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(Review – PC) Equin: The Lantern


Equin: The Lantern é um RPG roguelike originalmente lançado em 2012 pelo desenvolvedor indie David “Del_Duio” Fillion da DXF Games. O jogo é parte de uma velha série de ação que o Del Duio vendia num site próprio, mas nunca os joguei e a lista sumiu de lá. No ano passado o jogo foi relançado através da Steam e tem recebido uma boa quantidade de melhorias desde então. Eu ajudei a testar o jogo desde a primeira versão e recebi uma cópia grátis por isso, mas novamente lhes asseguro que escrevo fundamentado na razão, pautado na lógica blá blá blah blah.

Roguelike é um gênero popular entre indies hoje em dia. Devo admitir que desconheço o tal Rogue original mas basicamente, se morrer tem que começar do zero e há diversos aspectos aleatórios. Porém, o level design neste RPG não é gerado proceduralmente. The Lantern escolhe entre mais de uma centena de mapas para cada uma das 50 fases que devem ser vencidas, sem repeteco, e aos objetos fixos de cada um é adicionado inimigos e mais objetos aleatórios. O bom disso é que é possível ir memorizando o level design de cada fase, mesmo as mais labirínticas, entre um game over e outro.

Zero vigor e cercado de inimigos. Sem itens para remediar isso, só resta tentar fugir!


Dá pra escolher entre 4 classes distintas: o Guerreiro é forte mas impreciso e apanha feio de magia; o Ladrão pode fugir de lutas e abrir baús travados com facilidade mas tem atributos medíocres; o Mago tem magias poderosas que nunca erram mas também pouco vigor e defesa e o Clérigo tem atributos equilibrados mas se recusa a fugir de lutas – se for encurralado por algo forte demais, já era. Cada um aprende duas habilidades extras quando alcançam os níveis 4 e 7 e exigem estratégias diferentes para chegar vivo ao andar 51.

O gameplay é basicamente um Dragon Quest I com inimigos pré-existentes, o que deve interessar seja lá quem for esse pessoal que de acordo com as estatísticas do blog tem passado aqui pesquisando sobre ele. Você anda pra lá e pra cá colecionando itens, procurando a escada para o próximo andar e entrando em lutinhas com interface de JRPG ao topar com inimigos. O diferencial é que o jogo gira em torno do atributo de vigor. A maioria das ações dentro e fora das lutas gastam vigor, e se isso chegar a zero… seus ataques são reduzidos a 1 de dano e não é possível usar qualquer outra ação, o que praticamente garante a derrota.

Inimigos que piscam azul são poderosos mini-chefes que valem bastante EXP e um baú.


É preciso sempre estar atento a isso e pensar se vale a pena usar ataques custosos ou enfrentar vários inimigos de uma vez. O vigor é recuperado de unidade em unidade após certa quantidade de passos, mas é demorado e tedioso quando é preciso depender disso. Também é capaz de aparecer um evento aleatório de clima gelado em que vigor não pode ser recuperado assim, ou o perigoso evento de bomba-relógio que nos força a completar o andar dentro de certa quantidade de passos.

A outra mecânica principal do jogo é a lanterna mágica do título. Após um certo número de turnos ela muda entre 5 cores em ordem fixa e aplica uma série de benefícios e penalidades que valem tanto para o jogador quanto aos inimigos. Quando a lanterna está roxa, por exemplo, os inimigos costumam ter a iniciativa mas itens com efeitos especiais jamais quebram quando usados. A cor azul aumenta o efeito dos items de cura, a amarela só serve pra zerar o medidor de combo e por aí vai. O jogo explica essas funções e outras coisas por meio de dicas aleatórias dadas nas guildas em que podemos curar o personagem, mas eu tenho tudo anotado num outro site (em inglês) caso alguém precise.

O Ceifador e o Fantasma são chefes que só aparecem em eventos raros. Valem umas conquistinhas na Steam.


Venci poucas partidas apesar de dezenas de tentativas, mas geralmente por erro meu mesmo ao usar mal items ou enfrentar coisas que não devia naquela hora. Diferentemente de jogos de ação anteriores do Del Duio como o Hasslevania em que os infames save points não curavam e era preciso um grinding desgraçado para recuperar energia e comprar items ou como o The Outlaw, The Drunk and The Whore podia ser impossível ou fácil demais dependendo da sorte de encontrar upgrades aleatórios, a dificuldade do Equin: The Lantern está dentro do que se espera de um roguelike. Mal há enredo e o final é uma droga, mas todas as mecânicas funcionam de forma bem satisfatória para um RPG retrô que custa só 6 pratas.

  1. 23 de junho de 2017 às 2:57 PM

    Parece bem interessante. Só tenho um receio de roguelike: essas coisas viciam muito! hahahahahaha!
    Daí eu vou ficar meses jogando e não vou trocar de jogo nunca. Mas vou colocar ele na minha wishlist aqui! ótima dica!

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