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(Review – PC) Spark The Electric Jester

13 de abril de 2017 1 comentário

Spark The Electric Jester, o Sonic brasileiro (descontando o Brasonic, cuja continuação nunca saiu do papel, o Guimo, que tá mais pra Contra e também o coelho Surge do Open Surge), foi lançado na Steam no último dia 10 após alguns atrasos. Agora, se vocês acham que só porque o jogo é nacional e baseado no meu personagem favorito eu vou bajular ele e pedir pra vocês comprarem e deixarem o LakeFeperd rico, fiquem sabendo que sou pautado na lógica, fundamentado na razão e tratarei Spark com a mais completa imparcialidade.

Há alguns anos o Felipe Ribeiro Daneluz, conhecido como LakeFeperd, montou uma trilogia de fangames do Sonic (Before/After the Sequel e Chrono Adventure) que fez um bocado de sucesso em tempos de falta de jogos oficiais bons do ouriço azulão. Eles tinham lá os seus defeitos e bugs e não agradavam a todos (e que jogo do Sonic consegue isso?), mas eram divertidos e com exceção do Chrono Adventure tinham belas trilhas sonoras originais compostas por uma turminha do barulho. Até o Jun Senoue curtiu! Esses fangames já davam uma ideia da direção que o Lake tomaria num projeto original e logo veio o anúncio deste carinha amarelo com gorro de bobo-da-corte. Em 2015 foi feita uma campanha de Kickstarter para contratar formalmente a equipe para as músicas e aqui estamos 2 anos depois.

Como o Freedom Planet, o jogo foi feito na engine comunitária Sonic Worlds — versão Delta, suponho (edit: na verdade é o mesmo Beta 0.5 de sempre, não que faça tanta diferença), para o Clickteam Fusion 2.5 e portanto a jogabilidade é praticamente igual a que nos acostumamos no Mega Drive. O Spark é ágil e a inclinação do chão afeta o arco dos pulos. O diferencial é que é preciso dar arrancadas e saltar entre paredes que nem em Mega Man X. Algo legal, e que o jogo não ensina de propósito no primeiro tutorial, é que a arrancada pode até atravessar ataques se usada corretamente. Há também combate com mecânicas baseadas nas de Kirby Super Star: você pode manter duas entre várias armas e cada uma tem diversos ataques e opções de mobilidade interessantes. Com o poder do vento, por exemplo, Spark pode se impulsionar repetidamente no ar e planar para alcançar qualquer lugar. Já com a lança de cavaleiro ele recebe um escudo toda vez que preenche a barra de especial.

O jogo é de plataforma e jogos deste gênero, especialmente este em que qualquer semelhança com Sonic é mera coincidência, dependem da variedade e criatividade do design das fases. Em geral o jogo flui legal, mantendo certo equilíbrio entre a velocidade descerebrada por dezenas de segundos que os fãs modernos do Sonic tanto gostam e a superação calculada de obstáculos e inimigos que eles tanto odeiam. As fases tendem a ser gigantes como as do Freedom Planet eram, com as finais tendendo a ter uns dois ou três atos de 5 ou mais minutos cada e dois chefes, mas não chegam a ser repetitivas. Minhas fases favoritas foram as duas últimas, onde o jogo perde o medo de desafiar o jogador e se torna frenético, infestado de inimigos e obstáculos.

Há um total de 16 fases e a aventura deve durar cerca de uma hora e meia até três horas, mas há também uma segunda campanha com um personagem com habilidades um tanto diferentes das do Spark. Ele não pode atravessar ataques com o dash, mas pode bloqueá-los com certa facilidade. Cada bloqueio enche a barra de especial, que perto da metade permite que você recupere HP e se torne invencível por alguns segundos. É demorado, mas also super pode acontecer se você preencher toda a barra com este personagem. Para ajudar a manter as coisas interessantes, as fases sofrem alterações e novos chefes aparecem durante a história.

Ah sim, falando em história, o enredo do jogo é bem raso. O Spark tá mal-humorado por estar desempregado e robôs estão tocando o caos na cidade, e só. As cutscenes são ocasionais e breves, e não há situações exageradamente melodramáticas e sombrias. Em questão de gráficos, a pixel art é bem detalhada, com direito a chefes enormes e belos fundos de cenário com uso de parallax. A trilha sonora traz mais boas composições do mesmo pessoal do Sonic Before/After the Sequel, boas de ouvir tanto no jogo quanto fora dele.

Concluindo, o jogo mostra como a habilidade do LakeFeperd melhorou com cada projeto e seja derivado de Sonic ou não, certamente vale a pena tanto pelo gameplay quanto pelas músicas. É de estufar o peito de orgulho que jogos brasileiros dessa qualidade estejam sendo lançados regularmente hoje em dia. Agora comprem e deixem o LakeFeperd rico. Oops.

Greenlight: HERO-E

7 de novembro de 2014 Deixe um comentário


O projeto HERO-E da Osky Studios é um remake do HERO, o clássico jogo de ação da Activision para o Atari sobre um carinha explorando cavernas em busca de pessoas perdidas nelas. O jogo terá 20 labirintos e será vendido por um mero dólar – ou de graça, mesmo. Também há planos de incluir um editor de fases.

Vejam o trailer acima e considerem dar uma joinha à campanha do jogo no Steam.

(Indie) Weebish Mines

20 de fevereiro de 2014 Deixe um comentário


O Del Duio lançou seu novo jogo, o Weebish Mines, há alguns dias no site dele. Este jogo de ação ocorre num labirinto subterrâneo em que os 4 personagens devem procurar por animais perdidos. Há diversos itens e armas que podem ser úteis na jornada porém usam um dos três tipos de jóias coletáveis como munição. Se um personagem morre ele vira pedra e aí fica complicado trazê-lo de volta.

O jogo está sendo vendido por 5 dólares, sendo que também há uma demo para testes.

(Indie – Browser/Android) I Am Level

11 de setembro de 2013 Deixe um comentário

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I Am Level é um platformer lançado pelo Stew Hogarth no Kongregate e na loja do Google, onde é grátis até o fim deste mês. O jogo é um platformer explorativo em que devemos rolar a heroica bolinha e usar objetos de pinball como molas, flippers e bumpers para avançar pelas telas em busca dos pontos de expêriencia espalhados nelas. Ao encontrar um checkpoint, perder todas as vidas ou simplesmente pausar o jogo, a experiência coletada até então é convertida em level ups que removem barreiras e incrementam os 1-ups do personagem.

Eu não tive sorte com a versão de Android, que tem um baita problema com tempo de carregamento e apagou parte do meu progresso após travar uma vez. Porém, I Am Level é bom e eu recomendo que pelo menos joguem ele no Kongregate. Uma versão para iOS será lançada no futuro.

GameBoy JAM, de 5/7 a 14/7

6 de julho de 2013 Deixe um comentário

GBJAMBanner
Chase Dikema, Mo Broots e Jussi Simpanen começaram hoje a GBJAM para reunir pessoas que devem criar jogos dentro do tema Game Boy antes do dia 14 deste mês. As regras apenas requerem que o jogo seja fiel ao GB, com 4 cores e 160×144 de resolução.

Quem quiser acompanhar ou participar, visite o site deles.