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(Review – Game Boy) Lucle

18 de setembro de 2017 1 comentário

Mais parece “Lucio”.


Lucle é um jogo de Game Boy com um conceito curioso que mistura plataforma, quebra-cabeça e corrida contra o tempo: o jogador controla uma espaçonave que consiste em dois discos conectados por um cabo. Um fica preso ao chão enquanto o outro gira ao seu redor. Alternando entre eles e controlando a velocidade, fazemos a nave “engatinhar” até a saída de cada fase antes do tempo acabar.

O jogo tem um total de 30 fases divididas em 6 grupos de 5. Não há inimigos, mas cada fase traz obstáculos como gelo, elevadores e pontes. Às vezes também é preciso manobrar a nave por locais estreitos, buracos e caminhos próximos a barrancos. O gelo, como é de se esperar num video game, deve ser tratado com cuidado especial, pois quanto mais rápida a rotação da nave, mais descontrolada ela fica sobre o gelo.

Algumas fases são labirintos, mas há um item que indica a direção para a saída e outro que dá mais tempo. Algo que muito se vê durante a aventura são dois items perigosos que forçam a velocidade de rotação da nave para o máximo ou o mínimo. E há também as bombas, ah, as bombas…

Se acabar apertando A enquanto o disco está em pleno ar a nave capota e vários segundos são desperdiçados enquanto ela volta, mas se bater numa bomba a nave explode e a fase é reiniciada com o tempo que restava até então! Se isso acontece até vale mais a pena recarregar o save. Ah, o jogo só salva a cada cinco fases, tornando necessário jogar cada fase seriamente para acumular tempo extra.

O jogo tem uma historinha nonsense em que o herói se aproxima de alienígenas gigantes que ficam completamente perplexos diante da bizarra nave dele. O “peor” é o final, onde a nave volta a nave-mãe e o que sai da cabine não é o piloto visto na abertura, mas sim uma mão enorme acenando para a tela. Ok, pessoal da Vic Tokai. Ok.

Algo engraçado é que na época que conheci Lucle eu vergonhosamente não saquei como controlar a velocidade da rotação da nave e pensava que a barra de velocidade no canto da tela era de energia. Anos depois eu me lembrei do jogo e tentei procurá-lo mas tive que varrer as listas de roms de Game Boy por não lembrar o nome. Por que o jogo é chamado “Lucle”, afinal? O nome parece significar nada, apesar de uma pesquisa rápida no Google revelar empresas e um autor de visual novels com o mesmo nome. Daí eu fui ver como se escreve “Lucle” em japonês e deu “rukuru“, então suponho que o título seja algum trocadilho sobre giro que se perdeu na tradução.

O jogo estava no universo de A Família Addams o tempo todo?!


Poxa, deu vontade de jogar Kuru Kuru Kururin agora. Enfim, apesar de ser um jogo pouco comentado, Lucle é criativo e divertido. E eu pensando que a Vic Tokai era só clone do Sonic e do Mega Man

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(Review – Game Boy) Mario’s Picross

2 de setembro de 2017 2 comentários


Enquanto eu aguardava o lançamento atrasado do Sonic Mania, eu me distraia com a antiga concorrência dele neste Mario’s Picross, um jogo de quebra-cabeça do Game Boy que na verdade tem quase nada a ver com o Mario. É um jogo de nonogramas, que são vendidos nas revistas brasileiras da Coquetel como “Logic Pix”. Temos grades de 5×5 até 15×15 quadrinhos e os números ao lado de cada linha ou coluna indicam a quantidade de quadrinhos seguidos que devem ser marcados, sendo que dois ou mais números indicam espaços vazios entre eles. Comparando essas informações com cuidado um figura é formada na grade e isso vai se repetindo por 192 fases.

Temos meia hora para completar cada figura, mas cometer erros dá uma penalidade de 2 a 8 minutos. O bom é que ao mesmo tempo o jogo acaba revelando que não há mesmo nada ali e isso pode ser útil nas figuras mais complicadas. Dá pra errar umas quatro vezes antes do Mario fazer cara de decepcionado. O jogo também dá a escolha de começar com uma linha e uma coluna já resolvidas por meio de uma roleta, mas aí ele marca o resultado final com um H de “Hint” e ninguém quer isso. O jogo também grava o número de tentativas que nós levamos para resolver cada figura e o recorde inicial, para assim eternizar nossas vergonhas.

Besouro-rinoceronte e Besouro Lucano não poderiam faltar num jogo japonês de figuras.


Depois de resolver todos os quebra-cabeças, o jogo libera um modo onde devemos resolver um 15×15 aleatório que deve ser resolvido na marra, sem nenhuma dica. Mas aí também dá pra pra resetar o modo até sair uma figura razoavelmente fácil com linhas vazias ou com um número alto de quadrinhos de uma vez. O jogo não tem historinha ou finalzinho celebratório nem nada e o Mario é só enfeite mesmo.

Parece que na época o Mario’s Picross não fez sucesso no ocidente porque os americanos não tinham gosto para quebra-cabeças e não conseguiam enxergar direito pela telinha sem iluminação do Game Boy. Por isso todas as versões seguintes do jogo ficaram exclusivas do Japão até o Nintendo DS ser lançado. É um bom puzzle para se passar o tempo com um emulador do Game Boy Color no celular (apesar dos controles sensíveis), e se o meu velho Game Boy Advance SP não tivesse dado curto e rachado a tela por dentro anos atrás seria até bom eu ter este jogo em cartucho.

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GameBoy JAM, de 5/7 a 14/7

6 de julho de 2013 Deixe um comentário

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Chase Dikema, Mo Broots e Jussi Simpanen começaram hoje a GBJAM para reunir pessoas que devem criar jogos dentro do tema Game Boy antes do dia 14 deste mês. As regras apenas requerem que o jogo seja fiel ao GB, com 4 cores e 160×144 de resolução.

Quem quiser acompanhar ou participar, visite o site deles.