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(Review – SNES) The Twisted Tales of Spike McFang

Título: The Twisted Tales of Spike McFang
Console: SNES
Produzido por: Bullet Proof Software e Red Company
Lançado em: 1993/1994


The Twisted Tales of Spike McFang é a continuação do Makai Prince Dorabocchan, que foi lançado em 1990 pro PC Engine no Japão. Enquanto que o primeiro é um jogo de plataforma, esta continuação é um jogo de ação com visão aérea e mecânica de Level Up.

O enredo conta sobre 3 reinos cheios de seres sobrenaturais que viviam em harmonia até que um dos líderes, Von Hesler, resolveu dominar geral. Depois que Spike, o príncipe de Batland, termina seu treinamento, ele se reúne aos filhos dos outros líderes para resolver a situação.

Os movimentos de Spike são completamente diferentes daqueles que ele tinha no primeiro jogo. Seu ataque normal é girar e cortar os inimigos com vento. Se Spike girar várias vezes seguidas, o ataque alcançará mais longe, causando grande dano. O problema é que Spike fica tonto e incontrolável por uns 2 segundos e meio, o que é tempo suficiente para ser mutilado pelos inimigos sobreviventes.

Ao segurar o botão de ataque, Spike faz sua cartola flutuar para ser arremessada como um bumerangue. O chapéu mais forte disponível persegue inimigos por um tempo após ser atirado, o que é bem útil.

Spike também pode usar cartas que devem ser compradas em lojas. Ele pode usá-las para se curar, atacar inimigos com magias e invocações, parar o tempo, tornar-se invencível ou escapar das dungeons. Elas são muito úteis. Os botões L e R são usados para navegar pela lista de cartas e o A as usa. Na versão americana é possível deixar o espaço vazio equipado, para não desperdiçar cartas por acidente.

Na versão americana colocaram uma múmia no lugar da oni. =T


O problema é que as lojas de cartas só aparecem no começo de cada “capítulo” e as cartas ofensivas são vendidas de forma aleatória. Não há baús com itens neste jogo. Pior ainda é que a parte final do jogo não tem lojas! Ainda pior é ver inimigos dropando grandes quantias de dinheiro nessa situação…

O herói passa a maior parte do jogo acompanhado por um personagem que lhe dá suporte. O problema é que eles são bem idiotas. Eles são invencíveis e machucam inimigos por contato, mas raramente atacam por conta própria. Spike deve manipular os movimentos deles ou usar uma “Companion Card” para que eles façam alguma coisa.

O jogo é bem difícil. Spike ganha uma barra inteira de HP a cada level up, mas sempre há um ou outro bicho que arranca um pedaço enorme dela a menos que Spike tenha um nível alto. Os chefes e alguns inimigos grandes possuem uma grande lista de ataques especiais. Curiosamente, é geralmente seguro pular sobre projéteis mesmo que não pareça possível. Alguns chefes também regeneram completamente seu HP, o que é especialmente irritante na versão americana.

Sim, os americanos fuçaram na dificuldade do jogo, aumentando a defesa dos inimigos. Por causa disso, qualquer batalha pode durar uma eternidade e nós somos forçados a passar um tempão numa só tela fazendo level grinding não para aumentar a defesa do Spike, mas sim para fazer mais do que arranhões nos chefes. O HP do Spike também não é recarregado após level ups. Por fim, na tela de game over foi tirada a opção de retornar até o Professor Steam com o HP cheio.

O level design é bom, mas nunca chega a ser tão grandioso como as setpieces da primeira metade do jogo sugerem. A parte final é a pior: depois de passar por uma floresta-labirinto e seu chefe, o que aguarda os heróis na fortaleza final é uma miserável linha reta até os dois chefes finais. O jogo também é muito curto, consistindo de apenas 4 capítulos. Para um jogo do tipo, isso é pouco demais.

Quanto a parte técnica, a diferença de qualidade gráfica entre este jogo e seu antecessor é enorme. Tudo é muito bem detalhado, mas sem perder o aspecto bonitinho e alegre, que é semelhante ao de Earthbound e Ganpuru. Também há algumas boas músicas na trilha sonora.

Por fim, The Twisted Tales of Spike McFang é um jogo que não é tão bom quanto poderia ser ou tão interessante quanto um Zelda, mas ainda é legal e garante diversão por algumas horas.

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