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(Review – Arcade/Mega Drive) SegaSonic Bros.

10 de janeiro de 2019 Deixe um comentário

1992 mal tinha começado e recolors já tentavam puxar o tapete do azulão…


Vazou em Dezembro de 2018 a ROM beta do SegaSonic Bros., um jogo de arcade do ouriço que foi cancelado em 1992 e jamais reconhecido pela Sega desde então. O jogo foi desenvolvido por Fukio Mitsuji, o criador da série Bubble Bobble, na placa Sega System C2. A ROM vazada na verdade é uma modificada pra funcionar em fliperama multicart e que apareceu do nada. Por isso ainda não é reconhecida oficialmente pela equipe do emulador MAME, e não tô com saco de ir buscar a versão especifica dele necessária pra rodar o jogo agora. Como o hardware SSC2 é semelhante ao do Mega Drive e há indícios de que ou o jogo nasceu no console ou seria portado para ele, não tardou até um fã portar o jogo pro Mega e é essa versão que eu acabei pegando.

SegaSonic Bros. é um singelo quebra-cabeça de blocos cadentes, mas ao contrário do já conhecido Sonic Eraser que foi desenvolvido na mesma época, nota-se que houve cuidado para que a estética e as mecânicas do jogo fizessem algum sentido como parte da série. Grupos 2×2 de Sonics azuis, vermelhos ou amarelos descem pela matriz de dimensões 8×12, e é claro que devemos nos livrar deles pelo maior tempo possível. Para isso é preciso traçar linhas de uma cor que cerquem qualquer grupo de esferas, seja formando um loop ou completando um caminho de um canto a outro do tabuleiro.

Mantenha a pilha sempre nivelada e com as colunas em pares, senão fica difícil se recuperar.


Sim, é um conceito semelhante as das fases especiais do Sonic 3, onde cercamos grupos de esferas para transforma-las em anéis. Uma grata surpresa deste jogo é que justamente o tema de Get Blue Spheres faz parte da trilha sonora, e com a mesma instrumentação. Várias outras faixas foram reutilizadas em outros produtos da Sega, como o simulador de Beisebol Chou Kyuukai Miracle Nine.

Voltando, a velocidade dos Soniques aumenta não conforme marcamos pontos, mas sim com o passar do tempo. A cada 10 níveis o jogo pisa no freio por alguns lances e nos recompensa com uma Esmeralda do Caos. Esse bloco apaga todas as esferas desde a fileira em que está até o topo da tela, mas praticamente não vale pontos. A partir do nível 30 é preciso organizar também uma quarta cor, branca, e assim vai indo até não aguentarmos mais ou alcançarmos o nível 99.

O jogo passa por todos os cenários do Sonic 1, mas a trilha sonora é exclusiva e não tão interessante embora ainda seja um tanto grudenta.


Uma partida completada assim deve durar uns vinte minutos, mas não cheguei a confirmar isso ainda porque o verdadeiro barato de SegaSonic Bros. é terminá-lo ao alcançar o limite de 10 milhões de pontos o mais rápido possível. Marcações em sequência mal valem alguma coisa, mas quanto mais linhas apagamos ao mesmo tempo, maior a recompensa. Uma pilha limpa a partir da terceira fileira vale um milhão, e se conseguimos fazer sobrar nada na matriz aí sim ganhamos um multiplicador de pontos. Esse multiplicador aumenta toda vez que a pilha é completamente limpa em sequência, mesmo com a Esmeralda do Caos.

Portanto, o desafio é dar um jeito de tirar o “Clean-Up Bonus” várias vezes seguidas com pilhas modestas e então marcar uns 7 milhões de pontos de uma vez no topo da tela. Testando com save states, verifiquei que dá pra terminar o jogo em menos de 3 minutos dessa forma, ainda que seja necessário muita atenção pra não marcar linhas prematuras e sorte para escolher as peças corretas. Não tem como dizer que isto não é um jogo do Sonic, não?

Pontuação, nível e tempo de jogo das melhores partidas são gravados numa tabela diária. Me pergunto se SegaSonic Bros. teria feito algum sucesso mesmo como cult caso tivesse sido lançado, porque ele é sim um bom joguinho e não é tão sete-cabeças quanto possa parecer a princípio. Dizem que ele fracassou em testes pré-lançamento, mas há pouquíssima informação a respeito. Os inexplicáveis irmãos do Sonic podem ter sido outro motivo, quem sabe? Afinal, a franquia ainda estava no berço.

O que me deixa encucado é que mesmo dias depois do SegaSonic Bros. vazar há surpreendentemente pouca discussão sobre a sua jogabilidade. Mandei uma speedrun meia tigela de 6 minutos no Youtube e só tá ela lá pegando tanta poeira quantos os videos de Vattroller X que gravei há vários anos. A única outra “speedrun” que encontrei até agora é uma em que a jogadora leva 7 minutos para alcançar 300000 pontos e então… para de jogar??? Poxa.

Enfim, ainda que exista gente puta por aí com as circunstâncias do vazamento do jogo, dizendo que outras raridades serão ainda mais protegidas por colecionadores privados por conta do que aconteceu, só posso dizer que fico contente por poder enfim jogar a bodega e ver pessoalmente se é bom ou não. Experimentem vocês também.

Trailer de Maverick Hunter X: Giga Mission, um Mega Man com sabor beat ‘em up

17 de dezembro de 2018 Deixe um comentário


Saiu um trailer de Maverick Hunter X: Giga Mission, um fangame de Mega Man X cujos gifs de desenvolvimento eu tenho acompanhado faz um tempo no Twitter. E agora reparei que é uma obra do Rodrigo Shin, o conterrâneo que desenvolveu o Cataegis: The White Wind há alguns anos. A proposta do jogo é que ele é um beat ‘em up no estilo difundido pelo Guardian Heroes no Sega Saturn: aos invés de ter movimento livre, saltamos entre dois “trilhos” para enfrentar inimigos e desviar dos ataques deles. O trailer mostra bastante tiroteio, golpes especiais e até um pouco de platforming nas fases.

Mais informações no Twitter dos desenvolvedores.

Saiu o Deltarune, a continuação (?) de Undertale

31 de outubro de 2018 Deixe um comentário

Em ocasião do Dia das Bruxas, um sujeito misterioso que fala com mãos e se move pelas sombras lançou no perfil oficial do Undertale no Twitter um tal de Deltarune, uma nova aventura no universo do jogo. Pouco se sabe a respeito da história e como sempre não é pra spoilar muito, mas o jogo parece robusto até demais para algo laçando de graça. Baixem logo porque pode ser que isto seja apenas um evento temporário.

deltarune.com deltarune.com deltarune.com

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(Indie) Trailer de Minoria

19 de setembro de 2018 1 comentário


Foi publicado um trailer do jogo de ação Minoria desenvolvido pelo Bombservice, o mesmo desenvolvedor da série Momodora. Trata-se de uma aventura semelhante ao quarto Momodora, com uma freira guerreira chamada Semilla se aventurando por uma terra sombria e cheia de bruxas e criaturas diabólicas. Embora a jogabilidade seja 2D como o jogo anterior, o visual é desenhado à mão e usa modelos 3D com aspecto de anime. Minoria será lançado para PC em 2019 e há planos de portá-lo ao Nintendo Switch.

Também foi anunciado que o já mencionado orgulho nacional Momodora: Reverie in the Moonlight receberá um port para o Nintendo Switch em breve.