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(Review – PC) Hasslevania: The Quest For Shuteye

13 de maio de 2012 6 comentários

Título: Hasslevania – Episode 1: The Quest For Shuteye
Console: PC (Freeware)
Criado por: DXF Games
Lançado em: 21/11/2007


>>Introdução>>>>>
Lá em idos de 2007, era legal visitar os fórums dos jogos de Castlevania da época na GameFAQS por causa das divertidas piadas que surgiam aos montes por lá (os tópicos “Dracula is a Fool”, lembram?). Em Fevereiro daquele ano, um sujeito chamado Black Crusher/Del Duio surgiu no fórum do Symphony of The Night dizendo que ia criar uma sátira de Castlevania no MMF1.5. Como o projeto era um metroidvania ambicioso, duvidei de seu sucesso, mas com o passar do tempo ficou claro que o cara ia mesmo terminar o jogo com pompa. O jogo foi lançado no final de novembro e recebeu duas atualizações.

>>Sobre o Jogo>>>>>
Hasslevania conta a história de Rovert Bellhump (A palavra “Rovert” é “Trevor” ao contrário), que comprou uma casa barata mas descobre que seu novo vizinho é o barulhento conde Drácula. Rovert não consegue dormir e então invade o castelo do vampiro para ameaçar chamar a polícia pra cima dele.

O jogo é de ação, do tipo que ficou conhecido como “Metroidvania”. Há várias áreas para explorar, diversos items e passagens escondidas e habilidades e armas para Rovert adquirir e poder ir mais longe em sua aventura. Mas ao contrário dos Castlevanias pós-Rondo of Blood, Hasslevania mantém aspectos de jogos de plataforma em seu gameplay. Cada tela tem obstáculos e/ou gimmicks e poucas áreas são seguras. Prefiro isso aos corredores repetitivos que aparecem muito nos Castlevanias portáteis.

A jogabilidade funciona bem apesar de algumas detecções de colisão estranhas e de ter que usar o shift pra pular e a barra de espaço pra atacar. As teclas de números são usadas para trocar de arma a qualquer momento e a maioria das armas tem um propósito especial, servindo para destruir obstáculos ou matar facilmente certos tipos de inimigos. Rovert também pode encontrar um familiar, Chris, e mandar o bicho atacar os monstros na tela. Pena que isso não funciona para os chefes e muitas vezes ele fica bugado e não faz nada.

Algo muito criticado sobre o jogo é a sua dificuldade. Rovert tem pouco HP, que não pode ser aumentado. Como os 3 save points NÂO CURAM, deve-se pegar itens no chão ou comprá-los para recuperar energia. O problema nisso é que itens pegos no chão são usados no mesmo momento. Você poderia ignorá-los, mas veja só, você tem que pegar a maioria dos itens para terminar o jogo com o final bom e seria ruim ter que ficar voltando pra isso. Quanto ao ato de comprar itens, é ruim porque é preciso grindar bastante por dinheiro logo no início para ter o pulo alto e o escudo e os preços não são exatamente pequenos. Até conseguir a Blade of Del Duio, Rovert é lento e por isso é chato grindar nas clássicas velas, ainda mais nas vezes em que nada sai delas. Quando eu jogo este jogo, evito o máximo possível apanhar para não acabar em situações quase impossíveis.

Uma das partes que eu menos gosto ocorre pouco depois do jogo começar: há um livro dentro da água. Se você for pegá-lo, descobrirá uma parte singular da jogabilidade deste jogo. Acontece que Rovert não pode pular enquanto está submerso. Ao descobrir isso por meio do maldito livro, não haverá forma de se salvar e Rovert morrerá afogado por pura sacanagem!

Graficamente o jogo é cartunesco e bonito, com bons detalhes pra todo lado. Só acho estranho o jeito do Rovert andar – ele meio que fica saltitando… é bizarro. A parte sonora tem umas músicas que não gosto muito e outras mais agradáveis. Em especial, gosto muito do tema da área Castle Corridor. Pena que o Del Duio parece ter perdido o arquivo original dela. A famosa Vampire Killer de Castlevania era pra ter sido usada como uma música de elevador (O DD até me deu o arquivo dela), mas acabou sendo cortada para evitar problemas legais.

O jogo tem dublagem inspirada na dublagem americana de SOTN, por isso ela é propositalmente cômica, tosca e exagerada. Essa dublagem é que torna o arquivo do jogo pesado e fez eu e outras pessoas terem dificuldades para baixá-lo. Durante o final bom, há uma música cantada ridícula para satirizar a “I Am The Wind”.

Há alguns modos extras de dificuldade que removem certos itens para complicar ainda mais as coisas. Um deles permite que os save points recuperem HP até a metade da barra, mas bloqueia o final bom.

>>Conclusão>>>>>
Hasslevania é um jogo com bastante personalidade própria apesar da forte influência de Castlevania e gosto especialmente dos vários segredos espalhados pelas fases. Por causa de sua grande e por vezes frustante dificuldade, Hasslevania não é um jogo pra qualquer um, mas quem conseguir suportar isso poderá se divertir bastante.

>>Link Para Download>>>>>
http://kevinski.com/downloads.php

>>Sobre a Continuação>>>>>
O Del Duio tem passado os anos criando uma continuação para vender – e eu sou um dos beta testers. Sem computador próprio para usar eu não consigo fazer meu trabalho, mas posso dizer que o que eu joguei até agora foi bem interessante. A dificuldade em geral ainda tá do mesmo jeito, mas inimigos podem dropar items de cura e o Rovert pode ser fortalecido com upgrades de atributos. Só não gostei que a velocidade extra da Blade of Del Duio não funcionará mais da mesma forma.
Hasslevania 2 será uma boa continuação quando for lançado, então fiquem de olho. =P

Nova versão de Sonic Axiom, com modo cooperativo.


Depois de bastante tempo sumido, o Vexer voltou com uma atualização de seu fangame Sonic Axiom, com mais correções de bugs e um modo cooperativo em que um segundo jogador pode jogar com o Tails.

Baixem o jogo pelo link abaixo (140 MB):
https://rapidshare.com/files/3698067380/SonicAxiom.zip

Observação:
O link acima não funciona mais. O jogo continua com bugs bizarros e me parece que quanto mais o Vexer se esforça para corrigi-los, mais bugs surgem! Vejam o tópico do jogo na SFGHQ para acompanhar a situação.

(Review – Mega Drive) Sonic 3D Blast

7 de maio de 2012 6 comentários

Título: Sonic 3D: Flickies’ Island/Sonic 3D Blast
Console: Mega Drive
Criado pela: Sonic Team/Traveller’s Tales
Lançado em: 11/1996


No início dos anos 2000, meus pais resolveram buscar uma casa lá no nordeste, em Maceió, porque entre outras coisas um vizinho havia sido assassinado e o outro nunca foi punido por matar os gatos da minha mãe com veneno – não era legal viver lá. Não conseguimos nada em Maceió, mas eu passei por algo interessante enquanto estava lá. Quando chegamos na cidade, fomos a um supermercado onde eu ví Sonic 3D Blast à venda por 54 reais. Como fã de Sonic eu gostei do que ví, mas tinha 53 de mesada e como meu pai não quis me dar mais um, acabei saindo sem comprá-lo.

Porém, em outro supermercado, minha mãe me deu uma raspadinha e eu ganhei 1 real nela! Pena que meu pai já nem lembrava mais onde ficava o primeiro supermercado… Mas devido a minha insistência de moleque parasita ele dedicou algum tempo para procurar o supermercado e eu consegui comprar o jogo e voltei pra casa feliz e ansioso para jogá-lo.

O Sonic 3D (Blast nos EUA e Flickies’ Island no resto do mundo) foi o último jogo do personagem pro Mega Drive, lançado no final da carreira do console. O gameplay é isométrico e as mecânicas principais foram pegas do jogo de arcade Flicky, aquele de onde o passarinho azul veio e que vocês donos de um Mega-Drive-de-Araque-da-Tec-Toy devem conhecer bem. Cada ato no jogo (com exceção dos atos 3, que são lutas contra o Dr. Eggman) é dividido em partes. Sonic deve procurar e destruir 5 badniks e recolher os flickies que saem deles. Com cuidado para não ser ferido e perder os bichos (se perdê-los, não os deixe ir muito longe), deve-se achar o anel-portal que leva a próxima área ou encerra a fase. Sim, na balança de Sonic 3D Blast o lado da exploração pesa mais. O Sonic ainda corre rápido por conta própria e há mais velocidade por conta do Spin Dash, da habilidade do jogador e das sequências automáticas bobas que colocaram só pra ninguém poder dizer que não tem loopings no jogo.

A jogabilidade não é lisinha como nos jogos normais do Sonic. Apesar do chão quadriculado e do Rolling Attack para rolar em inimigos, o Sonic é um tanto escorregadio e é por vezes difícil fazer movimentos precisos, especialmente quando deve-se pular diagonalmente em plataformas pequenas. Para ajudar um pouco, o Homing Attack, que permite pular com precisão nos badniks, aparece pela primeira vez como um efeito do Escudo Dourado – e tem gente que acha que o Homing Attack é melhor nessa forma de powerup. Há também o escudo azul e o vermelho, que dão imunidade contra eletricidade e fogo, respectivamente, mas não dão nenhuma nova habilidade ao Sonic.

Tails e Knuckles aparecem escondidos nas fases para levar Sonic aos Special Stages se ele lhes trazer 50 anéis. O minigame usado para pegar esmeraldas neste jogo é tão pouco empolgante que mais parece um daqueles dos spinoffs de Master System. Só é preciso correr num caminho reto pegando anéis e desviando de espinhos e a maioria das 14 pistas são bem fáceis. O chefe final só pode ser enfrentado se Sonic conseguir todas as Chaos Emeralds.

A parte gráfica do jogo é bonita na parte de sprites e decorações e a abertura impressiona apesar da paleta limitada. O chão das fases geralmente não tem textura, o que apesar de feio garante que o jogo não fica poluído visualmente… Porém, Sonic Labyrinth tem chão com texturas e não há problema nisso.

Sonoramente o jogo é mais feliz, com músicas muito boas do Tatsuyuki Maeda e do Jun Senoue. Como no Sonic 3, cada tema tem um remix de segundo ato e há também duas músicas para as lutas contra o Eggman. Alguns jingles foram tirados do Sonic 3 (o de término de fase tornou-se permanente) e o grito Sega no logo da empresa não é aquele com o qual nos acostumamos na trilogia…

Algo que eu preciso destacar sobre este jogo é que ele foi o primeiro da série a remover o MALDITO limite de tempo de 10 minutos para completar cada fase. Se demorar demais para terminar uma fase, o bônus de tempo simplesmente aparecerá como “Too Long”, então dá pra explorar as fases em busca de segredos ou por diversão pelo tempo que quisermos. Vocês provavelmente nunca pensaram sobre isso, mas é um detalhe importante pra mim.

Outra coisa interessante é o menu de seleção de fases, que apesar de poder ser ativado pelo código B, A, Direita, A, C, Cima, Baixo e A ficou mais famoso por aparecer quando ocorre algum erro no jogo, geralmente causado por petelecos no cartucho. Descobri esse menu num acidente em que minhas irmãs não só puxaram o console e fizeram a tela aparecer, como também arrancaram a tomada no instante seguinte. Eu deduzi que a tela tinha aparecido por causa do jogo ter travado e comecei a experimentar o truque do peteleco, que geralmente funciona. Foi um momento mágico, leitores. O jogo até dá parabéns!

Sonic 3D Blast é um dos piores jogos do personagem de acordo com a maioria da população, mas eu curti o gameplay em geral, me diverti explorando as fases e gostei das batalhas contra o Dr. Eggman. Este não é um jogo do Sonic que eu gosto de jogar frequentemente, recolher os Flickies mais fujões é bem irritante em algumas situações e certas partes do level design e jogabilidade frustam um pouco, mas não me arrependo de ter gastado aqueles 54 reais e sou grato por meu pai ter procurado o supermercado. Sonic 3D não é um Sonic convencional e o “3D” é só pra chamar atenção, mas não chega a ser um jogo ruim. Sei que como eu também gosto do Sonic Labyrinth minha opinião não vale nada pra vocês, mas se tiverem curiosidade, joguem.