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Posts Tagged ‘Indie as Hell’

Brasonic e a volta dos que não foram!

28 de março de 2019 Deixe um comentário


Lá em idos de 2004, quando os fangames de Sonic ainda eram gambiarras primitivas e horrorosas cheias da ingenuidade e imaginação de seus autores, houve um especialmente inusitado que trazia o personagem para o contexto dos jogadores Brasileiros.

Um Sonic nacional que fala a nossa língua e combate a corrupção política… Esse foi o Brasonic do Bruno Campestrini e Silva, um jogo toscão mas sincero onde os anéis eram moedas, os inimigos eram bandidos e o chefe final era o Lula. Tematicamente, Brasonic pode até ser considerado um predecessor do infâme Mineirinho Ultra Adventures, cujo lançamento original foi em 2010.

Havia um projeto de continuação bem mais elaborado onde podiamos jogar com versões tupiniquins do Tails e do Knuckles. O Brasonic podia dar Divekick Losango Aberto Invertido e arremessar suas sandálias Havaianas, as legitimas; e o “Pelotails” andava de quatro como faria a Milla anos depois no Freedom Planet. Tinha na demo de 2009 uma fase situada no Orkut! Só que depois de um tempo o cara sumiu pra tocar a vida pra frente e não tivemos mais notícias por até este ano. Acontece. Quem sou eu pra julgar?

Bom, ontem meus olhos saltaram das órbitas quando vi nas minhas notificações do Twitter um like do perfil do Brasonic. O Bruno montou um site e disponibilizou muitas informações, imagens e vídeos dos dois fangames. Há até demos inéditas do Brasonic 2 e o anúncio de um remake do primeiro jogo chamado Brasonic20XX.

mas quem sou eu pra julgar

Brasonic 20XX mostrará a luta entre Brasonic e o nefasto deputado Ivo Corruptnik. O site promete recriações das fases e chefes do original, estágios especiais em 3D e um modo multiplayer offline para 4 jogadores. Vamos ver se agora vai.

Links:
Site da série
Perfil do autor no Twitter

Cobertura da SAGE 2016, parte 2

16 de outubro de 2016 1 comentário

sage2016logo
(Post anterior)

Bora jogar mais joguinhos dos fãs do ouriço azulão porque o povo não se cansa de querer dar o toque pessoal a ele nem com o Mania vindo no ano que vem.

Emerald Ties
Autor: Emerald Team
Conteúdo: 3 fases com 1 ato cada
emeraldties
Emerald Ties é mais um projeto das antigas que voltou da tumba em prol da nossa diversão, ainda que sem gravatas ou destinos cruzados. Se o Tails tiver algo a ver com isso eu vou bater nele.

Ninguém entendeu o parágrafo anterior, mas enfim, o pessoal do Emerald Ties fez um bom trabalho com as três fases apresentadas nesta demonstração. As duas primeiras são velhas conhecidas de quem acompanha a cena, enquanto a terceira, que se passa num vulcão, é inédita e passa uma boa ideia do que está por vir. O jogo tem um estilo gráfico bonito e único, inclusive com sprites personalizados para o Sonic.

Sonic Generations: The Lost Zones
Autor: Justin
Conteúdo: Três fases de um ato cada
generationslostzones
Sonic Generations foi um jogo que recriou com visuais modernos diversas fases clássicas do personagem e que inexplicavelmente desperdiçou a oportunidade de lucrar em cima de dlcs com outras fases mais desejadas pelos fãs. Ainda por cima, a versão de 3DS tinha nada da história do Sonic em seus primeiros spinoffs portáteis. Se isso também te chateou, fica aqui este fangame com jogabilidade baseada no Sonic 1 do Master System que procura trazer uma coleção das fases do Sonic 1 e 2 8-bits, Chaos, Triple Trouble e até o Labyrinth. O jogo é bacaninha, mas me enche o saco ver que as três fases na demo são a Green Hill, a Sky High E a Green Hills. Três versões da manjada Green Hill em sequência! Já não basta o Generations também ter sido só florestas e cidades?

Bingo The Multiva
Autor: Darian Gonzalez
Conteúdo: ?
O Bingo The Multiva é um jogo cuja jogabilidade é baseada em Sonic mas que também traz um elenco e ambientação original. Tá, tá, o carinha parece um chao mascote de campanha de conscientização sobre água, mas enfim, o projeto parece ter melhorado um bocado desde a última vez que o vi. Eu queira meeesmo jogar, mas, hmm…
bingo1
bingo2
Não vai funcionar aqui, não. O curioso é que eu tive esse mesmo grave problema com um certo jogo que tentei comprar há alguns meses. Vai ver é o software em que o Bingo foi criado que não combina com o meu hardware. Ainda assim, o jogo parece bem bolado e deve valer uma jogada.

Abaixo, uma fotinha do jogo como apresentada em sua página:
bingo_05

Sonic Worlds Delta 1.5.2
Autor: Techokami e Grande Elenco
Conteúdo: Engine baseada nos Sonics de Mega Drive.
A Sonic Worlds é uma engine que imita com fidelidade a jogabilidade do Sonic nos tempos do Mega Drive e que pode ser usada com certa praticidade por quem usa os game makers Multimedia Fusion 2 ou seu sucessor Clickteam Fusion 2.5. Ela é bem útil não só para fangames do Sonic como também para qualquer jogo de ação que lhe dê na telha, embora eu nunca tenha visto um jogo nela que descartasse a física característica da série. Além disso a engine serve de referência em como adicionar suporte a controles e um sistema de música e efeitos sonoros mais polido nos makers da Clickteam.

Simple Sonic Worlds
Autor: LakeFeperd
Conteúdo: Engine baseada nos Sonics de Mega Drive.
Há alguns dias me pediram informação sobre como usar a Sonic Worlds mas não pude ajudar porque o cara tinha apenas a versão freeware do Clickteam Fusion, que bloqueia os plugins necessários para que a engine funcione. Por coincidência (ou não), o desenvolvedor do Sonic After The Sequel e do Spark The Electric Jester, LakeFeperd, lançou uma versão simples da Worlds Delta 1.5.1 que traz o essencial e funciona no CF2.5 freeware.

Cobertura da SAGE 2016

15 de outubro de 2016 1 comentário

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A SAGE 2016 começou hoje e vai durar até o próximo sábado. Tem um total de 57 projetos participando da exposição, entre fangames, romhacks e engines. Demos e completos. Vou ver se jogo o máximo que eu puder deles para escrever comentários aqui.

Tem também mais uma edição da competição RAGE, em que o melhor pior jogo enviado receberá um cartão presente para ser usado na Amazon.

O design atual do site é um dos mais bonitos em sua história… apesar do menu inexplicavelmente comprimido pela barra no fundo. O chato é que vários participantes, incluindo eu, não mandaram screenshots de seus jogos por não saberem como as estandes seriam e porque isso não foi especificado na lista de regras do site. Opa.

Dash Cats
Autor: root
Conteúdo: Uma fase, 2 atos
dashcats
Um jogo colorido e bem bonitinho com um personagem original. A jogabilidade é como jogar com a Carol no Freedom Planet, com direito a poder escalar paredes e dar arrancada. Nota-se uma falta de quaisquer items de cura mas dá pra chegar ao final da demo sem problemas. Também acho necessário alguma coisa que dê um toque único e especial ao personagem – e não vale também copiar a motocicleta, heim.

Sonic Neo Genesis
Autor: Felik
Conteúdo: Duas fases, dois atos
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Fangame do cara do Sonic Fusion, cujo modo online ainda deixa saudades. Tem uma fase nova completa desde a última demo, com tema de cidade e casino. Fiquei impressionado com a quantidade e criatividade dos diversos objetos interativos que aparecem durante a aventura, como os badniks besouro-rinoceronte que arremessam o Sonic para o alto ou os vários puzzles de pinball na fase de casino. Curiosamente, o Sonic começa com a maioria de seus movimentos travados. É preciso coletar os emblemas escondidos nas fases para habilitá-los.

Sonic: Haven Home World
Autor: DarkVampireDee
Conteúdo: Uma fase, um ato
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Lembram de como havia uma estátua de mulher escondida na Wacky Workbench do Sonic CD? Me parece que a proposta deste jogo é bolar uma história legal sobre o mundo de onde ela deve ter vindo. O jogo tem um ato só, debaixo d’água, linear, comprido e CHEIO de inimigos. Há rotas por cima mas se acabar mergulhando vai ter que aguentar até o final da fase.

Eu diria que dá pra lidar com a bicharada numa boa e até passei por tudo sem morrer, mas há sim algumas pegadinhas cretinas e a fase está mesmo lotada até demais pelos badniks. Imagino que o DVD vai ter que aguentar todo um pessoal choramingando com certa razão para a dificuldade ser reduzida. A propósito, o DVD revelou recentemente que o jogo terá um sistema de rotas que podem levar o Sonic até uma fase normal ou uma alternativa. É um bom conceito que remete ao Castlevania Dracula X: Rondo of Blood e que eu mesmo queria ter usado no Project Spikepig mas não tive a competência para fazer funcionar.

Sonic Boom and the Smash Crew
Autor: Metalsonic3
Conteúdo: WOMBO COMBO
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Este jogo é um clone de Smash Bros. com os personagens do desenho Sonic Boom desenhados de forma caricata. Se bem me lembro o jogo venceu a última RAGE, mas ele nem devia estar lá porque ele é, vejam só, um bom jogo. A jogabilidade é competente e tem vários personagens jogáveis e destraváveis, multiplayer e até um modo de desafios com dezenas de missões. É um joguinho de luta bem caprichado e você deveria jogá-lo, especialmente se tiver companhia.

Project Spikepig
Autor: Hm, quem será.
Conteúdo: 2 atos novos mais as 3 fases já vistas nas demos anteriores
spikepig
Bem, taí o Project Spikepig na SAGE pela segunda vez. Durante o ano eu montei duas zonas novas e recriei as duas fases originais. É uma boa sensação ver o quanto o jogo melhorou desde 2009 (sim, sim, lembrar que ele AINDA não está pronto, nem tanto. Mas se eu manter o ritmo…). Joguem aí e me passem feedback depois.

Sonic: Project Survival
Autor: The Blue Renegade, Team Survival
Conteúdo: Uma fase, três atos
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A demo do Project Survival dá uma sacudida na manjada fase de floresta com um bom level design e gimmicks interessantes como surfar em troncos pelos rios que rasgam a paisagem. Os cenários e animações também estão bem detalhados. Chega até a bater uma certa inveja aqui.

Pepsi in Sonic 1
Autor: Unlimited Trees
Conteúdo: Cebolinha Hackers
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Um romhack propositalmente tosco de Sonic 1 com uma latinha de Pepsi no lugar do Sonic.
Pepsi for Tv Game, Only my Choice
eu devia estar dormindo

(Próximo post)

Sonic XG Ressurge

23 de novembro de 2012 Deixe um comentário

Durante os anos 2000, Sonic XG, Retro Sonic e Sonic Nexus eram a elite fangamística que os fangueimers admiravam. Após diversos hiatos os três projetos se fundiram como Retro Sonic Nexus, o que também não deu certo conforme alguns dos autores foram se ocupar com outras coisas (O Taxman portou o Sonic CD com a Retro Engine, lembram?). Após isso, bons jogos como Eggman Hates Furries, Sonic Classic, Axiom e o Before The Sequel trouxeram ânimo a cena fangueimística, porém sem ter como apagar a memória do RSN e o inevitável pensamento de que “gostaria que aquilo tivesse dado certo”.

…De repente descubro que há dois meses o Joseph Waters postou um trailer novo do Sonic XG no Youtube:

Metade do projeto está pronto e ele está confiante que desta vez o jogo iniciado pelo Sir Euan será lançado.

Eu me sinto estupidamente feliz.

(Review – NES) Streemerz

13 de outubro de 2012 Deixe um comentário

Em 1991 um ser viu seu filho jogar um popular multicart piratex da Tailândia. Querendo fazer algo semelhante, deu luz a Action 52, um conjunto de 52 jogos absolutamente terríveis e mal acabados. Só o tema dos Cheetahmen presta. O cartucho custava 199 dólares, o que até que soa barato quando se percebe que 199/52 é 3,80 por jogo, mas já que todos eles são imensas porcarias…

Há dois anos o Arthur “Mr. Podunkian” Lee, criador de The Underside e Merry Gear, combinou com um pessoal para dar início a Action 52 OWNS, uma série de remakes dos jogos do Action 52, aproveitando todo o potencial de seus títulos e mecânicas. Até agora 23 projetos foram terminados e alguns são mesmo interessantes.

Um exemplo é o Streemerz do próprio Mr. Podunkian. O que era um jogo ruim sobre escalar plataformas com uma corda enquanto é ferido por inimigos inevitáveis e… sacos de dinheiro (sim, dinheiro é dumal nesse jogo) virou uma boa homenagem a Bionic Commando.

Depois de ser portado para flash com modos extras, ele foi portado para o NES pela Faux Game Company. Como as versões anteriores, a rom lançada neste mês é freeware, então vão baixar ela.

O jogo trata da jornada de Suberb Joe, um soldado do comando Streemerz (SUPERSTRENGTHEMERGENCYSQUAD-ZETA) que se opõe a Master Y, um Derek Yu semi-nu com bigode de Hitler (sim, ele perde a cabeça no final) que com a ajuda de seu comparsa Dr. Tary quer destruir a Terra com o tanque V6-15D (Referência a VVVVVV, jogo retrô criado por Terry Cavanagh que custa 15 dólares. Alguns acham que 15 é um valor alto demais para esse jogo e Streemerz faz questão de alfinetar muito isso).

Como podem ver, saber um pouco sobre Bionic Commando e o que esses indies maloqueiros que não se bicam andam aprontando é importante pra entender essas piadas internas, mas o enredo e os diálogos são engraçadinhos de qualquer forma.

Como o Nathan Spencer, o Suberb Joe não pula mas possui um gancho que ele atira na diagonal para grudar nas paredes e no teto e assim escalar as fases. Como isso é tudo que ele faz, a jogabilidade é bem mais simples do que a de Bionic Commando, sem deixar de exigir precisão. Checkpoints aparecem em quase todas as telas e as vidas são infinitas, mas não subestimem o posicionamento dos palhaços e das bolas do Master Y que causam grande frustração em certas áreas.

No segundo modo de jogo, “STREEEEEMERZ”, presente desde a versão flash, o protagonista é o Dr. Tary, cuja depressão lhe dá a habilidade de inverter sua gravidade tal como o Capitão Viridian faz em VVVVVV.

E eu sem poder nenhum?


O modo STREEEEEEMERZ começa com o mesmo level design do modo normal, mas logo surgem fases modificadas para aproveitar melhor a mecânica de gravidade. Extras assim é que fazem gastos de 15 dólares valerem a pena, não?

Também há uma fase extra com dificuldade elevada para ser terminada em menos de 5 minutos. E ao pegar todos os sacos de dinheiro no modo normal (o dinheiro não machuca como no original, mas vocês perderão muito tempo pegando eles pois são uns desgraçados como o Yu e o Terry e só se importam com isso), o jogo revela o código para jogar com o Master Y, que infelizmente não tem level design próprio. E sim, ele ainda perde a cabeça no final. E fica foreshadowando isso o tempo todo.

Em geral Streemerz é um ótimo jogo que apesar de curto tem bom potencial para speedrunning. Os inevitáveis 15 dólares de uma possível versão oficial em cartucho até que seriam um preço justo pros gringos. Gastar 30 reais aqui é que me parece um problema. =P

Expo SP Jam no SESC Santana

12 de outubro de 2012 Deixe um comentário


Por acaso a exposição de jogos indie brasileiros criados durante a SP Jam que ocorreu em Agosto está acontecendo no SESC Santana. Fui lá há três dias (9/10) para ver as novidades.

A exposição se encontra na “lan-house” do local. Há uma estante com diversos jogos de cartas e tabuleiros com temáticas incomuns (onde eu compro o baralho de jogo de luta?) e ao lado disso um punhado de cartuchos de Atari com artworks bacanudas nas labels. Também havia um arcade ao lado, mas estava desligado.

Apenas dois computadores estavam disponíveis pra jogar. Como o lugar estava quase vazio, só tive que aguardar uns 10 minutos pras crianças me passarem a vez. Há 17 jogos para ser escolhidos no menu. Alguns deles, como Baddies Beat, precisam de browser pra funcionar… e realmente não funcionavam. Outro caso estranho foi HMS Lemuria, que não cabia na tela. E sim, esses problemas ocorriam nos dois computadores.

A falta de instruções também atrapalhou. Dungeon Looters parecia legal, mas pediu para dois jogadores apertarem Start ao mesmo tempo e eu não tive idéia de como fazer aquilo. Este jogo, como outros na lista, deve ter sido feito para ser jogado com joystick, mas não havia nenhum.

A seguir um pouco sobre 3 jogos que joguei:

Paper Wars, um jogo de plataforma e tiro sobre stickmen num mundo de papel, estava divertido mas o mapeamento dos controles no teclado me deixou desorientado e eu acabei desistindo.

Breu é um jogo único em que o personagem tem de encontrar a saída do calabouço em que se encontra. Digo que é único pois a partir da segunda fase não se vê nada na tela. A intenção é que um segundo jogador, possuidor do livrinho com os mapas de cada fase, guie o primeiro através dos sons de madeira, ossos ou água que ele ouve enquanto anda.

Por fim, Woopa é um jogo de plataforma em que personagens de forma semelhante ao Lolo, o Mettaur e o Kirby, porém com cara de velhos, devem soltar prisioneiros e trabalhar em equipe para ao menos um chegar no final da fase. A maioria deles são abandonados ao serem usados como plataforma para passar por barreiras altas ou buracos com espinhos. A build do jogo tinha só duas fases, mas um bug perto do fim que joga os personagens pro céu me enrolou por várias tentativas. O jogo foi divertido e sua música repetitiva, porém legalzinha e memorável.

Enfim, tem Jogos Indies Brasileiros em Santana. Vão testá-los também se puderem, antes da exposição acaber em 28/10.