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(Review – PC) Aliens Go Home Run!

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Misturar Breakout com jogos de navinha é uma ideia que chega a parecer óbvia, mas parece que há poucos exemplos de jogos assim. O primeiro Touhou foi um, mas a partir do segundo jogo a série se tornou um shmup tradicional. Ao pesquisar a respeito descobri também um freeware chamado Hopkinson & Hopkinson, mas os links de download parecem ter sumido.

Um terceiro exemplo que conheci por comentários no Tumblr é o Aliens Go Home Run! da produtora indie ANIM•ACE. O jogo tem uma temática de baseball, com a protagonista Sally partindo contra uma invasão de alienígenas gelatinosos. Isso, claro, envolve detonar paredes de blocos. Algo legal é que a tela-título já serve como um tutorial para testar os controles: podemos mirar as tacadas num ângulo alto ou baixo, deslizar no chão para evitar ataques e não é preciso se preocupar com a bola caindo no chão ou na cabeça da Sally. Já começou melhor que o Touhou 1.

Novamente, como em Breakout o objetivo em cada fase é destruir todos os blocos na tela. A única punição por errar a bola é perder o multiplicador de pontos, então o perigo vem dos inimigos disparando rajadas de tiros contra a Sally. É preciso dividir a atenção entre os inimigos e a bola, ainda mais porque os vilões que vão sendo apresentados com cada grupo de fases se complementam muito bem.

A invencibilidade do escorregão pode ser abusada, mas a hitbox da Sally não é generosa como se espera de um bullet hell. Se não tomar cuidado fica fácil tropeçar em bombas nos cantos da tela ou deixar ela ser esmagada pelos Destructors que só podem ser destruídos pelo escorregão. Os inimigos voltam alguns segundos depois de serem derrotados, mantendo um clima frenético até o último bloco ser acertado.

Fora algumas fases onde um inimigo especial pode ser usado como multiball, o jogo vai se tornando cada vez mais difícil e fica demorado completar fases quando cada bloco deve levar de dois a três golpes ou estão rodeados por rebatedores. Uma opção nessas horas é repetir a primeira fase para restaurar seus powerups.

O jogo usa o clássico sistema de Gradius, com uma barra em que cada nível representa uma habilidade (cura, escudo, multiball e 30 tiros especiais) e itens que devem ser gastos para obtê-las. O problema é que eu nunca consegui entender o que faz os itens aparecerem. Parece tudo aleatório, e vai ficando raro nas fases mais avançadas. Aliás, o último bloco sempre libera um item que só pode ser pego e guardado para a fase seguinte se a Sally estiver embaixo quando ele aparecer, pois ela fica parada e saltitando feliz quando vence.

O jogo dura por 50 fases normais e 20 extras. Há chefes a cada 5 fases que costumam ser inimigos com alguma habilidade ou proteção que os tornam complicados de acertar. Alguns tem até ataques que não podem ser atravessados pelo escorregão. Apesar do jogo ser bem difícil, as vidas são infinitas e o placar é individual para cada fase. Há também um Boss Rush para depois do chefe final e um editor de fases com suporte ao Steam Workshop, mostrando que os desenvolvedores se empenharam em dar um alto fator replay ao jogo .

No geral, Aliens Go Home Run! é um jogo colorido que combina com sucesso dois gêneros clássicos dos fliperamas. Se você curte clones de Breakout com algum toque especial, vale a pena jogar.

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