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(Review – Game Boy) Mario’s Picross


Enquanto eu aguardava o lançamento atrasado do Sonic Mania, eu me distraia com a antiga concorrência dele neste Mario’s Picross, um jogo de quebra-cabeça do Game Boy que na verdade tem quase nada a ver com o Mario. É um jogo de nonogramas, que são vendidos nas revistas brasileiras da Coquetel como “Logic Pix”. Temos grades de 5×5 até 15×15 quadrinhos e os números ao lado de cada linha ou coluna indicam a quantidade de quadrinhos seguidos que devem ser marcados, sendo que dois ou mais números indicam espaços vazios entre eles. Comparando essas informações com cuidado um figura é formada na grade e isso vai se repetindo por 192 fases.

Temos meia hora para completar cada figura, mas cometer erros dá uma penalidade de 2 a 8 minutos. O bom é que ao mesmo tempo o jogo acaba revelando que não há mesmo nada ali e isso pode ser útil nas figuras mais complicadas. Dá pra errar umas quatro vezes antes do Mario fazer cara de decepcionado. O jogo também dá a escolha de começar com uma linha e uma coluna já resolvidas por meio de uma roleta, mas aí ele marca o resultado final com um H de “Hint” e ninguém quer isso. O jogo também grava o número de tentativas que nós levamos para resolver cada figura e o recorde inicial, para assim eternizar nossas vergonhas.

Besouro-rinoceronte e Besouro Lucano não poderiam faltar num jogo japonês de figuras.


Depois de resolver todos os quebra-cabeças, o jogo libera um modo onde devemos resolver um 15×15 aleatório que deve ser resolvido na marra, sem nenhuma dica. Mas aí também dá pra pra resetar o modo até sair uma figura razoavelmente fácil com linhas vazias ou com um número alto de quadrinhos de uma vez. O jogo não tem historinha ou finalzinho celebratório nem nada e o Mario é só enfeite mesmo.

Parece que na época o Mario’s Picross não fez sucesso no ocidente porque os americanos não tinham gosto para quebra-cabeças e não conseguiam enxergar direito pela telinha sem iluminação do Game Boy. Por isso todas as versões seguintes do jogo ficaram exclusivas do Japão até o Nintendo DS ser lançado. É um bom puzzle para se passar o tempo com um emulador do Game Boy Color no celular (apesar dos controles sensíveis), e se o meu velho Game Boy Advance SP não tivesse dado curto e rachado a tela por dentro anos atrás seria até bom eu ter este jogo em cartucho.

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  1. 2 de setembro de 2017 às 11:44 PM

    Muito legal, exceto pela parte do jogo salvar nossas tentativas kkkkkkkk. Mas acredito que o tamanho da tela foi o maior problema. Uma coisa é jogar com um personagem pequeno ou controlar um carrinho, outra é gerenciar quadradinhos dentro de um espaço pequeno e somado a isso o desafio do puzzle… inviável pra mim. ^_^ Não pelo jogo, mas pelas proporções.

    • 3 de setembro de 2017 às 7:03 AM

      A continuação pra Super Nintendo deve ser melhor nesse aspecto, mas aí acaba perdendo a portabilidade.

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