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SAGE 2018 no ar

28 de agosto de 2018 1 comentário


…há dois três dias, mas depois que eu mandei um protótipo do Cosmic Boll pra lá eu fiquei sem internet pelo resto do fim de semana. E mal consigo baixar alguma coisa mesmo assim, então num vai dar pra cobrir direito o evento, não.

O jogo que mais deu o que falar na exposição é um remake do Sonic Chaos nos moldes de Sonic Mania. O Sonic Chaos era um jogo fora do comum, com fases curtas onde o objetivo era explorar e juntar 100 anéis para acessar as Fases Especiais, e não apenas correr até a placa de chegada. Este remake joga isso pela janela e traz um level design mais convencional e veloz. Pelo que vi em videos, o ato 2 tem um mapa bem no estilo Chaotix: vertical, serpentino e um tanto confuso. Se não prestar atenção, dá pra correr em círculos sem saber onde ir. A engine do jogo, com o nominho de Crimson Engine, foi criada pelos próprios desenvolvedores e parece convincente. No geral o remake está sendo feito com esmero e parece sim bem promissor.

Outro jogo que estou tentando baixar sem sucesso é o Kyle & Lucy: Wonderland, um trabalho do cara que tinha feito o fangame Sonic Zero. Tem visual bem bonito, dois gatinhos como protagonistas e algumas mecânicas interessantes como Spin Dash nas paredes.

Uma surpresa legal é o Dream Dasher, onde controlamos uma bolota roxa e rolamos por aí quicando nos bichos do mal com dashes aéreos. Quando resolvi trazer de volta o Bolinha eu não esperava ter concorrência na SAGE, mas até dois fangames de Kirby apareceram.

Entre outros projetos interessantes há uma nova demo dum fangame legal de Crash Bandicoot e um tal de Grand Dad Mania, baseado num bootleg de Flintstones do NES que virou piadinha viral há certo tempo.

(Review – GBA) Guru Logi Champ

9 de agosto de 2018 Deixe um comentário


Guru Logi Champ é um jogo de quebra-cabeça lançado em 2001 para o GBA pela Compile, que vocês devem conhecer pela série Puyo Puyo. Foi o penúltimo jogo produzido antes da falência deles em 2003 e por isso não lhe faltou capricho. Até pouco tempo foi um “Pecado Gamístico” meu nunca tê-lo terminado, e agora que isso está resolvido lhes deixo esta recomendação.

Como o jogo tá em japonês eu não entendi qual exatamente é a motivação do pato verde…


Acompanhamos as cômicas aventuras dos Champs, um passarinho com cara de espertalhão e outro mais acanhado que juntos manobram um canhão lança-blocos e salvam sua cidade dos ataques terroristas de um pássaro verde endiabrado. Cada um dos 12 conjuntos de fases mostra um incidente inusitado que os Campeões tentam resolver com uma ferramenta que adquirem em cada fase final. Geralmente acontece alguma trapalhada e as vítimas acabam se dando mal mesmo assim, mas tudo fica de boa no fim das contas, certo?

A história acaba em lágrimas.


O primeiro Resgate é só um aquecimento.


Mas enfim, a jogabilidade pode ser descrita como uma variação do clássico Sokoban. É preciso preencher todos os quadrinhos-alvos de um tabuleiro com os blocos disponíveis em cada fase, mas para isso devemos disparar cada bloco do fundo da tela e usar os obstáculos como apoio. Geralmente devemos girar o tabuleiro (guru/kuru = onomatopeia japonesa para girar) e ir colocando e removendo blocos até tudo ficar encaixado.

Um exemplo de fase com todos os tipos de obstáculos presentes. Será que a versão americana cancelada teria censurado o manji?


Conforme avançamos, temos de lidar também com blocos rebatedores que não servem como apoio, buracos que também só enchem o saco e blocos azuis que devem ser empurrados e que quicam os blocos normais um espaço atrás caso já estejam diante de uma parede. Não há limite de tempo, mas claro que as fases vão ficando cada vez mais complicadas. Eu demorei tanto pra terminar porque fui jogando esporadicamente e me chegava até a dar preguiça ver aquelas fases com os blocos de empurrar, que parecem sem pé nem cabeça à primeira vista. Teve até uma vez em que eu insisti numa fase e quando acabei ela, me dei conta que quase meia hora havia passado!

Felizmente pra quem não tem o Q.I. do Dr. Eggman, não é necessário desvendar tudo para destravar o final de cada conjunto de fases. 266 de 315 bastam para ver o final do décimo segundo e último conjunto. Porém, para destravar a última fase extra após o fim da história não tem jeito mesmo, tem que ter terminado todas as outras 334 na raça. Ainda não consegui isso (tô me segurando pra não ver um guia no Youtube), e parece que há um segredo interessante para ser destravado com essa conquista.

Vale notar que além da jogabilidade ser interessante por si só, Guru Logi Champ faz questão de esbanjar carisma em todos os sentidos. Fora a historinha que outros jogos do estilo nem achariam necessária, o jogo traz tanto nas cutscenes quanto na interface em geral gráficos finamente detalhados em estilo de desenho animado. A tela de resultados após passar de alguma fase é uma das mais gratificantes que já vi em qualquer jogo de tão energética que ela é. As poucas músicas também fazem bem o papel de nos manter relativamente relaxados enquanto resolvemos cada problema… embora os Champs incomodem rindo ou dando pulinhos quando ficam parados por mais de dois segundos.

O jogo nunca foi lançado fora do Japão mas se existiram tentativas de ports caseiros por aí (a maioria sumiu da rede) a a PopCap tem um clone chamado Pixelus, algum impacto os Champs devem ter feito. Dizem que houveram planos para uma versão americana, mas a tradução tava tão porca que acabaram cancelando. Houve também uma continuação lançada na DSiWare chamada Guruguru Logic e essa foi lançada na América com o título Snapdots. Ainda não cheguei a conhecê-la direito, mas parece que o enredo da continuação nada tem à ver com a patolândia do original.