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(Review – GBC) Super Robot Pinball


Super Robot Pinball é um spinoff da série de estratégia tática Super Robot Wars lançado exclusivamente no Japão em 2001 para o Game Boy Color. Sei muito pouco sobre essa série de crossovers intergalácticos ou mesmo de animés clássicos de robôs gigantes em geral, mas de pinball eu gosto e por curiosidade peguei a rom pra experimentar e ver se tiro a poeira do blog com alguma coisa.

Cada partida começa com uma ceninha vistosa da bolinha-robô atravessando uma pista de lançamento. A princípio eu achei chato não poder puxar uma mola para lançar a bola, mas na verdade é possível dar mais potência a ela se apertar A no sinal verde, como se fosse Mario Kart.

Topo e fundo das duas mesas principais.


O jogo tem duas mesas principais, uma vermelha e outra azul, que possuem as mesmas mecânicas dispostas de forma ligeiramente diferente. A física da bolinha é confiável, mas os comandos de chacoalhar a mesa para os lados nem tanto, o que atrapalha quando é preciso mandar delicadamente a bola de um flipper a outro.

O objetivo inicial é destruir repetidamente o conjunto de rebatedores no topo da mesa. Após explodir alguns um chefe é invocado numa mesa separada, mas para enfrentá-lo precisamos adquirir nosso próprio robô gigante ao lançar a bola na rampa esquerda (“SCRAMBLE”). Há várias opções, cada um com atributos próprios.

Se marcar par no caça-niqueis, o resultado sempre será uma trinca mesmo que tenha errado um deles.


O personagem selecionado aparecerá de enfeite na mesa com sua música tema tocando, sendo que a Cruel Angel’s Thesis dos EVA-01 e 02 é sem dúvidas a mais chiclete. Neste estado, as rampas ganham novas funções que aumentam os atributos do personagem escolhido mas não vá esquecer de tacar a bola na rampa direita (“ENEMY”) antes do tempo acabar para ir enfrentar o monstrão da vez.

Na mesa dos chefes temos duas rampas, dois botões e os bichos trocando tapas no centro dela. A ideia aqui é fazer loopings na direita para alcançar o Ataque Nível 3 e então tacar a bola no chefe pra causar uns 50% de dano com direito a uma ceninha especial. A rampa esquerda enche um medidor que é ativado pelos botões entre as rampas, mas não sei ler as mensagens em kanji e não entendi os efeitos desses power-ups.

Se demorar demais o chefe atacará o nosso robô, o que é sinalizado por um medidor no fundo da mesa. Se der ruim, ainda dá pra deixar a bola cair e lançá-la na rampa HP da mesa principal para recuperar energia. Outra coisa curiosa é que somente nesta etapa deixar a bola parada num dos flippers cria uma aura de energia ao seu redor que causa dano razoável ao inimigo mesmo com Ataque Nível 1. Isso é que gasta o tal bônus de Hyper Ball indicado pelo “H” no topo da tela.

Todo esse processo deve ser repetido 5 vezes para iniciar um combate contra um chefão especial que é capaz de paralisar os flippers. Tenha certeza de deixá-los apontados para cima quando isso acontecer, pois se perder a bola aqui terá que derrotar outro chefe normal para reiniciar o evento, e o chefão terá a barra de energia cheia de novo. Por que raios a Hyper Ball não funciona aqui, afinal?

Após derrotar o chefão a partida tem continuidade na mesa azul que tem um par de flippers a mais no topo. O chefão desta mesa tem duas formas diferentes e ao derrotá-los a jogatina volta pra mesa vermelha sem final ou mensagem de parabéns nem nada, mas torna-se possível iniciar partidas exclusivamente em uma das duas mesas.

Além da busca por altíssimas pontuações outro fator que promove a rejogabilidade de Super Robot Pinball é que como o Pokémon Pinball lançado dois anos antes ele tem uma boa lista de personagens aleatórios para serem descobertos e anotados no menu de enciclopédia. Cada um tem uma descriçãozinha (em japonês, claro) e um submenu com suas animações de ataque.

Enfim, Super Robot Pinball é um ótimo simulador de “pino-bola” cujo ciclo de objetivos é bem frenético conforme aprendemos a jogá-lo sem cometer muitos erros. Ele pode render um viciante passa-tempo, e eu sei porque já tive o Pokémon Pinball de GBA em cartucho e jogava exaustivamente aquele negócio!

  1. 18 de julho de 2019 às 11:47 AM

    Não conheço muita coisa de animés e mangás de robô gigante, na verdade conheço pouco sobre as mídias no geral. Nem entendo japonês. Então acabou passando batido por mim este jogo, muito embora muita coisa tenha passado batida no GBA! rs
    Pelo seu post parece um jogo bem divertido, um pinball com objetivos. Tem cara de jogo de portátil. Só me entristeceu um pouco o lance de não haver um final de fato, mas ainda assim pareceu interessante.
    E a música do Evangelion já tá na minha cabeça, obrigado por isso! kkkkkkkkkkkkkkk
    Muito bom o post!

    • 4 de agosto de 2019 às 11:07 AM

      Eu até olhei uma partida no Youtube que dá duas voltas no jogo e não tem final mesmo.
      Obrigado por comentar.

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