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(Review – Master System) Indiana Jones and the Last Crusade


Foi sempre legal ver o Indiana Jones nos filmes enfrentando nazistas, resolvendo puzzles e procurando artefatos porque o lugar deles é num museu. E se protegendo de explosões nucleares dentro de geladeiras pois ele provavelmente lê muito Tio Patinhas. Não deve ser tão difícil criar um bom jogo de ação sobre ele, certo? Certo?

Bem, recentemente eu tenho assistido os videos do Angry Video Game Nerd, que pra quem não sabe é o personagem encarnado pelo James Rolfe para comentar sobre jogos retros horríveis e/ou frustantes, explodindo com xingamentos… altamente complexos diante dos absurdos que encontra.

Um dos videos é sobre os jogos baseados nos filmes do Indiana Jones. Perto do fim ele joga o The Last Crusade para o NES mas não fala muito sobre o jogo, apenas notando alguns de seus problemas e que existem duas versões no mesmo console – uma da Taito e outra da Ubisoft, que são totalmente diferentes. Os chefes parecem ter HP extremamente alto e isso foi a última gota do balde para ele.

E isso me desapontou um pouco, pois eu esperava que ele comentasse a versão do Master System. Essa versão lançada em 1990 eu ganhei em cartucho como um presente de meu tio-padrinho num aniversário ou num dia das crianças – não me lembro com certeza a data. Mal comecei a jogar e a impressão foi terrível! “ESSE JOGO É DIFÍCIL PRA CARALHO, TIO!”, disse eu. “SEJA MACHO E JOGUE, MOLEQUE!”, ele respondeu.

E então eu tive que me virar com esse presente indigesto até terminá-lo. Quando finalmente consegui, é claro que o final não foi nada gratificante. Era apenas bom saber que eu poderia jogar o cartucho na gaveta e nunca mais tirá-lo de lá, a não ser por… loucura? Masoquismo? Para escrever resenhas na internet?

Para começar, o jogo é bonito. Os backgrounds e animações são bem detalhados. E isso é praticamente tudo o que eu posso elogiar sobre esse jogo. Ao começar, nota-se que o Indiana começa com 7 vidas. Joguem o jogo agora e elas certamente não serão suficientes pra passar nem da primeira fase.

Repito que o jogo é extremamente difícil e afirmo que ele é assim por todos os motivos errados. O Dr. Jones tem aquele pulo meio realista de Castlevania cuja altura não pode ser controlada e cuja direção não pode ser alterada, com um detalhe a mais: se pular num buraco, a gravidade subitamente o chupará para baixo após certa distância horizontal. Certas plataformas e cordas estão posicionadas de forma a enganar o jogador, para que pulemos em direção a elas só pra sermos sugados num buraco.

A detecção de colisão com cordas e plataformas é tosquíssima. Há ocasiões em que metade do sprite do Indy encosta numa corda e nada acontece. Pior ainda são as plataformas. Sabem como em Mega Man é sempre bom estar bem na pontinha das plataformas antes de saltar sobre um buraco?

Bem…

Neste jogo… hã…

Uns 16 pixels das extremidades de cada plataforma não são sólidos.

Sério. Ou você pula tarde demais, atravessa o chão e cai num buraco ou você pula cedo demais, atravessa o chão e cai num buraco. E sim, há plataformas que parecem acessíveis mas são impossíveis de alcançar por causa do pulo-Castlevania e deste maldito defeito.

O combate no jogo também é detestável. Indiana aguenta levar uns 3 ou 4 tiros na cara, mas morre instantaneamente… ao encostar em qualquer inimigo.

É sempre perigosíssimo tentar enfrentar frente a frente os recolors cowboys do Indy. Mesmo sem passar a mão no Jones eles já chegam atirando e acabam com a barra de energia pois são mais rápidos do que nossa capacidade de contra atacar com socos ou com o chicote, que é um powerup limitado.

Consigo ouvir vocês me chamando de idiota por não saber desviar dos tiros apertando pra baixo. Então lhes respondo que desviar é inútil, pois Indy é forçado a atacar de pé.

Igualmente chatos são os ratos, que não podem ser atingidos e ficam em posições complicadas. Eles não chegam a matar o Indy num único acerto como eu escrevi acima, mas se cair neles vai levar um combo daqueles pois o Indy não possui “Mercy Invincibility”.

Não dá pra jogar com muito cuidado pois há um limite de tempo cruel em cada fase que nos força a jogar em modo speedrun para alcançar a próxima ampulheta de tempo que nem aparece na última fase. E sim, tem como ficar pior: algumas fases possuem caminhos que não levam a lugar nenhum, existindo pelo nobre propósito de garantir nosso fracasso. E SIM, tem como piorar MAIS AINDA: a ampulheta na primeira metade da fase 3 sempre desaparece ao chegar nela, nos forçando a perder uma vida após o checkpoint!

Além de todos esses problemas há outros menores: o sprite do Indiana se teletransporta alguns pixels para o lado errado quando ele muda de direção (problemas de hotspot fora do MMF2?!). Ele é forçado a pular em escadas para subir nelas, ao invés de simplesmente apertar pra cima. Há barras na fase 4 que podem ser usadas para o Indy bancar o Tarzan, mas elas são praticamente imperceptíveis no meio do background.

Indiana Jones and the Last Crusade não é simplesmente difícil. O jogo tem tantos problemas e desperdiça tanto potencial que qualquer sensação de diversão nas 6 fases deste jogo é rapidamente substituída por ódio e frustração, então tenham isso em mente se forem atrás da rom.

E antes que eu me esqueça:
Depois do tema do Indy na abertura, o jogo não tem músicas. Por ESSA vocês não esperavam, né?

(Versão Game Gear>>>)

  1. 30 de outubro de 2012 às 9:50 PM

    E assim eu passo longe de um jogo sadista xD

  2. 31 de outubro de 2012 às 9:44 AM

    Indiana Jones do Master System sempre foi meu “carma” ..eu simplesmente não consigo terminar esse jogo! É uma das minhas maiores frustrações gamísticas, pois eu tenho ele desde pequeno! Mas um dia eu consigo!

    E parabéns pelo review! Ficou ótimo!

    • 31 de outubro de 2012 às 2:23 PM

      Pelo menos o jogo não é impossível, então boa sorte quando tentar de novo!

  1. 31 de outubro de 2012 às 6:48 PM

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