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Hirokazu Yasuhara revela diversos detalhes sobre o Sonic 1 e 2 na Digital Dragons

22 de maio de 2017 Deixe um comentário

O Hirokazu Yasuhara, reconhecido como um dos três criadores do Sonic, apareceu hoje na conferência anual polaca Digital Dragons para dar palestra e revelou diversos detalhes sobre o desenvolvimento dos primeiros jogos da série – especialmente o Sonic 2. Já sabíamos há anos que o jogo teria envolvido viagens no tempo como o Sonic CD (pura coincidência de acordo com ele), mas agora o Yasuhara divulgou todo o esquema de fases que o jogo teria seguido.

No momento não há fontes detalhadas sobre o que rolou lá, mas temos estas fotos postadas pelo @necrosofty no Twitter:

Aparentemente o jogo se passava na mesma Ilha do Sul do Sonic 1, só que com outras fases além da Green Hill. A ilustração é parecida com a forma da ilha no Sonic 1 de Master System:

O mapa mostra a ordem das fases, passando por nomes até agora desconhecidos como Ocean Wind e Sand Shower. A Wood Zone e a Metropolis aparecem na mesma época, ao contrário do que se imaginava antes. A jornada do Sonic o leva até uma pirâmide “Warp Point”, e então…

…o ouriço se encontra no passado distante, onde a Green Hill era a Hill Top. Isso explica ela ser um recolor da Emerald Hill com dinossauros. A “Rock Zone” tinha o nome completo de Rock World e Tropical Plant, Olympus e Blue Lake são mais nomes desconhecidos.

Após passar pela Rock World, o Sonic volta ao presente (descrito como “Now2”) e encontra a ilha em frangalhos. Além da Rock World de novo, só a Oil Ocean e a infame Dust Hill aparecem na ilustração. Mas se teve essa tal de Sand Shower antes, será que a Dust Hill era mesmo uma fase de deserto nesse ponto da produção?

E enfim temos a versão distópica da ilha sob o poder do Dr. Eggman. A Chemical Plant é erguida sobre as ruínas da Green Hill e acompanhada pela Casino Night. A outra metade da ilha é tomada pela fase de jogo infantil como o nome mais “genial” do universo: a Genocide City. O interessante é que o artista encarregado dessa fase, o Tom Payne, havia explicado que a fase havia sido cortada sem nem ter começado e que lhe mandaram trabalhar na Metropolis 3, enquanto o Yuji Naka dizia que a fase que se tornou a Metropolis 3 sempre seria um ato só. As ilustrações contradizem isso, mostrando que em certo ponto distante a Metropolis estava na primeira parte do jogo e a Genocide, ou Cyber City, era uma fase gigantesca de duas partes (4 atos?!).

De acordo com o usuário Neo na Sonic Retro, a lista de fases no esquema acima é:
グリーン Green
オーシャン Ocean
ウッド Wood
サンド Sand
メトロポリス Metropolis

トロピカルサン Tropical Sun
ブルーオーシャン Blue Ocean
ヒルトップ Hill Top

ロック Rock
オイル Oil
ダスト Dust
デスエッグ Death Egg

ヒルトップ Hill Top
ブルー Blue

カジノ Casino
ケミカル Chemical
ジェノサイド Genocide
ネオデスエッグ Neo Death Egg

Dois Death Eggs? Também vale notar que a Aquatic Ruin, a Mystic Cave, a Sky Chase e a Wing Fortress, ou mesmo a Hidden Palace não aparecem em nenhuma das ilustrações, assim como o conceito de fase de neve que foi comentado por membros da equipe do Sonic 2 como Brenda Ross e Tim Skelly.

O desenvolvimento da primeira trilogia do Sonic continua rendendo o que falar mesmo após tanto tempo. É curioso ver quais idéias ficaram até o fim e as relações originais entre cada fase. Fecho o post com mais duas ilustrações antigas e aparentemente inéditas do que mais gosto em Sonic, as bugigangas de cada fase:

(Devlog – Project Spikepig) Pachinko is love, pachinko is life


“Parabolic Pachinko” é um nome de fase de pinball que tenho guardado em mente para o Projeto Porco-espinho faz anos, mas que só se concretizou direito mês passado. Tá com o segundo ato quase pronto atualmente mas não estou certo de que fiz justiça ao conceito da fase, que deveria ter elementos de séries esquecidas da Sega ao menos como decoração. O que não ajuda é que ao dar uma pesquisada rápida no Google só achei um pachislot de Virtua Fighter além do CR Sonic e do Sonic Live. Parece que relegar séries queridas a caça-niqueis é mais coisa da Konami mesmo.

(Review – PC) Sonic Time Twisted

21 de abril de 2017 1 comentário

Por volta dos anos 2000 os fãs de Sonic começaram a entender bem a matemática por trás da física característica da série e a implementar isso em seus fan games. O problema é que as expectativas e ambições saíram das orbitas e quase ninguém tinha o tempo e foco necessários para fazer como hobby um jogo que rivalizasse com a trilogia do Mega Drive.

O Sonic Time Twisted veio dessa época, desenvolvido no Game Maker por um sujeito conhecido como Overbound. É inspirado em Sonic CD e graças ao empenho dele e algumas reformulações com o passar dos anos o jogo parecia mesmo um passo a frente daquele jogo que hoje em dia divide opiniões.

A princípio, ao abrir o jogo eu noto que o Game Maker continua sendo um inimigo cruel para mim, levando cerca de 10 minutos para rodar o programa e congelando o resto da máquina no processo. Tem jogos de Game Maker que nem rodam aqui por incompatibilidades gráficas, e o meu notebook atual nem é tão ruim… Por coisas assim é que sempre preferi o Multimedia Fusion como a opção “menos pior” pra quem não entende de programação convencional.

Só pra contrariar, o jogo começa com a fase de pinball.


Mas felizmente depois de abrir o jogo roda bem, wide screen e sem queda de quadros. Como eu sou ignorante em Game Maker não sei que engine o jogo usa mas a jogabilidade é competente. Tem Sonic, Tails e o Knuckles jogáveis e todos funcionam do mesmo jeito que em Sonic 3. Incrível como qualquer engine de fã hoje em dia é mais fiel ao Sonic do que os trabalhos da Sonic Team, não?

Time Twisted é uma espécie de continuação do Sonic CD, e uma das mecânicas principais daquele jogo era viajar entre 3 diferentes versões de cada fase em busca de certos items especiais. Para isso você tinha que procurar placas de viagem no tempo e correr sem parar por vários segundos até a mágica surtir efeito. O problema: o level design era vertical e fechado, mais propício a platforming do que correria despreocupada. Especialmente a Wacky Workbench, cujo primeiro ato era 100% percurso de obstáculos e que todo mundo menos eu odeia.

Era preciso abusar de conjuntos de molas e certas bugigangas para viajar no tempo, o que não era tão satisfatório. E como só era preciso visitar o passado de cada fase para terminar o jogo com o final bom, o futuro era apenas uma distração. Ainda por cima, tudo isso era opcional no fim das contas, já que tentando agradar a gregos e troianos o Sonic CD também deixava alcançar o final bom mais rápido ao completar os 7 estágios especiais.

O que o Time Twisted faz a respeito é simplificar tudo. Há só o futuro e o passado de cada fase para explorar e para viajar no tempo basta passar correndo por uma placa temporal. Além disto ser prático (e sem loading!), os warps em locais fixos significam que o projetista não precisa se preocupar com o jogador surgindo no meio de paredes e outros locais indesejáveis. Por isso o level design pode ser drasticamente diferente entre as duas versões de cada fase, com obstáculos e inimigos únicos. Uma das zonas que melhor aproveita isso é a Drifting Dynamo, que é um deserto no passado e 3/4 fortaleza voadora no futuro.

As fases são mais soltas que as do Sonic CD, com curvas e loopings mais frequentes. Teve até uma ou duas em que as rotas praticamente me cuspiram até o final sem eu mal ter feito nada. Por outro lado, algumas fases passam uma maior sensação de labirinto do que as do Sonic CD. …E eu nem concordo tanto com essa reputação que o CD tem mas deixa pra lá. Também há vários inimigos aqui e ali, por vezes em situações um tanto injustas mas nada que cause muita frustração. Time Twisted não muda o fato de que Sonic é em geral um platformer fácil e aqui não é necessário juntar 50 anéis pras fases bônus mesmo.

A única forma de alcançar o chefe secreto e o final bom é procurando por portais para as fases bônus. E são catorze delas, já que tanto as Pedras do Tempo quanto as Esmeraldas do Caos estão presentes. Vale lembrar que os portais costumam estar escondidos próximos aos locais em que as placas temporais nos mandam. Claramente é uma forma de forçar o jogador a viajar constantemente entre as duas épocas.

As fases bônus 3D tem os mesmos controles das do Sonic CD, mas são corridas contra o Metal Sonic num percurso de obstáculos. Obviamente é preciso evitar cair fora da pista, e se tomar pancada de alguma coisa mais de uma vez já era também. O bom é que o jogo é generoso e permite gastar vidas para tentar novamente. Com um pouco de prática esses bônus acabam ficando bem fáceis, pois há vários atalhos e curvas fechadas também são convites para pular por cima e cortar caminho enquanto o Metal Sonic é forçado ao trajeto mais longo apesar de poder voar.

Falando no Metal Sonic, ele é o vilão principal e um chefe recorrente durante a aventura. Os chefes acabam sendo a parte mais medíocre do jogo, geralmente usando personagens enormes e efeitos espalhafatosos para disfarçar o fato que as batalhas são simples e repetitivas. O primeiro combate com o Metal Sonic, logo após o primeiro ato da primeira fase, acaba se saindo uma péssima primeira impressão.

Vejam só, o Metal Sonic está simplesmente flutuando ali e atirando lasers… mas a fase é daquelas que se move adiante automaticamente e o Sonic está correndo pra baixo. Por efeito da física característica da série, chega a ser surpreendentemente irritante acertar a posição e velocidade necessários para golpear o Metal sem a rampa forçar o Sonic a pular num ângulo errado e sem tomar um laser na cara! É que nem no Sonic Advance 2, quando aquelas descidinhas no terreno durante os chefes apareciam num mal momento e nos faziam errar o salto. O pior é que esse chefe está no jogo há vários anos e todo mundo reclamava após jogar as demos mas o cara deixou assim mesmo. As vidas são infinitas durante a luta, mas isso não é o mesmo que admitir que a ideia não presta?

Ah sim, o enredo trata dos planos do Metal Sonic para usar tecnologia alienígena e ressuscitar o Dr. Robotnik, que nesta versão da história foi morto no final de Sonic 3 & Knuckles. E sim, eu disse Robotnik, mesmo. Falo em spoilers aqui, mas a “grande sacada” do jogo é que ele é secretamente baseado nas séries ocidentais do Sonic, especialmente os quadrinhos britânicos em que o caricato Dr. Eggman é retratado como o tirano canalha, insano e genocida chamado Dr. Ivo Robotnik. Por isso o Time Twisted acaba de uma forma especialmente absurda, com um uso praticamente cômico de violência explicita. É algo bem digno de fangame e animação em flash de Sonic dos anos 2000 mesmo. Pelo menos o Super Sonic não é uma dupla personalidade sádica aqui…

RISE FROM YOUR GRAVE!


Em questão de gráficos, o jogo acertou em cheio a estética do Sonic CD e tá tudo bem bonito. Alguns gráficos são copiados da trilogia do Mega Drive, mas são misturados tão bem com os originais que dá pra relevar. As cutscenes, por outro lado, misturam pixel art boa com personagens tão simplórios que alguns jogadores que vi por aí compararam com rabiscos de MS Paint. A trilha sonora é original, com melodias grudentas compostas ou remixadas por um fulano conhecido como Hinchy.

A espera valeu a pena. Sonic Time Twisted é um fangame que consegue juntar elementos do Sonic CD e do Sonic 3 com sucesso na maioria dos casos e até consegue melhorar detalhes em que eles falharam. Há alguns bugs e problemas que devem ser corrigidos, mas o jogo ficou divertido e tem alto fator replay. Especialmente se vocês não precisarem esperar de 10 a 15 minutos toda vez que abrirem o programa.

O jogo pode ser baixado neste site:
http://overboundstudio.com/index.php?action=game_page&id=1

(Devlog – Project Spikepig)

18 de abril de 2017 2 comentários


Meio que terminei uma zona nova em que estive trabalhando desde o final do mês passado. Falta ampliar o background, montar chefes e consertar um detalhe ou outro, e talvez eu deva alongar os atos 1 e 3 um pouco, mas tá funcionando.

Lançamento de Sonic Time Twisted marcado para dia 19/04

15 de abril de 2017 2 comentários


O Sonic Time Twisted é um fangame que tem sido produzido pelo Overbound faz uns 10 anos, passando por diversas versões até chegar numa forma definitiva. Partindo do conceito de que o Dr. Eggman morreu no final de Sonic 3 & Knuckles, o jogo conta como o Metal Sonic pretende usar tecnologia alienígena, as Pedras do Tempo e as Esmeraldas do Caos para ressuscitar o mestre. O jogo busca melhorar as mecânicas de viagem no tempo do Sonic CD: o processo ocorre instantaneamente ao passar por uma placa de viagem no tempo e cada fase tem apenas duas versões ao invés de 3. O jogo parece focar completamente em exploração para quem quiser alcançar o final verdadeiro, com um total de 14 fases especiais divididas entre o passado e o futuro. E a trilha sonora será original, com faixas por Zach Hinchy, LARKSS, Andy Tunstall e ExShade.

Poderemos ver como o Sonic Time Twisted ficou semana que vem no dia 19. Deverá ser mais um bom aperitivo até o lançamento do Sonic Mania.