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(Review – Livro) Dossiê OLD!Gamer: Master System

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Fiquei sabendo durante os dias da BGS2015 que o dossie da OLD!Gamer sobre o Master System estava para ser publicado nas livrarias. Depois de um tempo procurando, o encontrei na Paulista no dia 28 de Novembro e comprei o livrinho com uma empolgação que poucas coisas me dão hoje em dia, como se nota pelo estado abandonado deste blog. O livro contém artigos sobre a história do console e também um guia escrito pelo respeitável Roberto “Gagá” Bechtlufft com breves comentários sobre cada um dos 330 jogos do sistema. Sua “Cruzada Master System” no Gagá Games era, afinal, secretamente uma prévia do trabalho para este projeto.

O livro abre com o cofundador da Tectoy, Stefano Arnhold, lembrando como foi desafiador lançar o Master System no Brasil e as estratégias de marketing que o tornaram um sucesso em terras auriverdes. Segue então um detalhado artigo sobre a história do console desde os tempos do SG-1000 até sua vida estendida pelas mãos da Tectoy, os detalhes técnicos sobre seu hardware e as diversas versões lançadas no mercado.
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Nisso o livro me causou estranheza por nunca mencionar o Power Base Converter, que é justamente a versão do console que eu tinha. Talvez tenha sido porque era tecnicamente um acessório do Mega Drive ou porque o nome brasileiro, “ADAPTADOR PARA OS JOGOS MASTER SYSTEM”, não tenha cabido na diagramação. O aparelho era um dos blocos de plástico que podíamos encaixar no Mega Drive para fazê-lo se parecer com um mecha combinante, embora não desse para criar a “Torre de Babel” com ele.

O hardware do Mega Drive é retrocompatível com os jogos do Master, mas seu slot diferente para cartuchos trouxe a necessidade deste add-on. Uma segunda versão mais compacta foi lançada na europa, sacrificando o slot para cartões e acessórios. Outro detalhe é que devido a diferenças entre o funcionamento dos joysticks do Mega e do Master, alguns jogos não funcionam com o primeiro. E ainda era obrigatório usar o inexplicável botão Start NO CONSOLE para pausar os jogos do Master.
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Enfim, depois disso entra a Cruzada Master System, um guia com informações sobre cada jogo do console 8-bits da Sega ordenados por ano e com as versões regionais modificadas (como o Black Belt ou os hacks de Monster World com a Mônica) comentadas separadamente. Tudo bem organizado, com os jogos mais populares recebendo um bocado mais de espaço do que os demais.

Sobre a qualidade de impressão, me senti como se tivesse pego um dos três itens falhos num padrão Seis Sigma de qualidade. O livro pode ter vindo plastificado e bonitinho por fora, mas por dentro, além de alguns borrões e textos meio embaçados com o fundo, a ponta da página 114 veio emendada com a 115. O engraçado é que me vejo perguntando se devo mantê-la desse jeito por sentimentalismo.
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Ainda assim, para as ocasiões em que nos encontramos perguntando qual jogo de Master System jogar numa tarde despreocupada, é bom ter o Dossiê Master System por perto. O Master me rendeu muita felicidade quando eu era um moleque com sorte de ter uma locadora perto de casa e o livro faz justiça ao seu legado. Meus parabéns ao Gagá e a todos os envolvidos.

  1. 10 de abril de 2016 às 8:24 PM

    O livro fala das vendas do console e dos jogos? A Sega estranhamente nunca divulgou, mas fiz uma pesquisa e estimo que tenha vendido mundialmente cerca de 24 milhões (publiquei mais detalhes em meu blog). Os 13 milhões da wikipedia são baseados em erros grosseiros.

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