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(Review – SNES) Donald Duck no Mahou no Boushi

21 de março de 2012 12 comentários

Título: Donald Duck no Mahou no Boushi
Console: Super Famicom
Produzido por: Epoch Co.
Lançado em: 11/08/1995


Donald Duck no Mahou no Boushi (Pato Donald e o Chapéu Mágico) foi um jogo de ação do SNES sobre o Donald Fauntleroy Pato que os japoneses não dividiram com o resto do planeta, assim como fizeram com o Mickey em Mickey no Tokyo Disneyland Daibouken. Descobri ele por acaso há muito tempo enquanto olhava a parte D da lista de roms do SNES.

O jogo começa com o Donald procurando emprego para juntar dinheiro e comprar um chapéu para a Margarida. Como de costume nos jogos do Donald, aparece uma lista de 4 fases que podem ser jogadas em qualquer ordem. Como cada uma tem uma recompensa diferente, só é necessário jogar duas ou três delas.

No primeiro emprego ($140), Donald pilota uma bicicleta e tem de entregar cartas em caixinhas de correio. Ele só pode acelerar, frear e pular. Para atrapalha-lo há alguns cachorros para persegui-lo e um idiota num carrão que aparece correndo num ponto da fase. Em certa parte do céu há balões que também são alvos para Donald. Ele tem que escalar um poste com a bicicleta (!) para alcançá-los.

No segundo emprego ($180), Donald tem que limpar janelas sujas em um edifício, usando sua camisa ou a mão, aparentemente. Enquanto escala o prédio com o elevador no lado direito, Donald tem de tomar cuidado com crianças que querem matá-lo com vasos e bolas e infelizmente não podem ser jogadas prédio abaixo. Se Donald cair do prédio, seus sobrinhos o salvarão com uma cama elástica. Acho que essa é a menos empolgante das quatro fases e para combinar com isso, é ela que dá a maior recompensa.

No terceiro emprego ($150), Donald tem de resgatar um passáro de sua vó Donalda que foi sequestrado pelo João Bafo de Onça, o que não faz muito sentido neste jogo…
Na fase o Solid Donald invade a casa do Bafo e tem que evitar objetos que acordarão o cão do vilão, o que conta como morte instantânea. Na maioria dos casos, Donald pode usar sua autoridade para que os objetos se calem antes de acordar o cachorro.
Nesta fase aparecem pela primeira vez os objetos em que Donald pode se balançar, o que é uma das partes mais difíceis da jogabilidade, como na maioria dos jogos em que eles aparecem ou jogos que focam neles. Quando Donald chega no final do caminho (e lembre-se que a torradeira NÃO pode ser interrompida), o pássaro é libertado e Donald foge do cão de guarda numa cutscene onde a música de chefes faz sua primeira aparição.

Por fim, no quarto “emprego” ($120) o Donald tem que completar um percurso com obstáculos antes do tempo acabar. Aqui a mecânica que faz o Donald correr ao andar sobre uma descida aparece pela primeira vez. Há vários obstáculos que podem ajudar ou atrapalhar e no fim há alguns objetos de se pendurar para agoniar o jogador. Não é difícil passar pela fase toda com bastante tempo sobrando e acabar travado nessa parte.

Depois que Donald consegue 300 patacas (é esse o termo que usam no Brasil, certo?), ele volta a loja e por desgraça o chapéu já havia sido vendido. É aí que um ser misterioso aparece dizendo que conseguiria o chapéu para o Donald se ele lhe ajudasse a resolver um problema numa torre de relógio assombrada.

Esta fase foca na gimmick de balanço mais do que as anteriores, então é melhor tentar se acostumar. A forma correta de cair no objeto não é muito clara e o Donald pula em velocidades diferentes dependendo do momento em que o botão é apertado. Se Donald cai nas engrenagens, fantasmas aparecerão para seguí-lo. É preciso ativar os holofotes espalhados pela fase para afugentá-los.

Depois que Donald ilumina a torre inteira, o prólogo finalmente acaba e o jogo passa do casual para o fantástico com a revelação de que o carinha que pediu ajuda para o Donald é o rei de um castelo flutuante que o João Bafo de Onça (parece outro personagem na imagem, mas é ele mesmo) transformou em um chapéu falante. Donald é mandado pra resolver a situação e a parte principal do jogo começa com uma fase numa vila, mais 4 de ordem livre e duas finais.

Dessas quatro fases, a mais interessante é a da floresta, que gira conforme o Donald anda nela (essa fase não funciona nos emuladores mais recentes. Usem o ZSNES 1.50, por exemplo.), o que é um uso legal do Mode 7. Tem também a da caverna, que é um labirinto onde um certo caminho de espelhos deve ser seguido. Em geral, eu acho que essas fases acabam rápido demais e várias gimmicks não são exploradas o suficiente. A pior é a de gelo, que é só uma corrida curta contra um coelho trapaceiro. A fase final felizmente tem boa duração… já que são 3 fases em uma.

A jogabilidade funciona bem, apesar da detecção de colisão que às vezes é estranha e das partes em que se deve bancar o Tarzan por muito tempo. Depois que Donald encontra o rei-chapéu, ele pode usá-lo como um escudo de invencibilidade, o que não serve pra nada pois ele não pode se mover nesse estado e demora tempo demais para vestir e remover o chapéu. Além de poder atacar inimigos com bundadas, pode-se apetar a seta pra baixo durante um pulo para virar o pato de ponta-cabeça, o que é um movimento radical que causa dano dobrado e é obrigatório nas lutas contra os chefes. Em geral o jogo não é muito difícil, nem no modo Hard. Donald começa o jogo com 4 HP, mas pode ficar com 12 ao comer uns frangos assados.

Graficamente o jogo é bonito, detalhado e tal e passa bem a impressão de desenho animado. O que estraga isso um pouco são alguns backgrounds feios, como o da fase da floresta que mal dá pra chamar de background.
A parte sonora é uma das melhores entre os jogos do Donald. Grande parte das fases tem uma música interessante e a que toca na maioria dos chefes é incrível. Até criaram um leitmotiv para o Donald. Além disso, o pato também tem voz no jogo, usada para grasnar e falar algumas palavrinhas em japonês. A voz do Donald é bem audível e ridiculantemente adorável, especialmente na cutscene final.

Concluindo, Donald Duck no Mahou no Boushi é um jogo acima da média apesar de ter coisas que poderiam ter sido melhor aproveitadas. Eu não considero ele tão bom quanto o Lucky Dime Caper ou o Maui Mallard, mas o jogo está longe de ser uma mancha na lista de jogos do personagem. O jogo se tornou um dos mais obscuros do Donald por ter sido exclusivo do Japão, mas parece que tem um cara começando a traduzi-lo como “Donald Duck And The Sorcerer King’s Hat”. Antes ou depois dessa tradução terminar, recomendo que experimentem o game.

Preview de Sonic Classic 2

21 de março de 2012 2 comentários


O Hez postou este video de seu novo fangame ontem. O vídeo mostra uma fase nova e que as fases de Sonic 1, cortadas do Classic 1, aparecerão junto das fases de Sonic 2. Também é mostrado um escudo de teletransporte, que era uma habilidade do Shadow no Classic 1.

Game Over

6 de março de 2012 7 comentários

Recentemente eu comecei a estudar na IFSP e não estava pagando a internet na pensão em que estou morando, mas caminhava até a rodoviária do Tietê para usar o wi-fi de lá e queria escrever algum review pra não deixar o blog parado…
…E então meu netbook desligou na minha cara. Ele não estava quente ou lento e mesmo assim se desligou. E não liga mais. Nem sua bateria pode ser recarregada.
Talvez seja algum problema de memória ram ou talvez o monitor, que já estava com dobradiças quebradas e com as cores se estragando, tenha quebrado de vez e todo o resto da máquina não funcione sem ele (isso existe?) Talvez seja algo muito pior. E ainda por cima, sei que consertar qualquer coisa de um computador hoje em dia pode ser inexplicavelmente mais caro do que comprar um novo.
Se alguém souber de algo que possa me ajudar, fale.

Enfim, o resumo da ópera é que eu não tenho mais um computador meu para usar. Não perdí meus backups do Xoters, do Project Spikepig ou do Crazy Sonic, mas para minha desgraça, um monte de coisas minhas ficaram presas no hd do bicho e eu não tenho como continuar escrevendo pro blog da forma como fazia (o que já não era grande coisa).

Por enquanto é só.