicoman é o Buda disfarçado? Mistério...


Além de seus inseparáveis amigos Fermac e Buda, Reirom tem o apoio de seres famosos como o He-man, Pikachu, a Anaconda e o Panicoman! A maioria deles podem ser derrotados normalmente sem abusar de suas fraquezas, exceto pelo Buda e também o Pikachu que paralisará e matará Mega Man em instantes se não for morto com a arma de Fermac.

Esqueleto no desenho e no jogo


O Esqueleto, memorável inimigo de He-man, também marca presença no jogo como um importante subchefe, acompanhado de uma música lendária. A “grande” semelhança entre seu sprite e a artwork original levou muitos a apelida-lo de “Robô Espantalho” e “Terror Tecnológico”.

As Forças Especiais Zé do Pirulito, formada pelo pai de Reirom e dois dos lammers mais poderosos do universo, também tentará impedir Mega Man de alcançar seu objetivo com estranhas habilidades.

Ou ao menos eles tentam. Na versão Director’s Cut, Mega Man pode matar os dois primeiros antes da luta começar. Isso é um tanto “game breaker”, mas é interessante como fazer isso acaba dando ainda mais razão a um comentário feito pelo Reirom no fim do jogo…

E finalmente, depois de tantas batalhas intensas, Mega Man desafiará o Epicentro da Emulação Mundial num duelo de duas partes: Reirom “shazamnado” atirando Kamahamehas e Reirom em sua “Reirom Machine” atirando pirulitos. Só poderá haver um sobre a Terra!

Como sempre, Mega Man receberá armas novas ao derrotar cada chefe. Neste fangame algumas das armas são as mais abobadas já vistas, como derrubar uma vaca do nada, invocar defeitos especiais ou atirar um raio extremamente lento e “inefetivo”. Cada arma tem munição infinita e é usada com teclas diferentes do teclado.

A jogabilidade funciona bem apesar das limitações do crássico e infame movimento pré definido da Clickteam. O problema é atirar poderes na direção errada sem nem apertar seta nenhuma.

Poderosa GreisCol


O level design em MMVSRR é um dos mais ridículos já criados. Algumas fases são apenas uma pequena linha reta até o Esqueleto. Outras duas nem existem: Mega Man vai direto ao chefe. As últimas fases são mais complexas, mas só um pouco. Não há gimmicks e os inimigos tem movimentos simples, geralmente do tipo linha.

Mas falar que as fases são repetitivas eu não posso. Uma tem um buraco, outra tem alguns espinhos e a do Panicoman tem um… um… objeto bizarro pro Mega Man escalar! Em uma das fases finais, pirulitos perseguirão Mega Man o tempo todo, tornando-se um dos poucos perigos de todo o jogo.

Nesta versão Director’s Cut uma nova fase, dois chefes e um costumeiro boss rush contra os seis primeiros chefes foram adicionados aos aposentos do Dr. Reirom. Além disso o épico duelo contra o Papamor e sua REIROM MACHINE agora está livre de bugs.

Passwords também foram adicionados, assim como uma tela no final que conta quanto tempo o jogador levou para terminar o jogo e sabe se passwords foram usados.

???


Os gráficos em geral são bem minimalistas e toscões. Um ponto positivo são os sprites customizados de cada personagem.

A trilha sonora é uma das partes mais lembradas do game por causa da música que toca durante as batalhas contra o Esqueleto. Essa música originária do jogo anterior da série, Resident Reirom, é chamada Loron.

“É uma midi de uma nota só, tocando ininterruptamente, com uma bateria dessincronizada ao fundo. Dizem que ela é usada como instrumento de tortura na China, e que foi proibida em vários países.”
-Raphael Belmont

E tem MAIS: Shin me revelou que Loron tem letra! Ouçam a música pelo vídeo acima e cantem junto:

Unprevisible Unkillable and his name is Loron
Imprevisível Inmatável e seu nome é Loron
Loron Loron Loron Lo Lo Lo Loron

E quem será esse tal Loron? Pelo que o jogo dá a entender, talvez seja o próprio Esqueleto…

Também há no jogo uma música chamada “When the dreams comes true, the nightmare starts and there is nothing you can do but scream and die, you´ll die mercilessy”. Essa música também tem letra:

When the dreams comes true,
the nightmare starts and
there is nothing you can do but scream and die,
you´ll die mercilessy

Sim, a letra da música é o próprio título.

Outra música do jogo que eu curto é uma midi da fase de floresta do Area 88/UN Squadron, que toca nas telas de “You Got a Weapon”. Essa versão fica ótima como tema de comemoração.

Ainda sobre a parte sonora, infelizmente o jogo sofre com um problema que muitos jogos feitos nos makers antigos da Clickteam tem: o jogo pode travar se um efeito sonoro tocar repetidamente. Ctrl+S “resolve” o problema tirando os sons.

>>Conclusão>>>>>
Embora Mega Man Vs. REIROM: Director’s Cut pareça simplesmente um jogo muito mal-feito de noob em gamemaker, ele não é.

Ao jogar o jogo torna-se claro que toda a tosqueira presente é proposital e parte da piada. Há coisas como as armas do Mega Man, cutscenes, certos movimentos dos chefes, frases aleatórias depois dos créditos e principalmente a Loron, que demonstram que o jogo foi feito por alguém que era mais do que um iniciante na ferramenta usada.

O jogo consegue ser perfeitamente jogável, divertido e engraçado. É algo que em teoria não deveríamos gostar mas que não temos como não admirar, como o próprio Papa da Emulação, o folclórico Reirom.

Por fim, como Raphael Belmont disse uma vez, mesmo que vocês não conheçam a lenda de Reirom, certamente se divertirão e rirão muito com o jogo.

Never forget.


PATO DON- Er, link de download:
http://www.mediafire.com/?ctbfc8zro1ko7os
<a href="https://www.dropbox.com/s/lw3cq1fu9ee4gw1/Mega%20Man%20VS%20Reirom%20Director%27s%20Cut.rar?dl=0

Ordem recomendada de chefes:
Panicoman>Buda>He-man>Anaconda>Fermac>Pikachu

Tópico sobre o jogo no fórum do Shin:
http://acidocinza.forumup.ro/viewtopic.php?t=22&start=0&mforum=acidocinza

Filmes e os outros jogos sobre o Reirom:
http://grajau.free.fr/home.html

Vão ler o review de TIGL no Jogando com os Amigos, vão.

27 de junho de 2011 Deixe um comentário


Há algum tempo eu escrevi um post sobre o freeware The Indie Game Legend.

TIGL é um jogo inspirado no The Guardian Legend do NES, apesar de parecer mais um Zelda com armas de fogo por dar pouquíssimo foco a parte shmup da coisa. O jogo é muito bom, mas teve pouca repercussão.

O Solo Player, autor do blog Jogando com os Amigos e fã de The Guardian Legend, leu meu review e deu a entender que também faria um em ao menos 15 dias. Como ele obviamente tinha muitas outras pra fazer (e seu blog é focado em jogos multiplayer), atrasou o post. Eu resolvi ser hipócrita e o apressei.

E aqui está o post dele:
http://www.jcoas.com.br/2011/06/indie-game-legend-windows.html
Agora que ele honrou a “dívida” que tinha comigo, tenho mesmo de fazer um certo post que tenho atrasado desde Novembro do ano passado, senão acabarei esmagado pelo peso de minha própria hipocrisia. lol.

Dawn of the Final Day -24 Hours Remain-

21 de maio de 2011 2 comentários

Relembrando: Castlevania – The Bolo of Chocolate

1 de maio de 2011 4 comentários

19 de Junho de 2009. Foi quando eu encontrei por acaso no Youtube um trailer do que parecia ser o melhor fangame de Castlevania de todos os tempos, do nível de Sonic Boom e Megaman Vs. Reirom.
Infelizmente, eu logo descobri que o tal projeto tinha sido cancelado…
Mas eu nunca o esqueci. E a partir de agora vocês também não vão!
OBSERVEM! CASTLEVANIA: THE BOLO OF CHOCOLATE!!

The Bolo of Chocolate parece ser simplesmente o Castlevania com o melhor enredo de todos os tempos… É uma enorme desgraça que não existirão arquivos jogáveis desse espetáculo…

Diário de Proezas: Dragon Quest I (NES)

4 de julho de 2010 16 comentários

“Você me ama?”
“Não.”
“Mas você deve.”


Já tem vários dias que eu tenho segurado este post porque não consigo escrever uma introdução para ele, então tentarei ser prático e breve.
Já viram esses posts de “Pecados Gamisticos” que fizeram por aí? Eu também tenho o meu. E um de meus inúmeros pecados gamisticos é nunca ter jogado um jogo da popular série de RPGs Dragon Quest.
Há alguns meses, eu tentei jogar o primeiro jogo da série para o NES, mas aí os Slimes ficaram me matando repetidamente, eu não tinha idéia do que fazer e a jogabilidade era uma droga.
“Teria sido melhor ir ver o filme do Pelé.” O que é que há de tão especial nesse jogo para ele ter feito sucesso e se transformar num crássico entre os retrotrutas?
Veio o Gagá e jogou um balde de spoilers na minha cabeça.
E então tive um surto de motivação para jogar o jogo até o final.
Comecei a rejogar o jogo no dia 25 do mês passado e o terminei 3 dias depois.
O texto abaixo contém um resumo dos eventos do jogo, e portanto, vários spoilers.
Sem mais delongas…

Diário de Proezas – A Redenção Gamistica: Dragon Quest I

Missão 1: A Mensagem de Erdrick

Depois de dar um nome ao herói e escolher a velocidade dos textos, o jogo começa na sala do trono do rei do Castelo Tantegel, onde sou informado de que o protagonista é descendente de um herói chamado Erdrick, e que deve recuperar a Bola de Luz, que foi roubada pelo vilão Senhor Dragão. A filha do rei também está desaparecida.

Aquele castelo lá em baixo é o do Senhor Dragão. Tão perto, e tão longe.


A primeira coisa a se fazer em Dragon Quest, fora passar algumas horas fazendo level grinding, é encontrar uma mensagem deixada pelo ancestral do protagonista. Ela se encontra num calabouço localizado ao norte, perto de Garinham.
Não existe nenhum inimigo nesse calabouço e apesar da visibilidade ser ruim, o calabouço é curto.
Na mensagem, Erdrick diz que deixou seus itens protegidos por guardiões de sua confiança, e que eles serão necessários para poder enfrentar o Senhor Dragão.

Missão 2: Chaves Mágicas

Existem várias portas trancadas espalhadas pelas cidades e dungeons do jogo. Na vila de Kol, me dizem que chaves são vendidas em Rimuldar, uma cidade na parte sudeste do mapa. Para chegar lá é necessário passar por um túnel. Felizmente, atravessar o túnel é fácil mesmo sem o auxílio de tochas.

Caramba...


Ao chegar em Rimuldar, logo compro as chaves que de acordo com o vendedor, abrem QUALQUER porta. Hm…
Apenas 6 chaves podem ser carregadas de uma vez, e portas abertas com elas se fecham de novo quando se sai da tela em que estão.

Missão 3: Flauta das Fadas, Parte 1

Em Rimuldar, encontrei um ancião chamado Howard (parente do Geese?) que me diz que há um item escondido a quatro passos abaixo da “banheira que cura reumatismo” em Kol.

Localização da Fairy Flute.


Indo até lá encontro a Fairy Flute, e um outro cara me diz que agora que tenho a flauta, devo ir até a cidade de Cantlin para… Fazer ALGUMA coisa com ela. Eventualmente eu encontrei a cidade de Cantlin, mas não consegui entender o propósito da Fairy Flute.

Missão 4: Harpa de Prata e o Cajado da Chuva

Numa caverna perto de Kol, um velho me diz que para provar minha bravura, devo encontrar uma tal Harpa de Prata e levá-la até ele, e em troca receberei o Cajado da Chuva.
Alguns NPCs me dizem que o fundador de Garinham, Garin, possuia a harpa, e agora ela está em sua cova. Para chegar até lá, deve-se abrir a porta em Garinham e então procurar uma passagem secreta no fundo do salão.

Nessa altura do campeonato, eu já tinha a magia Radiant, que substitui as tochas, e explorar a cova de Garin não foi difícil.
Depois de pegar a harpa, a troquei pelo Cajado da Chuva e mais uma vez, não tenho a menor idéia do que fazer com esse negócio.

Missão 5: A Armadura de Erdrick

Depois de MUITO level grinding, cheguei ao nível 14 e assim consegui explorar a parte suleste do mapa sem sofrer… Muito. Eventualmente eu encontrei a cidade de Cantlin, que pra minha surpresa, estava sendo bloqueada pelo primeiro chefe do jogo, o Golem. Depois de derrotá-lo (e por pouco não morri), fui procurar algum lugar para usar a Fairy Flute, sem sucesso.
Por outro lado, os NPCs me comentaram que a armadura do herói Erdrick já foi usada por várias pessoas e a última foi um tal de Winn, que a enterrou perto de uma árvore atrás de sua loja que ficava no extremo leste da cidade de Hauksnes.

A cidade de Hauksnes fica num deserto ao sul de Garinham, e já nem é mais uma cidade: está destruida e dominada por monstros. No tile em que está a armadura, encontro outro chefe, o Axe knight, que derroto com míseros 6 HP sobrando.
A Armadura de Erdrick automaticamente substitui a que já está equipada pelo herói, e possui a capacidade de andar por cima de armadilhas sem sofrer danos. Ueba!

Missão 6: Pedras do Sol

Enquanto andava por aí falando com NPCs encontrei um que me disse para encontrar as “Pedras do Sol” no Castelo Tantegel, caso não o tivesse feito ainda. Depois de muito tempo, descobri uma caverna localizada do lado de fora do castelo, e lá estavam as pedras. Pena que não faço idéia do que fazer com elas…

Missão 7: Princesa Gaelin, DE BAIXO DO MEU NARIZ.

Pessoal, isso é hilário.
Lembram que acima eu disse que o túnel Kol-Rimuldar era tão fácil de explorar que eu nem precisava de tochas?
Pois é, agora a pouco eu resolvi usar a magia Radiant para iluminar o túnel, só pra ver se eu não tinha perdido algum baú por alí, e vejam só, A PRINCESA GAELIN ESTAVA ALÍ O TEMPO TODO!

Derrotei um Green Dragon que estava por alí e fui falar com a princesa. Ela pede para ser levada de volta ao castelo (e se eu recuso, ela fala “Mas você deve” repetidamente). Ao aceitar levá-la, acontece aquilo que o Gagá spoileou de forma espalhafatosa lá no Gagá Games: o herói a carrega no colo e isso é mostrado em seu sprite. Que bonitinho! =)
Então eu uso as magias Outside e Return e a levo de volta ao Rei. O rei apenas agradece o herói, mas a princesa o presenteia com seu amor, literalmente: um dos items, no meu caso uma tocha, é trocado pelo Amor de Gaelin, que permite ouvir a voz dela para saber quanto EXP falta para o próximo nível.

Game Over.


Ela também pergunta ao herói se ele também a ama. Eu cai na risada quando eu respondi “Não” e ela me disse “Mas você deve”. Assustador! XD

Missão 8: Flauta Das Fadas, Parte 2 – a Épica Conclusão!

Eu fiz uma pesquisa, e acabei descobrindo que a flauta servia para fazer o Golem de Cantlin dormir.

…Oh… Eu derrotei o Golem sem a flauta, haha… Eu sou o Cara. \O/

Missão 9: O Token of Erdrick

“70 léguas para o sul e 40 para o leste”, me disse um zé roela em Cantlin ao me mandar procurar sabe-se lá o que.
De início, fiquei me perguntando como diabos eu faria para saber como chegar nessas cordenadas e saber que estou no lugar certo, mas aí reparei que ao usar o “Amor de Gaelin” no overworld, ela me diz a distância em léguas entre o castelo de Tantegel e o herói.

Assim, eu encontrei facilmente o “Token of Erdrick”, localizado num pântano lá no extremo sul do mapa.
Com o token em mãos, fui ver um ançião numa caverna ao sul de Rimuldar – que sempre insistia em me dizer que eu havia falhado em minha busca, sem nunca me dizer o que raios eu devia buscar – e ele trocou o Cajado da Chuva e as Pedras do Sol pelo item Rainbow Drop, com o qual eu posso criar uma ponte para o castelo do Senhor Dragão!


…Caramba, cada tile no overworld é uns 4 quilômetros. o.o

Missão 10: Horas de Grinding, a Espada de Erdrick, e a Frustada Tentativa de Vencer o Sr. Dragão no Nível 17

Na teoria, eu deveria ir até o castelo do Senhor Dragão e derrotá-lo, mas eu ainda não tenho a Espada de Erdrick, ou mesmo o melhor escudo do jogo, e também ouvi falar que vencer o chefe final sem estar ao menos no nivel 20 é impossível.
O jeito é passar algum tempo genocídando esses Wyverns e Shadow Knights dos infernos até chegar nesse nível 20.
Fico me perguntando como é que os retrogamers mais velhos conseguiam jogar este jogo sem um botão turbo. Quantas semanas se leva para terminar este jogo sem um botão turbo? Quem é que tem paciência para ficar andando pelo mapa, por horas, em velocidade de lesma?

Enquanto derrotava inimigos, já em posse do Silver Shield, e ao som de This is It passando na Globo com péssimo sinal, resolvi explorar o castelo do Senhor Dragão em busca da espada de Erdrick. A entrada verdadeira para o calabouço final está escondida atrás do trono falso no fundo do salão principal.
O calabouço em sí é um labirinto, onde várias escadas me levaram a andar em círculos por aí. Depois de encontrar a espada, fui fazer uma visita ao Sr. Dragão no topo do castelo. Sua forma inicial, humana, é fácil de derrotar. Mas em sua segunda forma, que mostra o porque dele ser chamado “Senhor Dragão”, ele tira cerca de 40 HP por turno e eu fui miseravelmente ownado por ele.

Um detalhe interessante é que antes da luta, o cara propõe que o herói se una a ele, e se o jogador aceita a propósta, o final ruim do jogo é ativado. Cadê aquela princesa chata pra me dizer que “Eu Devo” fazer tal coisa agora?

Missão Final: A Última Esperança

Cerca de uma hora e meia havia se passado desde que eu sentei no sofa com o netbook no colo e o dedo grudado no botão de turbo do emulador, para tentar chegar ao nível 20. Eu acabava de ter chegado no nível 19, quando a última magia do jogo, “Hurt More”, é habilitada. No nível 19, o protagonista já é forte o bastante para derrotar os bichos do calabouço final mais facilmente eZzzzz…
Bem, o que aconteceu é que já era madrugada e eu queria terminar o jogo antes de dormir. Para chegar ao nível 20, ainda faltava mais de 3000 EXP, e isso demoraria muito. Embora eu tenha ouvido falar que o nível recomendado para derrotar o Senhor Dragão é 20, NO MÍNIMO, eu resolvi desafiá-lo de novo, indo até ele com a maior quantidade possível de MP.
O Sr. Dragão ainda era forte o bastante para derrotar meu personagem em 3 turnos, enquanto eu só poderia acertá-lo uma vez a cada dois turnos, causando pouquissimo dano, enquanto tentava me manter vivo com o Heal More.
Eventualmente, fiquei com apenas 33 HP sobrando, sem chance de recuperar pois o MP havia acabado. Ervas? Inúteis.
Já sem muita confiança e pensando em apertar o botão de “load state” para voltar a grindar, escolhi a opção “ATACA” para dar um último golpe no DRAGONLORD.

“Cara ataca! O HP do DragonLord diminuiu 7.”
…Fudeu.


“O encanto do Dragonlord se foi!”
HEEEEEEEEEIIIIIIIINNNNN???!!!

E foi assim que eu, Hyper Emerson do blog Twosday Code, derrotei o DragonLord de Dragon Quest I num nível abaixo do recomendado e no último ataque possível. Por momentos como esse é que eu jogo videogames! *Snif*

Epílogo: Não sei o Que Escrever Aqui

Depois da incrível batalha em que o herói CARA fez juz ao seu nome, matando o DragonLord de morte humilhante e bem matada, encontro a Bola da Luz, cujo poder destrói todo o mal no mundo. Nessa parte final do jogo, é possível explorar todo o mapa sem encontrar mais nenhum inimigo, e conversar com as pessoas nas cidades, que agradecem o herói.
Para encerrar o jogo, deve-se voltar ao Castelo Tantegel. Lá, o rei diz que agora que o herói provou sua bravura e relação com a linhagem de Erdrick, pode tomar seu lugar como rei de Tantegel.
Porém, o jogo não me permite tentar aceitar a proposta: Cara recusa e diz que quer ser o rei de um lugar que ele mesmo descobrirá. A princesa então desce pela escada e pede para que ele a permita acompanhá-lo em sua jornada.
E AGORA SIM o jogo me permite fazer “escolhas”. Pena que o “Não” ainda resulta naquele “Mas você deve” dos infernos!
Segurando a princesa nos braços, Cara sai para desbravar o resto do mundo que agora se encontra livre das forças do mal, “a não ser que os dragões voltem”, como dizem as palavras finais do jogo.

-Diário de Proezas: DRAGON QUEST I – FIM

Palavras Finais:
Enfim, depois de 3 dias de jogo eu terminei Dragon Quest, RPG da Enix para o NES que é um dos pioneiros do gênero.
O jogo não tem mais história do que o primeiro Super Mario Bros, a jogabilidade é ruim e lenta e o grinding é infamemente forçado e demorado.
Por outro lado, os gráficos e músicas são agradáveis, meu emulador tem botão turbo e a memória da derrota do chefe final é algo que eu gostaria de manter.
Hm, pensando bem, eu também tinha derrotado o Golem e o Axe Knight com pouquissimo HP faltando e não usei a flauta no Golem, HAHAHA!

Eu gostaria de agradecer ao Gagá do blog Gagá Games, pois foi seu artigo spoilertástico sobre DQI que ele postou há algum tempo atras (pra quem não viu, havia uma imagem ENORME do herói segrurando a princesa nos braços) acabou me incentivando a jogar este crássico dos RPGs até o fim.

Bom, isso é tudo. Quanto a aquele diário do Super Hydlide, bem, veremos se eu conseguirei terminar aquilo antes de Duke Nukem Forever, PlasmaX, Blockshot ou Sonic Nexus serem lançados. Haha.