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Posts Tagged ‘Game Boy’

(Review – Game Boy) Tobu Tobu Girl

5 de dezembro de 2017 6 comentários


Tobu Tobu Girl é um pequeno jogo de Game Boy lançado pela Tangram Games no começo deste mês, com lançamento físico limitado e tudo. 75 cartuchos acompanhados de caixinha e um manual ilustrado foram disponibilizados no lançamento por 35 euros, mas a rom do jogo é gratuita e pode ser baixada neste site. O código-fonte do jogo também está disponível, enquanto que a trilha sonora tá por 4 dólares.

Na breve abertura do jogo, uma menina passeia com seu gato amarrado num balão de hélio até que tropeça e o bichano sai voando até a estratosfera. Cabe a menina usar seus poderes saltitantes para quicar em cima de inimigos até alcançar o gato em 3 fases de pura adrenalina. Tobu Tobu Girl é vagamente comparável ao Doodle Jump que foi popular em smartphones… e que era bem parecido com o Sonic Jump lançado 4 anos antes. Qual a origem desse tipo de jogo, afinal? Icy Tower?

Mas enfim, o diferencial é que a menina tem duas habilidades: o botão A faz ela sair voando rápido para cima e gasta a barrinha no canto da tela. Ela também pode dar três arrancadas em qualquer direção com o botão B. Enquanto pisar num inimigo restaura o limite de arrancadas, esmagá-lo com uma arrancada para baixo dá pontos extras e restaura parte do medidor de voo. São controles simples, mas na prática pode ser difícil pegar o jeito e chegar ao fim de cada fase com uma boa pontuação.

Tobu Tobu Girl termina na terceira fase, mas há também uma fase bônus que é mais longa e difícil. As pontuações são gravadas numa tabela e pode-se perseguir um nota alta em cada fase para incrementar o fator replay do jogo. Com a jogabilidade interessante e um conjunto de gráficos e músicas bem caprichados para algo deste escopo, é certamente um bom passatempo. Fica aqui o link da rom para quem quiser jogar em emulador ou tem cartucho flash pra usar num Game Boy de verdade.
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(Review – Game Boy) Lucle

18 de setembro de 2017 2 comentários

Mais parece “Lucio”.


Lucle é um jogo de Game Boy com um conceito curioso que mistura plataforma, quebra-cabeça e corrida contra o tempo: o jogador controla uma espaçonave que consiste em dois discos conectados por um cabo. Um fica preso ao chão enquanto o outro gira ao seu redor. Alternando entre eles e controlando a velocidade, fazemos a nave “engatinhar” até a saída de cada fase antes do tempo acabar.

O jogo tem um total de 30 fases divididas em 6 grupos de 5. Não há inimigos, mas cada fase traz obstáculos como gelo, elevadores e pontes. Às vezes também é preciso manobrar a nave por locais estreitos, buracos e caminhos próximos a barrancos. O gelo, como é de se esperar num video game, deve ser tratado com cuidado especial, pois quanto mais rápida a rotação da nave, mais descontrolada ela fica sobre o gelo.

Algumas fases são labirintos, mas há um item que indica a direção para a saída e outro que dá mais tempo. Algo que muito se vê durante a aventura são dois items perigosos que forçam a velocidade de rotação da nave para o máximo ou o mínimo. E há também as bombas, ah, as bombas…

Se acabar apertando A enquanto o disco está em pleno ar a nave capota e vários segundos são desperdiçados enquanto ela volta, mas se bater numa bomba a nave explode e a fase é reiniciada com o tempo que restava até então! Se isso acontece até vale mais a pena recarregar o save. Ah, o jogo só salva a cada cinco fases, tornando necessário jogar cada fase seriamente para acumular tempo extra.

O jogo tem uma historinha nonsense em que o herói se aproxima de alienígenas gigantes que ficam completamente perplexos diante da bizarra nave dele. O “peor” é o final, onde a nave volta a nave-mãe e o que sai da cabine não é o piloto visto na abertura, mas sim uma mão enorme acenando para a tela. Ok, pessoal da Vic Tokai. Ok.

Algo engraçado é que na época que conheci Lucle eu vergonhosamente não saquei como controlar a velocidade da rotação da nave e pensava que a barra de velocidade no canto da tela era de energia. Anos depois eu me lembrei do jogo e tentei procurá-lo mas tive que varrer as listas de roms de Game Boy por não lembrar o nome. Por que o jogo é chamado “Lucle”, afinal? O nome parece significar nada, apesar de uma pesquisa rápida no Google revelar empresas e um autor de visual novels com o mesmo nome. Daí eu fui ver como se escreve “Lucle” em japonês e deu “rukuru“, então suponho que o título seja algum trocadilho sobre giro que se perdeu na tradução.

O jogo estava no universo de A Família Addams o tempo todo?!


Poxa, deu vontade de jogar Kuru Kuru Kururin agora. Enfim, apesar de ser um jogo pouco comentado, Lucle é criativo e divertido. E eu pensando que a Vic Tokai era só clone do Sonic e do Mega Man

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(Review – Game Boy) Mario’s Picross

2 de setembro de 2017 2 comentários


Enquanto eu aguardava o lançamento atrasado do Sonic Mania, eu me distraia com a antiga concorrência dele neste Mario’s Picross, um jogo de quebra-cabeça do Game Boy que na verdade tem quase nada a ver com o Mario. É um jogo de nonogramas, que são vendidos nas revistas brasileiras da Coquetel como “Logic Pix”. Temos grades de 5×5 até 15×15 quadrinhos e os números ao lado de cada linha ou coluna indicam a quantidade de quadrinhos seguidos que devem ser marcados, sendo que dois ou mais números indicam espaços vazios entre eles. Comparando essas informações com cuidado um figura é formada na grade e isso vai se repetindo por 192 fases.

Temos meia hora para completar cada figura, mas cometer erros dá uma penalidade de 2 a 8 minutos. O bom é que ao mesmo tempo o jogo acaba revelando que não há mesmo nada ali e isso pode ser útil nas figuras mais complicadas. Dá pra errar umas quatro vezes antes do Mario fazer cara de decepcionado. O jogo também dá a escolha de começar com uma linha e uma coluna já resolvidas por meio de uma roleta, mas aí ele marca o resultado final com um H de “Hint” e ninguém quer isso. O jogo também grava o número de tentativas que nós levamos para resolver cada figura e o recorde inicial, para assim eternizar nossas vergonhas.

Besouro-rinoceronte e Besouro Lucano não poderiam faltar num jogo japonês de figuras.


Depois de resolver todos os quebra-cabeças, o jogo libera um modo onde devemos resolver um 15×15 aleatório que deve ser resolvido na marra, sem nenhuma dica. Mas aí também dá pra pra resetar o modo até sair uma figura razoavelmente fácil com linhas vazias ou com um número alto de quadrinhos de uma vez. O jogo não tem historinha ou finalzinho celebratório nem nada e o Mario é só enfeite mesmo.

Parece que na época o Mario’s Picross não fez sucesso no ocidente porque os americanos não tinham gosto para quebra-cabeças e não conseguiam enxergar direito pela telinha sem iluminação do Game Boy. Por isso todas as versões seguintes do jogo ficaram exclusivas do Japão até o Nintendo DS ser lançado. É um bom puzzle para se passar o tempo com um emulador do Game Boy Color no celular (apesar dos controles sensíveis), e se o meu velho Game Boy Advance SP não tivesse dado curto e rachado a tela por dentro anos atrás seria até bom eu ter este jogo em cartucho.

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GameBoy JAM, de 5/7 a 14/7

6 de julho de 2013 Deixe um comentário

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Chase Dikema, Mo Broots e Jussi Simpanen começaram hoje a GBJAM para reunir pessoas que devem criar jogos dentro do tema Game Boy antes do dia 14 deste mês. As regras apenas requerem que o jogo seja fiel ao GB, com 4 cores e 160×144 de resolução.

Quem quiser acompanhar ou participar, visite o site deles.