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(Review – NES) Streemerz

Em 1991 um ser viu seu filho jogar um popular multicart piratex da Tailândia. Querendo fazer algo semelhante, deu luz a Action 52, um conjunto de 52 jogos absolutamente terríveis e mal acabados. Só o tema dos Cheetahmen presta. O cartucho custava 199 dólares, o que até que soa barato quando se percebe que 199/52 é 3,80 por jogo, mas já que todos eles são imensas porcarias…

Há dois anos o Arthur “Mr. Podunkian” Lee, criador de The Underside e Merry Gear, combinou com um pessoal para dar início a Action 52 OWNS, uma série de remakes dos jogos do Action 52, aproveitando todo o potencial de seus títulos e mecânicas. Até agora 23 projetos foram terminados e alguns são mesmo interessantes.

Um exemplo é o Streemerz do próprio Mr. Podunkian. O que era um jogo ruim sobre escalar plataformas com uma corda enquanto é ferido por inimigos inevitáveis e… sacos de dinheiro (sim, dinheiro é dumal nesse jogo) virou uma boa homenagem a Bionic Commando.

Depois de ser portado para flash com modos extras, ele foi portado para o NES pela Faux Game Company. Como as versões anteriores, a rom lançada neste mês é freeware, então vão baixar ela.

O jogo trata da jornada de Suberb Joe, um soldado do comando Streemerz (SUPERSTRENGTHEMERGENCYSQUAD-ZETA) que se opõe a Master Y, um Derek Yu semi-nu com bigode de Hitler (sim, ele perde a cabeça no final) que com a ajuda de seu comparsa Dr. Tary quer destruir a Terra com o tanque V6-15D (Referência a VVVVVV, jogo retrô criado por Terry Cavanagh que custa 15 dólares. Alguns acham que 15 é um valor alto demais para esse jogo e Streemerz faz questão de alfinetar muito isso).

Como podem ver, saber um pouco sobre Bionic Commando e o que esses indies maloqueiros que não se bicam andam aprontando é importante pra entender essas piadas internas, mas o enredo e os diálogos são engraçadinhos de qualquer forma.

Como o Nathan Spencer, o Suberb Joe não pula mas possui um gancho que ele atira na diagonal para grudar nas paredes e no teto e assim escalar as fases. Como isso é tudo que ele faz, a jogabilidade é bem mais simples do que a de Bionic Commando, sem deixar de exigir precisão. Checkpoints aparecem em quase todas as telas e as vidas são infinitas, mas não subestimem o posicionamento dos palhaços e das bolas do Master Y que causam grande frustração em certas áreas.

No segundo modo de jogo, “STREEEEEMERZ”, presente desde a versão flash, o protagonista é o Dr. Tary, cuja depressão lhe dá a habilidade de inverter sua gravidade tal como o Capitão Viridian faz em VVVVVV.

E eu sem poder nenhum?


O modo STREEEEEEMERZ começa com o mesmo level design do modo normal, mas logo surgem fases modificadas para aproveitar melhor a mecânica de gravidade. Extras assim é que fazem gastos de 15 dólares valerem a pena, não?

Também há uma fase extra com dificuldade elevada para ser terminada em menos de 5 minutos. E ao pegar todos os sacos de dinheiro no modo normal (o dinheiro não machuca como no original, mas vocês perderão muito tempo pegando eles pois são uns desgraçados como o Yu e o Terry e só se importam com isso), o jogo revela o código para jogar com o Master Y, que infelizmente não tem level design próprio. E sim, ele ainda perde a cabeça no final. E fica foreshadowando isso o tempo todo.

Em geral Streemerz é um ótimo jogo que apesar de curto tem bom potencial para speedrunning. Os inevitáveis 15 dólares de uma possível versão oficial em cartucho até que seriam um preço justo pros gringos. Gastar 30 reais aqui é que me parece um problema. =P

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