Inicial > Games, Reviews > (Review – Mega Drive) Mad Stalker: Full Metal Forth

(Review – Mega Drive) Mad Stalker: Full Metal Forth


Mad Stalker: Full Metal Forth, ou “Full Metal Force” em algumas versões, é um jogo de pancadaria com robôs gigantes que foi lançado originalmente em 1994 para o Sharp X68000 pela Fill-in-Cafe exclusivamente no Japão. O jogo teve ports para o FM Towns e o PC Engine, além de um remake para PSX que é considerado meia tigela pelos fãs. Neste ano foi encontrado o protótipo de uma versão cancelada para o Mega Drive e ele foi completado com a supervisão do programador original Masatoshi Imaizumi. Foi a publisher indie Columbus Circle que publicou o cartucho no Setembro passado.

Na historinha do jogo, que era mais elaborada com cutscenes e mais dois protagonistas na versão PC Engine, é descoberto um pelotão de robôs gigantes que estavam dentro duma espaçonave desde uma guerra do passado. Eles são todos apropriados pelo governo, fora as máquinas Hound Dog e Rising Dog que ficam por conta da polícia. Eis que Omega, a I.A. da misteriosa espaçonave, desperta e manda os robôs tocarem o caos na humanidade. Convenientemente, o Hound Dog acaba sobrando para o uso dos policiais e aí começa a aventura.

A jogabilidade é de um típico jogo de luta mano-a-mano, o que é algo até que surpreendentemente raro em jogos de ação ou beat ‘em up com progressão por fases. Só porque o jogo do Sub-Zero não era lá essas coisas não quer dizer que seja uma ideia impossível, e controlar o Hound espancando robôs é uma experiência gostosa já nos primeiros minutos de jogatina.

Temos a disposição dois botões de ataque e a seta pra cima para pular, com direito a pulo duplo pra alcançar inimigos voadores. Frente, Frente+Ataque dá uma corrida com a espada; Baixo, Frente+Ataque dispara um Hadouken de canhão e Baixo, Baixo+Ataque solta um Shoryuken. Os inimigos bloqueiam ataques? Ora bolas, segurar os dois botões de ataque fazem o Hound bloquear também. Por fim, é possível arremessar inimigos com Frente+Ataque tanto no chão quanto no ar.

O comando mais complexo é alternar entre a investida de espada e o bloqueio, o que faz o Hound correr ininterruptamente e com invencibilidade contra ataques que não sejam o arremesso. Se entrar no modo Versus e deixar a CPU com ele, ela só fica nisso.

Há um total de seis fases e um punhado de tipos diferentes de inimigos mais os manjados recolors deles para indicar características diferentes. Os inimigos tendem a vir em pares, alguns pequenos, outros que voam e dão tiro, e são todos muito agressivos. Se não pressionar eles de volta é game over na certa, mas como os continues são infinitos e os checkpoints geralmente estão bem espaçados não há muito do que reclamar.

Após o robô quadrupede que vai atropelar vocês no canto no final da primeira fase causando dano infinito se não souberem bloquear e desviar dele, as outras fases tem chefes que são robôs humanoides com golpes que se equiparam e até superam os do Hound Dog. A CPU apela o máximo que pode com esses caras, reagindo quase sempre com o contragolpe apropriado para rasgar nossa barra de energia.

Entre um game over e outro, fui descobrindo as manhas dessas lutas, como usar voadoras e rasteiras no ritmo e espaço certo para causar dano. O canhão que é pouco útil nessas partes, pois todos os chefes ou pulam ou usam um especial que ignora ou atravessa os tiros dele.

O vilão Rising Dog aparece duas vezes durante o jogo, e no final volta turbinado depois de um boss rush contra versões fracas de todos os chefes anteriores. É uma boa luta contra um inimigo cujas habilidades são semelhantes aos do próprio protagonista, como sempre cai bem num jogo de ação assim.

Após derrotá-lo, o Hound escapa da explosão da base Omega e já rolam os créditos pois o final ligeiramente mais gratificante é só no port de PC Engine. Mesmo dando continue um monte de vezes eu só levei uma hora pra chegar no fim, mas apesar de curto o jogo valeu cada segundo. Até tentei chegar o mais longe possível numa vida só logo em seguida, e falhei na fase 5 contra os robôs que ficam rodopiando que nem o Blanka.

Eu mencionei o modo Versus antes. Nele é possível jogar com os chefes contra a CPU ou um segundo jogador como se fosse um jogo de luta em três rounds. As outras versões do jogo possuem códigos que destravam os chefes no modo história e os demais inimigos no Versus, mas ainda não encontrei o truque que serve na versão Mega Drive…

O port para Mega Drive perde pouco em comparação aos gráficos e sons do original, então podem ir surrupiar a rom pelo Google pra jogar também que é bom. Inclusive, dizem que Mad Stalker foi uma forte influência para os jogos da Treasure como o Yu Yu Hakusho: Sunset Fighters e o Guardian Heroes.

Categorias:Games, Reviews Tags:,
  1. 25 de dezembro de 2020 às 12:23 PM

    Seta para cima para pular só em jogos de luta tradicionais, tela a tela. Em jogos mais dinâmicos que temos que andar e seguir eu acho esquisito esta mecânica. Pelas imagens me pareceu ter apenas 1 personagem, o resto é troca de cores kkkkkk. Que coisa linda é essa. O jogo ficou parado e de repente, ele veio a ficar pronto! Muito legal isso.

  2. 15 de janeiro de 2021 às 5:26 PM

    Não conhecia o jogo, a versão original, quero dizer. Nem a de PS1.
    Legal que encontraram um protótipo do jogo. Que loucura não terem completado ele e lançado, fiquei com a sensação de que parecia faltar pouco, pros caras se darem o trabalho de programar o que ainda faltava. Ainda mais um jogo que parece ter uma boa qualidade. Mas enfim, a gente sabe que isso deve ser até meio corriqueiro em empresas de jogos, infelizmente. Daí fica aquela impressão de quanta coisa a gente deve estar perdendo de legal ao longos dos anos.
    Enfim, talvez eu experimente algum dia. Vou dar uma caçada na ROM.
    Sei que não tem nada a ver, mas se eu fosse julgar pelas imagens (olha aí a nostalgia batendo… haha), eu iria achar que era um jogo estilo ESWAT.
    Ótimo review!
    Valeu!

  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: