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Archive for the ‘Reviews’ Category

(Review – PC) MegaMan Battle Network Chrono X – Demo 5.0

23 de março de 2018 Deixe um comentário


A demo 5.0 do MegaMan Battle Network Chrono X saiu recentemente anos após a demo 4 porque os caras tiveram que reprogramar a engine umas duas vezes e ainda por cima a casa do líder do projeto foi vítima de enchente. Felizmente, Chrono X continua promissor e rende algumas boas horas de diversão apesar de ainda ter só três capítulos prontos. O melhor é que eles prepararam um modo multiplayer no jogo!… que por enquanto requer que o jogador procure oponentes no servidor de Discord ou no fórum do jogo e que eu pesoalmente não tenho como fazer funcionar…

Bom, o jogo se passa um ano após o Battle Network 6 e traz referências a série Mega Man X e ligações com a continuação Mega Man Star Force. O X aparece como um singelo super programa que por enquanto não tem qualquer caracterização e que se funde ao MegaMan para lutar contra a propagação do Vírus Z. O enredo também procura desenvolver melhor os personagens, mostrando como o Lan e o MegaMan amadureceram e ganharam reconhecimento durante suas aventuras.

As combinações de inimigos que aparecem como parte da história são um tanto complicados desde cedo. Esses até regeneram vida o tempo todo.


Quanto a jogabilidade em si, Chrono X parece usar mais o terceiro jogo da série como fundação do que os posteriores. Diferentemente do BN6 ou até do Shanghai.EXE Genso Network, leva algum tempo até termos acesso a battlechips poderosos ou um baralho eficiente de um ou dois códigos para disparar ataques um após o outro.

Isso também se deve a uma certa falta de variedade nos chips disponíveis atualmente. Enquanto jogava eu notei que praticamente não haviam bônus de Regular Memory, que permitem dar prioridade a um certo chip no começo de cada luta. O escudo Reflector que era essencial no BN6 também é bem menos eficiente pois vários inimigos possuem ataques que atravessam escudos ou atingem o MegaMan pela lateral.

Minigame de Simon Says… minha maior fraqueza…


O comportamento dos inimigos e chefes, assim como os objetivos nas fases de calabouço no fim de cada capítulo, estão num nível consideravelmente desafiador. Mesmo o chefe do final do primeiro capítulo pode ser letal se não prestar atenção em seus golpes e lá pro final começam a aparecer inimigos que regeneram HP o tempo todo, mesmo durante a pausa entre cada turno. Eu acabei apanhando um bocado dos chefes e até cheguei a tomar game over na fuça sem ter salvo o jogo antes!

Em certo ponto da história o MegaMan recebe um novo sistema de Estilos chamado “Memento” que dá a ele os poderes de inimigos que ele matou em jogos anteriores. Cada forma vem com habilidades interessantes mas também reduzem certos atributos e desativam o bônus de Sincronia Total que dobra o poder do próximo chip. Por enquanto só há a primeira forma, que é baseada no QuickMan que apareceu no segundo jogo.

Chrono X também usa o NaviCust de sempre para colocar habilidades adicionais no MegaMan, com as mesmas regras do terceiro jogo. Além disso, algo que faz muita falta é que não há qualquer mecânica inédita no jogo. Mesmo aquele sisteminha maroto do BN6 de garantir que dois chips apareçam ao mesmo tempo durante as lutas foi cortado.

O modo multiplayer eu não pude testar, e não só por causa do desempenho da minha conexão. O jogo trava se tentarmos usar o mesmo save numa máquina diferente! Nesse lance de prevenção contra trapaças ele até se fecha sozinho se o Cheat Engine for aberto ou o usuário tentar buscar macetes na internet. Essa segunda prevenção acabou não caindo bem entre vários usuários, ainda mais depois daquele barraco do Sonic Gather Battle que aconteceu meses atrás, e será removido num update futuro.

Como em Mega Man ZX, o X acaba fazendo papel de relíquia pra transformação de tokusatsu. Pena que ainda não está disponível no jogo.


Em geral o MegaMan Battle Network Chrono X é um projeto promissor mas que ainda precisa de algo mais pra se engrenar como o Battle Network 7 que pretende ser. Ainda por cima o beta atual acabou sendo hilariamente ofuscado pelo beta recente do Shanghai.EXE, que tá com praticamente todas as mecânicas prontas e tem muito mais conteúdo. Recomendo muito jogarem ambos caso ainda não os conheçam.

O port para smartphones ainda não está disponível e deve sair junto com a versão 5.1, que também trará melhorias ao modo multiplayer.

(Review – PC) Shanghai.EXE: Genso Network, demo 0.41

19 de fevereiro de 2018 1 comentário

Nos anos 2000 a Capcom tinha uma série de spinoffs de Mega Man chamada MegaMan Battle Network, em que o robô azul era um programa de computador que junto de seu irmão humano Lan Hikari se metia em altas confusões num mundo completamente conectado à internet. Apesar das teorias viajadas da série sobre como a internet iria evoluir nos anos seguintes, hoje em dia muita gente tem smartphone e os mais inusitados objetos acabam ganhando função de se conectar a rede. Vendo isso, a Capcom em sua infinita sabedoria nunca reviveu nem Battle Network nem Star Force nem que fosse para um free2play de merda e ficou por conta dos fãs montar um ou outro projeto que, claro, é hobby e leva anos pra ficar pronto.

Além do interessante projeto original EndCycle e do fangame Chrono X que promete ser um Battle Network 7, tem também um que teve uma demo robusta lançada recentemente, um tal de Shanghai.EXE: Genso Network desenvolvido desde 2014 por alguém conhecido como Koki.

O jogo usa personagens da popular série Touhou, aquela de navinha com sacadas de folclore japonês e em que a maior parte do elenco é feminino. Só que o jogo se passa num universo alternativo com vários elementos do enredo chupinhados de um ou outro BN ao invés de recriar o enredo de algum Touhou como era de se esperar, então não é necessário ter jogado nenhum de seus mais de 16 jogos pra entender alguma coisa. Algumas personagens até acabam significantemente alteradas pra se encaixar no papel de algum personagem de Battle Network.

A jogabilidade é virtualmente idêntica a que conhecemos no GBA e pega quase tudo o que havia de bom em cada título da série. O sistema de Estilos que altera as habilidades da Shanghai pode ser colecionado e trocado durante lutas como se fosse o sistema de Cruzamento do BN6. O equivalente ao NaviCust funciona de forma simplificada mas permite adicionar um item com efeito negativo para ter espaço para mais habilidades.

Os potentes Chips das Trevas também marcam presença e servem como Giga Chips ainda cedo no jogo. Eles simplesmente cancelam o bônus de Sincronia Total e não causam perda permanente de HP ou qualquer outra penalização. O lance é que é preciso derrotar grupos de vírus extremamente poderosos para destravar cada um.

Shanghai.EXE dá acesso a inúmeras apelações sem o jogador nem precisar se esforçar muito. Sério, dá pra encher o baralho com chips com poder respeitável e código “*” sem se preocupar em vencer batalhas com nota S. Se o primeiro Estilo destravado for o Doc (equivalente ao Custom), então, já nos tornamos capazes de escolher entre 12 chips por turno e usar 6 de uma vez, o que faz uma enorme diferença.

Por outro lado, já no final do primeiro capítulo se pode ver como os chefes são poderosos e possuem uma boa variedade de ataques. E isso traz um bom desafio, pois enquanto temos que lidar com uma “ProtoWoman” que saca todos os chips de espada do jogo na nossa cara, até o fim da demo não há um vilão que use estratégias irritantes como as do BubbleMan e do CloudMan, infames algozes que se escondiam atrás de obstáculos regeneráveis.

Em geral o jogo é mesmo um “Battle Network Mania”, uma continuação “Best Of” digna para a série. Cada Battle Network tinha alguma mecânica ou missão que era considerada tediosa por boa parte dos jogadores, mas neste singelo fangame o autor teve o cuidado de evitar isso e criou uma experiência bem envolvente. Até cheguei a ficar triste quando a demo chegou ao fim — e ainda assim tinha um punhado de sidequests e extras para descobrir.

Uma das poucas novidades consideradas boas no BN4 é que os NPCS genéricos podiam ser combatidos. Isso voltou com tudo neste fangame.


Deixo aqui novamente o link da versão 0.4 pra quem quiser jogar:
http://www.geocities.jp/mahodenn/thlal.html
Peguem o “DemoVer0.411[English]” que vem traduzido em inglês. Tem uns 4 capítulos feitos e deve levar algumas horas para chegar ao fim.

(Review – Game Boy) Tobu Tobu Girl

5 de dezembro de 2017 6 comentários


Tobu Tobu Girl é um pequeno jogo de Game Boy lançado pela Tangram Games no começo deste mês, com lançamento físico limitado e tudo. 75 cartuchos acompanhados de caixinha e um manual ilustrado foram disponibilizados no lançamento por 35 euros, mas a rom do jogo é gratuita e pode ser baixada neste site. O código-fonte do jogo também está disponível, enquanto que a trilha sonora tá por 4 dólares.

Na breve abertura do jogo, uma menina passeia com seu gato amarrado num balão de hélio até que tropeça e o bichano sai voando até a estratosfera. Cabe a menina usar seus poderes saltitantes para quicar em cima de inimigos até alcançar o gato em 3 fases de pura adrenalina. Tobu Tobu Girl é vagamente comparável ao Doodle Jump que foi popular em smartphones… e que era bem parecido com o Sonic Jump lançado 4 anos antes. Qual a origem desse tipo de jogo, afinal? Icy Tower?

Mas enfim, o diferencial é que a menina tem duas habilidades: o botão A faz ela sair voando rápido para cima e gasta a barrinha no canto da tela. Ela também pode dar três arrancadas em qualquer direção com o botão B. Enquanto pisar num inimigo restaura o limite de arrancadas, esmagá-lo com uma arrancada para baixo dá pontos extras e restaura parte do medidor de voo. São controles simples, mas na prática pode ser difícil pegar o jeito e chegar ao fim de cada fase com uma boa pontuação.

Tobu Tobu Girl termina na terceira fase, mas há também uma fase bônus que é mais longa e difícil. As pontuações são gravadas numa tabela e pode-se perseguir um nota alta em cada fase para incrementar o fator replay do jogo. Com a jogabilidade interessante e um conjunto de gráficos e músicas bem caprichados para algo deste escopo, é certamente um bom passatempo. Fica aqui o link da rom para quem quiser jogar em emulador ou tem cartucho flash pra usar num Game Boy de verdade.
Leia mais…

Saiu o Sonic 3D Blast DX

21 de novembro de 2017 Deixe um comentário

Tá rolando a SHC2017, a exposição anual de romhacks do Sonic e aquele upgrade semi-oficial (do programador original mas sem permissão da Sega) do Sonic 3D Blast está entre os participantes. A atualização serve mais pra calibrar a jogabilidade e as mudanças mais significativas não são lá tão grande coisa assim mas tá valendo.

O controle do Sonic é menos escorregadio, a detecção de colisão é mais precisa e é mais fácil recolher passarinhos perdidos ao tomar pancadas. A câmera foca à frente do azulão quando ele está em velocidade máxima e o item de Super Tênis agora funciona como um escudo enquanto está ativo, o que ajuda a evitar acidentes desnecessários.

O Super Sonic foi implementado, mas junto com uma mudança que considero negativa: só podemos pegar uma Esmeralda do Caos por zona, então o Super só fica disponível a partir da fase final. Como os continues ficaram infinitos, aqueles ícones do Sonic escondidos em cada fase destravam um modo de Ataque de Tempo quando coletados. A versão atual desse modo tem metas fáceis de vencer, pois o desenvolvedor quer que os próprios jogadores determinem como elas serão em versões futuras.

O jogo salva progresso por meio de senhas e há também um editor de fases disponível mas eu não entendi bulhufas de como usá-lo. No fim das contas esta atualização torna o Sonic 3D Blast um pouco mais bacana de se jogar, mas ainda assim é o 3D Blast, o Sonic isométrico misturado com o arcade Flicky em que devemos procurar 5 bichinhos e leva-los em segurança ao final de cada área. Muita gente ainda vai preferir aquele outro romhack que joga toda a proposta do jogo pela janela.

Sonic 3D Blast DX foi publicado como um patch que deve ser combinado com a rom original por meio de um programa específico, mas vou ser cara-de-pau e lhes deixar um link com a rom já preparada aqui. Shhhh…