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(Review – SNES) Donald Duck no Mahou no Boushi

Título: Donald Duck no Mahou no Boushi
Console: Super Famicom
Produzido por: Epoch Co.
Lançado em: 11/08/1995


Donald Duck no Mahou no Boushi (Pato Donald e o Chapéu Mágico) foi um jogo de ação do SNES sobre o Donald Fauntleroy Pato que os japoneses não dividiram com o resto do planeta, assim como fizeram com o Mickey em Mickey no Tokyo Disneyland Daibouken. Descobri ele por acaso há muito tempo enquanto olhava a parte D da lista de roms do SNES.

O jogo começa com o Donald procurando emprego para juntar dinheiro e comprar um chapéu para a Margarida. Como de costume nos jogos do Donald, aparece uma lista de 4 fases que podem ser jogadas em qualquer ordem. Como cada uma tem uma recompensa diferente, só é necessário jogar duas ou três delas.

No primeiro emprego ($140), Donald pilota uma bicicleta e tem de entregar cartas em caixinhas de correio. Ele só pode acelerar, frear e pular. Para atrapalha-lo há alguns cachorros para persegui-lo e um idiota num carrão que aparece correndo num ponto da fase. Em certa parte do céu há balões que também são alvos para Donald. Ele tem que escalar um poste com a bicicleta (!) para alcançá-los.

No segundo emprego ($180), Donald tem que limpar janelas sujas em um edifício, usando sua camisa ou a mão, aparentemente. Enquanto escala o prédio com o elevador no lado direito, Donald tem de tomar cuidado com crianças que querem matá-lo com vasos e bolas e infelizmente não podem ser jogadas prédio abaixo. Se Donald cair do prédio, seus sobrinhos o salvarão com uma cama elástica. Acho que essa é a menos empolgante das quatro fases e para combinar com isso, é ela que dá a maior recompensa.

No terceiro emprego ($150), Donald tem de resgatar um passáro de sua vó Donalda que foi sequestrado pelo João Bafo de Onça, o que não faz muito sentido neste jogo…
Na fase o Solid Donald invade a casa do Bafo e tem que evitar objetos que acordarão o cão do vilão, o que conta como morte instantânea. Na maioria dos casos, Donald pode usar sua autoridade para que os objetos se calem antes de acordar o cachorro.
Nesta fase aparecem pela primeira vez os objetos em que Donald pode se balançar, o que é uma das partes mais difíceis da jogabilidade, como na maioria dos jogos em que eles aparecem ou jogos que focam neles. Quando Donald chega no final do caminho (e lembre-se que a torradeira NÃO pode ser interrompida), o pássaro é libertado e Donald foge do cão de guarda numa cutscene onde a música de chefes faz sua primeira aparição.

Por fim, no quarto “emprego” ($120) o Donald tem que completar um percurso com obstáculos antes do tempo acabar. Aqui a mecânica que faz o Donald correr ao andar sobre uma descida aparece pela primeira vez. Há vários obstáculos que podem ajudar ou atrapalhar e no fim há alguns objetos de se pendurar para agoniar o jogador. Não é difícil passar pela fase toda com bastante tempo sobrando e acabar travado nessa parte.

Depois que Donald consegue 300 patacas (é esse o termo que usam no Brasil, certo?), ele volta a loja e por desgraça o chapéu já havia sido vendido. É aí que um ser misterioso aparece dizendo que conseguiria o chapéu para o Donald se ele lhe ajudasse a resolver um problema numa torre de relógio assombrada.

Esta fase foca na gimmick de balanço mais do que as anteriores, então é melhor tentar se acostumar. A forma correta de cair no objeto não é muito clara e o Donald pula em velocidades diferentes dependendo do momento em que o botão é apertado. Se Donald cai nas engrenagens, fantasmas aparecerão para seguí-lo. É preciso ativar os holofotes espalhados pela fase para afugentá-los.

Depois que Donald ilumina a torre inteira, o prólogo finalmente acaba e o jogo passa do casual para o fantástico com a revelação de que o carinha que pediu ajuda para o Donald é o rei de um castelo flutuante que o João Bafo de Onça (parece outro personagem na imagem, mas é ele mesmo) transformou em um chapéu falante. Donald é mandado pra resolver a situação e a parte principal do jogo começa com uma fase numa vila, mais 4 de ordem livre e duas finais.

Dessas quatro fases, a mais interessante é a da floresta, que gira conforme o Donald anda nela (essa fase não funciona nos emuladores mais recentes. Usem o ZSNES 1.50, por exemplo.), o que é um uso legal do Mode 7. Tem também a da caverna, que é um labirinto onde um certo caminho de espelhos deve ser seguido. Em geral, eu acho que essas fases acabam rápido demais e várias gimmicks não são exploradas o suficiente. A pior é a de gelo, que é só uma corrida curta contra um coelho trapaceiro. A fase final felizmente tem boa duração… já que são 3 fases em uma.

A jogabilidade funciona bem, apesar da detecção de colisão que às vezes é estranha e das partes em que se deve bancar o Tarzan por muito tempo. Depois que Donald encontra o rei-chapéu, ele pode usá-lo como um escudo de invencibilidade, o que não serve pra nada pois ele não pode se mover nesse estado e demora tempo demais para vestir e remover o chapéu. Além de poder atacar inimigos com bundadas, pode-se apetar a seta pra baixo durante um pulo para virar o pato de ponta-cabeça, o que é um movimento radical que causa dano dobrado e é obrigatório nas lutas contra os chefes. Em geral o jogo não é muito difícil, nem no modo Hard. Donald começa o jogo com 4 HP, mas pode ficar com 12 ao comer uns frangos assados.

Graficamente o jogo é bonito, detalhado e tal e passa bem a impressão de desenho animado. O que estraga isso um pouco são alguns backgrounds feios, como o da fase da floresta que mal dá pra chamar de background.
A parte sonora é uma das melhores entre os jogos do Donald. Grande parte das fases tem uma música interessante e a que toca na maioria dos chefes é incrível. Até criaram um leitmotiv para o Donald. Além disso, o pato também tem voz no jogo, usada para grasnar e falar algumas palavrinhas em japonês. A voz do Donald é bem audível e ridiculantemente adorável, especialmente na cutscene final.

Concluindo, Donald Duck no Mahou no Boushi é um jogo acima da média apesar de ter coisas que poderiam ter sido melhor aproveitadas. Eu não considero ele tão bom quanto o Lucky Dime Caper ou o Maui Mallard, mas o jogo está longe de ser uma mancha na lista de jogos do personagem. O jogo se tornou um dos mais obscuros do Donald por ter sido exclusivo do Japão, mas parece que tem um cara começando a traduzi-lo como “Donald Duck And The Sorcerer King’s Hat”. Antes ou depois dessa tradução terminar, recomendo que experimentem o game.

  1. 24 de março de 2012 às 8:25 PM

    Esse jogo eu nem tinha ouvido falar. Legal que vc teve a curiosidade de abrir ao navegar pela letra D das ROMs.
    É engraçado ver um jogo de um personagem americano ficar apenas para os japoneses, nada contra, mas é a mesma coisa que fizessem um jogo da Turma da Mônica em outro país e ele ficasse por lá e nunca fosse conhecido por nós.
    Ficou bem legal a review, deu vontade de conhecer o jogo. Mas acho que vou aguardar a tradução para o inglês, já que de japonês eu não entendo absolutamente nada… hehe!

    • 26 de março de 2012 às 12:56 PM

      O Super Famicom teve até um jogo do Popeye que não saiu no ocidente!

  2. 25 de março de 2012 às 1:13 AM

    Não cheguei a jogá-lo mas já vi meu afilhado jogando essa fase da bicicleta várias vezes. Ele comentou da parte sonora, mas não sei se ele chegou a zerá-lo. Emerson, tô começando a achar que você só curte game japonês, hehe. Ótimo review e é bom te ver de novo aqui no Twosday. Um abraço!

    • 26 de março de 2012 às 1:09 PM

      Foram eles que criaram a maioria das séries que alegraram as décadas de 80 e 90, uai.
      E obrigado pelos desejos de boa sorte que você e os outros me deram no outro post. Fui assaltado no dia 14 e levaram um punhado de coisas importantes mas meu pendrive escapou, portanto posso continuar postando aqui como planejado, ha ha ha…

  3. 25 de março de 2012 às 2:06 PM

    esse game é muito lindo visualmente, até para os melhores padrões do SNES, parece mais game boy advance ou algo mais avançado. parece ser bacana de testar,pelo menos

    • 26 de março de 2012 às 1:18 PM

      Sim, os gráficos do jogo geralmente são bonitões.

  4. 8 de abril de 2012 às 9:19 PM

    Muito interessante, mais interessante ainda é o fato de emuladores atuais não rodarem a fase com o efeito da Mode 7. Os caras ao invés de evoluírem os emuladores, regridem.

    Vou baixar pra testar aqui.

    • 9 de abril de 2012 às 11:40 AM

      Sobre isso, se não me engano, o menu de itens do Super Mario RPG é bugado nos emuladores atuais. Outro jogo que perdeu suporte foi o Actraiser 2 e os caras não tão nem aí porque dizem que o 2 é inferior ao 1.

  5. 5 de abril de 2014 às 5:11 PM

    Muito legal essa sua review. Comprei alguns jogos de uma locadora antiga da minha cidade, e esse jogo estava no meio. Eu comprei achando que era o Cold Shadow, para minha surpresa era esse desconhecido Mahou no Boushi. Pesquisei na internet e de longe esse seu post é o melhor que há sobre esse game. Parabéns.

    • 6 de abril de 2014 às 2:33 AM

      Obrigado pelo elogio.
      Valeu a pena ter comprado o jogo errado?

  6. Rafael
    8 de maio de 2014 às 4:25 AM

    JOguei esse jogo quando era moleque…como o cartucho era todo em japones, sempre me referi a esse jogo como ”jogo do Donald com o delphos” sei la porque…enfim, é muito bom esse jogo!

  7. Luciana
    3 de outubro de 2014 às 5:34 PM

    ja joguei e zerei este jogo na minha infancia ele é muito bom a procura dele pra baixar

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