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(Review – Game Gear) Indiana Jones and the Last Crusade

31 de outubro de 2012 Deixe um comentário

(<<<Versão Master System)

Como o Game Gear é um Master System portátil devorador de pilhas, há vários jogos do Master que foram portados para ele, como o Indiana Jones and the Last Crusade que comentei no post anterior. Quando descobri essa versão do jogo, logo me perguntei se haviam diferenças entre as duas versões…

Em primeiro lugar, o Game Gear é um portatil e portanto tem tela pequena. Se você não sabe onde os inimigos estão, vai acabar surpreendido por eles mais do que o normal. Como a câmera mostra pouca coisa abaixo dos pés do Indy, vários saltos e descidas de corda acabam se tornando muito mais arriscados.

Comparação entre as versões GG e MS.


Indiana ainda perde energia ao bater a cabeça no teto e o problema das extremidades não sólidas das plataformas continua, mas por incrível que pareça, as mortes instantâneas ao tocar inimigos foram removidas! Só as serras na fase final matam num único acerto. Maravilha! É ASSIM QUE DEVIA SER DESDE O PRINCÍPIO, PROGRAMADORES IDIOOOOOTAS!!! E também é possível controlar a distância do pulo do Indy e guardar 9 chicotes ao invés de 5!

Na fase 3, mecheram na programação das bolas de fogo e por isso não é possível passar pela fase só pulando. Felizmente, o bug da ampulheta foi corrigido nesta versão. Na fase 4 o chão e as barras nas paredes foram pintadas de laranja para se destacarem do background, o que é outra coisa que devia ter sido feita desde o princípio.

Ao chegar na fase final, surge uma revelação chocante: o Indiana volta a ter o pulo incontrolável de Castlevania. Creio que os caras pararam de trabalhar no port ao chegar nesta parte. *capota*

Enfim, as poucas, simples e óbvias mudanças que fizeram para este port tornam Indiana Jones and the Last Crusade um jogo mais tolerável e divertido, apesar da câmera trazer novas complicações.

E não, também não há músicas depois da tela-título. Como às vezes eu posso dizer que apesar de um jogo ser ruim eu posso aproveitar a trilha sonora dele, acho um tanto hilário este não ter nada disso.

Por fim, uma curiosidade: eles mudaram o controle dos pulos, mas não adaptaram as demos após a tela título. Por causa disso, o Indy morre nas demos das fases 2 e 4.

(Review – Master System) Indiana Jones and the Last Crusade

30 de outubro de 2012 5 comentários


Foi sempre legal ver o Indiana Jones nos filmes enfrentando nazistas, resolvendo puzzles e procurando artefatos porque o lugar deles é num museu. E se protegendo de explosões nucleares dentro de geladeiras pois ele provavelmente lê muito Tio Patinhas. Não deve ser tão difícil criar um bom jogo de ação sobre ele, certo? Certo?

Bem, recentemente eu tenho assistido os videos do Angry Video Game Nerd, que pra quem não sabe é o personagem encarnado pelo James Rolfe para comentar sobre jogos retros horríveis e/ou frustantes, explodindo com xingamentos… altamente complexos diante dos absurdos que encontra.

Um dos videos é sobre os jogos baseados nos filmes do Indiana Jones. Perto do fim ele joga o The Last Crusade para o NES mas não fala muito sobre o jogo, apenas notando alguns de seus problemas e que existem duas versões no mesmo console – uma da Taito e outra da Ubisoft, que são totalmente diferentes. Os chefes parecem ter HP extremamente alto e isso foi a última gota do balde para ele.

E isso me desapontou um pouco, pois eu esperava que ele comentasse a versão do Master System. Essa versão lançada em 1990 eu ganhei em cartucho como um presente de meu tio-padrinho num aniversário ou num dia das crianças – não me lembro com certeza a data. Mal comecei a jogar e a impressão foi terrível! “ESSE JOGO É DIFÍCIL PRA CARALHO, TIO!”, disse eu. “SEJA MACHO E JOGUE, MOLEQUE!”, ele respondeu.

E então eu tive que me virar com esse presente indigesto até terminá-lo. Quando finalmente consegui, é claro que o final não foi nada gratificante. Era apenas bom saber que eu poderia jogar o cartucho na gaveta e nunca mais tirá-lo de lá, a não ser por… loucura? Masoquismo? Para escrever resenhas na internet?

Para começar, o jogo é bonito. Os backgrounds e animações são bem detalhados. E isso é praticamente tudo o que eu posso elogiar sobre esse jogo. Ao começar, nota-se que o Indiana começa com 7 vidas. Joguem o jogo agora e elas certamente não serão suficientes pra passar nem da primeira fase.

Repito que o jogo é extremamente difícil e afirmo que ele é assim por todos os motivos errados. O Dr. Jones tem aquele pulo meio realista de Castlevania cuja altura não pode ser controlada e cuja direção não pode ser alterada, com um detalhe a mais: se pular num buraco, a gravidade subitamente o chupará para baixo após certa distância horizontal. Certas plataformas e cordas estão posicionadas de forma a enganar o jogador, para que pulemos em direção a elas só pra sermos sugados num buraco.

A detecção de colisão com cordas e plataformas é tosquíssima. Há ocasiões em que metade do sprite do Indy encosta numa corda e nada acontece. Pior ainda são as plataformas. Sabem como em Mega Man é sempre bom estar bem na pontinha das plataformas antes de saltar sobre um buraco?

Bem…

Neste jogo… hã…

Uns 16 pixels das extremidades de cada plataforma não são sólidos.

Sério. Ou você pula tarde demais, atravessa o chão e cai num buraco ou você pula cedo demais, atravessa o chão e cai num buraco. E sim, há plataformas que parecem acessíveis mas são impossíveis de alcançar por causa do pulo-Castlevania e deste maldito defeito.

O combate no jogo também é detestável. Indiana aguenta levar uns 3 ou 4 tiros na cara, mas morre instantaneamente… ao encostar em qualquer inimigo.

É sempre perigosíssimo tentar enfrentar frente a frente os recolors cowboys do Indy. Mesmo sem passar a mão no Jones eles já chegam atirando e acabam com a barra de energia pois são mais rápidos do que nossa capacidade de contra atacar com socos ou com o chicote, que é um powerup limitado.

Consigo ouvir vocês me chamando de idiota por não saber desviar dos tiros apertando pra baixo. Então lhes respondo que desviar é inútil, pois Indy é forçado a atacar de pé.

Igualmente chatos são os ratos, que não podem ser atingidos e ficam em posições complicadas. Eles não chegam a matar o Indy num único acerto como eu escrevi acima, mas se cair neles vai levar um combo daqueles pois o Indy não possui “Mercy Invincibility”.

Não dá pra jogar com muito cuidado pois há um limite de tempo cruel em cada fase que nos força a jogar em modo speedrun para alcançar a próxima ampulheta de tempo que nem aparece na última fase. E sim, tem como ficar pior: algumas fases possuem caminhos que não levam a lugar nenhum, existindo pelo nobre propósito de garantir nosso fracasso. E SIM, tem como piorar MAIS AINDA: a ampulheta na primeira metade da fase 3 sempre desaparece ao chegar nela, nos forçando a perder uma vida após o checkpoint!

Além de todos esses problemas há outros menores: o sprite do Indiana se teletransporta alguns pixels para o lado errado quando ele muda de direção (problemas de hotspot fora do MMF2?!). Ele é forçado a pular em escadas para subir nelas, ao invés de simplesmente apertar pra cima. Há barras na fase 4 que podem ser usadas para o Indy bancar o Tarzan, mas elas são praticamente imperceptíveis no meio do background.

Indiana Jones and the Last Crusade não é simplesmente difícil. O jogo tem tantos problemas e desperdiça tanto potencial que qualquer sensação de diversão nas 6 fases deste jogo é rapidamente substituída por ódio e frustração, então tenham isso em mente se forem atrás da rom.

E antes que eu me esqueça:
Depois do tema do Indy na abertura, o jogo não tem músicas. Por ESSA vocês não esperavam, né?

(Versão Game Gear>>>)

(Review – Arcade) Ocean Force

15 de outubro de 2012 Deixe um comentário


Ocean Force é um arcade criado pela produtora taiwanêsa IGS em 2009. O jogo apareceu no Playland do Shopping Center Norte (2,50 por crédito) há uns 3 meses e eu tenho jogado ele de vez em quando para upar videos das jogadas bem sucedidas.

Posso me gabar desses videos aparentemente serem os primeiros sobre o jogo no Youtube, mas eles não ficaram tão bons por ser difícil mirar corretamente a câmera na tela e prestar atenção no jogo ao mesmo tempo, mesmo sendo possível jogar bem com uma mão só. Quem puder fazer melhor, fique a vontade.

Antes chamado de “Battle Stations”, Ocean Force é um jogo de submarino semelhante a série Sea Wolf da Midway e também lembra um dos modos de jogo de Torpedo Range do Game Boy.

A máquina tem um volante com dois botões de tiro para mirar e atirar torpedos e um botão grande de especial ao lado para disparar um punhado de misseis certeiros com boa área de impacto. Os navios inimigos, próximos ou distantes, passam na tela de um lado ao outro e podem ser destruídos com um único tiro caso os mísseis acertem o meio deles. Isso resulta em multiplicação de pontos e é essencial para prosseguir no jogo, pois se não tiver pontos suficientes quando o tempo acabar, Game Over.

Se errar tiros ou deixar os inimigos escaparem, o importantíssimo bônus no fim da fase diminui, então velocidade e muita precisão são necessários. Sorte também ajuda. Também deve-se prestar atenção nos barquinhos aliados que aparecem de vez em quando só pra encher o saco. Atire em um desses e perderá 5000 pontos.

O jogo tem 4 fases e só dá pra escolher uma por crédito. Curiosamente elas não estão em ordem crescente: o cursor começa na fase 4 e a última é a 1. Duas fases são descritas como fáceis e as outras duas, difíceis. Cada fase é dividida em 4 atos. No ato 3 a Steel Fortress Hades aparece, com alvos que aparecem nela por alguns segundos para serem acertados. Mire bem pra ganhar um grande bônus ao destruí-lo e faça isso rápido, senão o navio vai embora.

Se tudo der certo até então, o quarto ato começa. Aparentemente o objetivo dessas partes finais é apenas marcar um monte de pontos pra tentar aparecer na lista de high scores, mas o “?” que aparece como meta na title card delas deve estar relacionado com as instruções marcadas perto do botão de misseis, que dizem que fases secretas aparecem se terminar o jogo com 1 milhão de pontos e destruir uns 5 dos submarinos invisíveis que aparecem de vez em quando, revelados pela mira. Não consegui fazer isso.

Até onde vi, o jogo não tem finais. Quando o tempo acaba no ato final a tela de game over aparece com a Leona dizendo que a missão foi terminada com sucesso. Então o jogador ganha cerca de 25 cupons pra gastar com brindes no Playland. Por último, há um modo multiplayer que não pude testar.

Em geral Ocean Force é um jogo bacana. É um dos jogos menos caros no local, é divertido, traz bom desafio sem ser impossível e até dá cupons no final de jogo. Um ponto ruim é que é difícil saber quando usar a rajada de mísseis sem jogar cada fase pelo menos duas vezes. Eu vou me afastar dele agora que terminei meu trabalho, mas recomendo que o experimentem caso o vejam.

Lista de videos de gameplay:
http://www.youtube.com/playlist?list=PLbs9-ssY6YQ9aZUeEkX4PIDtHgfV2gqHm&feature=mh_lolz

(Review – NES) Streemerz

13 de outubro de 2012 Deixe um comentário

Em 1991 um ser viu seu filho jogar um popular multicart piratex da Tailândia. Querendo fazer algo semelhante, deu luz a Action 52, um conjunto de 52 jogos absolutamente terríveis e mal acabados. Só o tema dos Cheetahmen presta. O cartucho custava 199 dólares, o que até que soa barato quando se percebe que 199/52 é 3,80 por jogo, mas já que todos eles são imensas porcarias…

Há dois anos o Arthur “Mr. Podunkian” Lee, criador de The Underside e Merry Gear, combinou com um pessoal para dar início a Action 52 OWNS, uma série de remakes dos jogos do Action 52, aproveitando todo o potencial de seus títulos e mecânicas. Até agora 23 projetos foram terminados e alguns são mesmo interessantes.

Um exemplo é o Streemerz do próprio Mr. Podunkian. O que era um jogo ruim sobre escalar plataformas com uma corda enquanto é ferido por inimigos inevitáveis e… sacos de dinheiro (sim, dinheiro é dumal nesse jogo) virou uma boa homenagem a Bionic Commando.

Depois de ser portado para flash com modos extras, ele foi portado para o NES pela Faux Game Company. Como as versões anteriores, a rom lançada neste mês é freeware, então vão baixar ela.

O jogo trata da jornada de Suberb Joe, um soldado do comando Streemerz (SUPERSTRENGTHEMERGENCYSQUAD-ZETA) que se opõe a Master Y, um Derek Yu semi-nu com bigode de Hitler (sim, ele perde a cabeça no final) que com a ajuda de seu comparsa Dr. Tary quer destruir a Terra com o tanque V6-15D (Referência a VVVVVV, jogo retrô criado por Terry Cavanagh que custa 15 dólares. Alguns acham que 15 é um valor alto demais para esse jogo e Streemerz faz questão de alfinetar muito isso).

Como podem ver, saber um pouco sobre Bionic Commando e o que esses indies maloqueiros que não se bicam andam aprontando é importante pra entender essas piadas internas, mas o enredo e os diálogos são engraçadinhos de qualquer forma.

Como o Nathan Spencer, o Suberb Joe não pula mas possui um gancho que ele atira na diagonal para grudar nas paredes e no teto e assim escalar as fases. Como isso é tudo que ele faz, a jogabilidade é bem mais simples do que a de Bionic Commando, sem deixar de exigir precisão. Checkpoints aparecem em quase todas as telas e as vidas são infinitas, mas não subestimem o posicionamento dos palhaços e das bolas do Master Y que causam grande frustração em certas áreas.

No segundo modo de jogo, “STREEEEEMERZ”, presente desde a versão flash, o protagonista é o Dr. Tary, cuja depressão lhe dá a habilidade de inverter sua gravidade tal como o Capitão Viridian faz em VVVVVV.

E eu sem poder nenhum?


O modo STREEEEEEMERZ começa com o mesmo level design do modo normal, mas logo surgem fases modificadas para aproveitar melhor a mecânica de gravidade. Extras assim é que fazem gastos de 15 dólares valerem a pena, não?

Também há uma fase extra com dificuldade elevada para ser terminada em menos de 5 minutos. E ao pegar todos os sacos de dinheiro no modo normal (o dinheiro não machuca como no original, mas vocês perderão muito tempo pegando eles pois são uns desgraçados como o Yu e o Terry e só se importam com isso), o jogo revela o código para jogar com o Master Y, que infelizmente não tem level design próprio. E sim, ele ainda perde a cabeça no final. E fica foreshadowando isso o tempo todo.

Em geral Streemerz é um ótimo jogo que apesar de curto tem bom potencial para speedrunning. Os inevitáveis 15 dólares de uma possível versão oficial em cartucho até que seriam um preço justo pros gringos. Gastar 30 reais aqui é que me parece um problema. =P