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(Review – PC) Hollow Knight

10 de março de 2017 1 comentário


Hollow Knight é um jogo de ação+exploração, vulgo metroidvania, que foi lançado há alguns dias pela produtora australiana Team Cherry. Apesar do lançamento do jogo ter passado batido pela mídia ele já é bem querido por bastante gente. Vejamos por quê.

No comando de um pequeno cavaleiro de origem desconhecida, exploramos as ruínas subterrâneas do reino de Hallowest. Um lugar cujos habitantes se encontram possuídos por uma perversa energia e transformados em zumbis mutantes. Essa premissa mais a ambientação melancólica e alguns aspectos da jogabilidade acabam levando a manjadas comparações com a série Dark Souls, mas a sensação do combate é diferente e também há um foco ocasional em percursos de obstáculos.

A jogabilidade é bem simples. A única arma no jogo é uma espadinha básica que junta pontos de magia com cada pancada dada nos inimigos. Você pode se curar com a magia acumulada, mas deve encontrar um lugar tranquilo ou uma brecha na ofensiva inimiga para isso. Com o passar da aventura aparecem upgrades óbvios como uma arrancada, pulo duplo e um projétil para tornar o herói mais ágil e capaz de acessar novos caminhos. Nada disso é inovador nem nada, mas funciona.

Aliás, há sim um movimento um tanto incomum entre as habilidades do cavaleiro: se apontar a espada para baixo enquanto pula poderá quicar sobre inimigos e até mesmo sobre espinhos. Como o jogo nunca explica isso, fica por conta da perspicácia de cada um perceber que é possível. Eu mesmo só reparei ao me deparar com cogumelos que tem a função de molas, mas que não quicam o herói alto o bastante se não forem golpeados.

Há também um sistema de amuletos que alteram os atributos do herói quando equipados. A principio começamos com apenas 3 espaços e os amuletos bons já requerem 2, então acaba levando algum tempo para aproveitar combinações que permitem estratégias diferentes ao encarar os chefes. Felizmente, o amuleto que faz a barra de magia encher mais rápido e o que aumenta o alcance da espada podem ser obtidos desde cedo e são úteis durante todo o jogo.

A exploração do jogo é bem intrincada, com várias formas de avançar até o final. E há uma boa variedade de inimigos e seções de platforming. Embora possa parecer confuso às vezes, sempre há algo a fazer e mesmo os caminhos que terminam num beco sem saída rendem um upgrade ou um amuleto novo. Checkpoints e salas de transporte rápido são representados por bancos de praça e pontos de taxis-besouros-rinocerontes. Algo útil é que há várias placas indicando a direção dos bancos e pontos de transporte mais próximos.

Um detalhe chato é o complicado sistema de mapeamento. Você deve encontrar um cartógrafo escondido em cada área e comprar dele um rascunho do mapa local. Daí você deve comprar uma pena e tinta na loja da esposa dele para poder preencher o resto de cada mapa, mas isso só acontece quando o herói senta num checkpoint. Até o ícone que mostra sua localização atual é um amuleto que deve ser equipado, mas pelo menos cada sala é distinta o bastante para se localizar facilmente mesmo sem ele.

Como popularizado em Demon’s Souls e presente desde antes dos tempos de Diablo, ao morrer você perderá uma parte da barra de magia e todo o seu dinheiro. Para recuperar tudo, é preciso voltar ao local em que foi abatido e absorver o espirito do protagonista. Uma colher de chá dada pelo jogo é que é há um serviço que invoca o espírito de onde quer que ele esteja em troca de um item razoavelmente fácil de achar.

O maior defeito de Hollow Knight no momento é que ele sofre de graves problemas de desempenho – e não só no meu notebook com 4 GB de RAM. Tudo bem que o jogo tenha gráficos cartunescos belos e detalhados, mas não há opções de compatibilidade e mesmo usuários com boas placas de vídeo tem reclamado que o jogo engasga e ignora comandos até quando não há nada demais acontecendo na tela. Eu mesmo só pude derrotar certos chefes porque o jogo bugou a ponto de me deixar invencível durante a luta.

Os desenvolvedores tem prometido otimizar melhor o jogo, mas mesmo os patches pós 1.0.0.8 não tem feito tanta diferença. Há quem diga que o problema é inerente a engine Unity. Hollow Knight é um dos melhores jogos indie recentes e um metroidvania de primeira, mas fica complicado recomendar o jogo se ele pode ser tão instável.

Hasslevania 2 é cancelado, mas com o beta lançado publicamente

7 de setembro de 2016 Deixe um comentário

hasslevania2
O Del Duio da DXF Games esteve desenvolvendo o Hasslevania 2: This Space for Rent desde 2007 mas depois de vários hiatos e projetos menores como o Just a Cleric, trabalhar nele acabou ficando problemático demais. Então fui avisado recentemente (eu era um dos beta testers) que o jogo está cancelado. O bom é que o beta atual do jogo foi lançado como freeware/donationware, então dá pra conferir como ele estava ficando.

O jogo é um metroidvania composto por três planetas (só as áreas finais não ficaram prontas) e os asteroides ao redor, que são acessados ao navegar com uma nave no espaço. Há um punhado de armas com funções específicas e meios de melhorar os atributos do protagonista, Rovert.

Gameplay de Hasslevania 2

25 de maio de 2014 Deixe um comentário


O Hasslevania 2: This Space For Rent do Del Duio ficou num hiato enquanto ele desenvolveu o Equin: The Lantern e o Weebish Mines, mas há algumas semanas ele retomou o projeto (que deve estar uns 2/3 pronto) e hoje mostrou nesse gameplay acima um pouco da WTF Zone, uma expansão de uma sala secreta que existia no primeiro jogo.