Arquivo

Posts Tagged ‘puzzle game’

(Review – GBA) Guru Logi Champ

9 de agosto de 2018 Deixe um comentário


Guru Logi Champ é um jogo de quebra-cabeça lançado em 2001 para o GBA pela Compile, que vocês devem conhecer pela série Puyo Puyo. Foi o penúltimo jogo produzido antes da falência deles em 2003 e por isso não lhe faltou capricho. Até pouco tempo foi um “Pecado Gamístico” meu nunca tê-lo terminado, e agora que isso está resolvido lhes deixo esta recomendação.

Como o jogo tá em japonês eu não entendi qual exatamente é a motivação do pato verde…


Acompanhamos as cômicas aventuras dos Champs, um passarinho com cara de espertalhão e outro mais acanhado que juntos manobram um canhão lança-blocos e salvam sua cidade dos ataques terroristas de um pássaro verde endiabrado. Cada um dos 12 conjuntos de fases mostra um incidente inusitado que os Campeões tentam resolver com uma ferramenta que adquirem em cada fase final. Geralmente acontece alguma trapalhada e as vítimas acabam se dando mal mesmo assim, mas tudo fica de boa no fim das contas, certo?

A história acaba em lágrimas.


O primeiro Resgate é só um aquecimento.


Mas enfim, a jogabilidade pode ser descrita como uma variação do clássico Sokoban. É preciso preencher todos os quadrinhos-alvos de um tabuleiro com os blocos disponíveis em cada fase, mas para isso devemos disparar cada bloco do fundo da tela e usar os obstáculos como apoio. Geralmente devemos girar o tabuleiro (guru/kuru = onomatopeia japonesa para girar) e ir colocando e removendo blocos até tudo ficar encaixado.

Um exemplo de fase com todos os tipos de obstáculos presentes. Será que a versão americana cancelada teria censurado o manji?


Conforme avançamos, temos de lidar também com blocos rebatedores que não servem como apoio, buracos que também só enchem o saco e blocos azuis que devem ser empurrados e que quicam os blocos normais um espaço atrás caso já estejam diante de uma parede. Não há limite de tempo, mas claro que as fases vão ficando cada vez mais complicadas. Eu demorei tanto pra terminar porque fui jogando esporadicamente e me chegava até a dar preguiça ver aquelas fases com os blocos de empurrar, que parecem sem pé nem cabeça à primeira vista. Teve até uma vez em que eu insisti numa fase e quando acabei ela, me dei conta que quase meia hora havia passado!

Felizmente pra quem não tem o Q.I. do Dr. Eggman, não é necessário desvendar tudo para destravar o final de cada conjunto de fases. 266 de 315 bastam para ver o final do décimo segundo e último conjunto. Porém, para destravar a última fase extra após o fim da história não tem jeito mesmo, tem que ter terminado todas as outras 334 na raça. Ainda não consegui isso (tô me segurando pra não ver um guia no Youtube), e parece que há um segredo interessante para ser destravado com essa conquista.

Vale notar que além da jogabilidade ser interessante por si só, Guru Logi Champ faz questão de esbanjar carisma em todos os sentidos. Fora a historinha que outros jogos do estilo nem achariam necessária, o jogo traz tanto nas cutscenes quanto na interface em geral gráficos finamente detalhados em estilo de desenho animado. A tela de resultados após passar de alguma fase é uma das mais gratificantes que já vi em qualquer jogo de tão energética que ela é. As poucas músicas também fazem bem o papel de nos manter relativamente relaxados enquanto resolvemos cada problema… embora os Champs incomodem rindo ou dando pulinhos quando ficam parados por mais de dois segundos.

O jogo nunca foi lançado fora do Japão mas se existiram tentativas de ports caseiros por aí (a maioria sumiu da rede) a a PopCap tem um clone chamado Pixelus, algum impacto os Champs devem ter feito. Dizem que houveram planos para uma versão americana, mas a tradução tava tão porca que acabaram cancelando. Houve também uma continuação lançada na DSiWare chamada Guruguru Logic e essa foi lançada na América com o título Snapdots. Ainda não cheguei a conhecê-la direito, mas parece que o enredo da continuação nada tem à ver com a patolândia do original.

(Review – Arcade/NES/Game Boy) Flipull: An Exciting Cube Game

26 de outubro de 2017 Deixe um comentário


Volto ao blog com mais uma resenha de um quebra-cabeça simples e obscuro:
Flipull: An Exciting Cube Game, que na Sessão da Tarde seria UM KICK-BLOCKXER ELETRIZANTE, foi lançado pela Taito em 1989 para arcades e portado para consoles e portáteis nos anos seguintes.

O jogo foi renomeado Plotting no ocidente, o que na minha opinião foi bem desnecessário já que o título original descreve melhor a jogabilidade e até cortaram a animação na tela título com essa mudança. Algo curioso é que enquanto a versão arcade japonesa está com textos em japonês os ports que testei estão em inglês apesar de terem sido lançados exclusivamente no Japão.

Flipull não é lá tão empolgante quanto o subtítulo dá a entender mas tem uma mecânica criativa. Num lado do campo, uma bolota carrega um entre 4 tipos de blocos. No outro canto há uma pilha de blocos aleatórios e devemos lançar o bloco atual em seus semelhantes para apagá-los, sendo que ele vai trocar de lugar com o primeiro bloco diferente que acertar e retornar à bolota. Ou seja, vira-puxa — o título do jogo. Ba dum tss.

O bloco pode rebater para baixo quando é preciso acertar blocos por cima e várias fases mudam o formato do teto e colocam barreiras para limitar isso. Enquanto o número de blocos não for igual a meta da fase, devemos observar a pilha para evitar aqueles que não tem par disponível. Acabar nessa situação custa uma vida e nos dá um bloco coringa para continuar. Temos 3 continues de 3 vidas para ir o mais longe possível.

Também há limite de tempo: quando falta 30 segundos “HURRY UP!” aparece na tela e o ritmo da música acelera, mas se o tempo acaba com a pilha dentro da meta a fase conta como vencida. E leva várias fases até a pilha ficar grande a ponto de isso ser uma ameaça.

Em questão de pontuação, pegar dois ou mais blocos de uma vez vale mais pontos. Na versão arcade cada fase termina ao alcançar a meta, mas nos ports elas continuam até ficarmos sem movimentos. Isso possibilita um bônus de perfeição ao reduzir a pilha a um bloco de cada tipo. Flipull tem um modo multiplayer em que dois jogadores competem para ver quem vai mais longe e esse modo está disponível na versão Game Boy. A versão NES não tem isso e compensa com um segundo modo para um jogador em que cada fase deve ser terminada perfeitamente.

A versão arcade acaba na fase 59 e não tem cena final, mas a versão NES adiciona uma após a fase 50. E é isso. Flipull é um quebra-cabeças simples mas também bem pensado que não pode vencido só tacando os blocos sem pensar nos próximos movimentos. Renderia um bom passatempo tê-lo em cartucho ou em emulador no celular.

Me pergunto se esse jogo influenciou de alguma forma o Guru Logi Champ que a Compile lançou vários anos depois no Game Boy Advance. Esse também é um puzzle sobre bolotas atirando e rebatendo blocos numa pilha que eu já deveria ter comentado por aqui.

(Indie) Attractio

26 de julho de 2013 Deixe um comentário


O Attractio é um puzzle em primeira pessoa para PC, Linux e Mac que os mexicanos da GameCoder Studios lançarão ainda neste ano. Como demonstrado no trailer acima, o jogo é sobre 3 personagens num reality show que devem resolver quebra-cabeças gravitacionais, usando diversos blocos como ferramentas.

Como vocês devem ter pensado, o jogo foi inspirado no Portal. Algo que esses dois jogos tem em comum é que obviamente não podem funcionar no meu ~netbook~ (aiaiai pixel shaders 3.0), mas se vocês estão numa situação melhor que a minha e tem interesse em testar este jogo, mandem seu endereço de e-mail à GameCoder para receber o beta quando ele for terminado.