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(Review – Arcade) The Cliffhanger: Edward Randy


Há alguns dias eu descobri um jogo de arcade chamado The Cliffhanger: Edward Randy que foi criado pela Data East em 1990. Apesar do nome ele não é baseado no filme Cliffhanger e nem tem um final do tipo cliffhanger, mas copia muito de Indiana Jones, assim como Sly Spy, também criado pela Data East, copiou James Bond.

A historinha, que eu li na Wikipédia porque a abertura do jogo não explica muito e o resto foi removido da versão americana, se passa na Europa dieselpunk por volta de 1930, onde uns pseudo-nazistas forçam um cientista a criar um robô gigante poderoso…

…que os caras não podem ativar, pois o cientista conseguiu entregar a chave para sua neta, que decide pedir ajuda ao tal do Edward Randy. O herói acaba tendo de deixar de lado os planos de ver a namorada para chicotear vilões e salvar o mundo.

The Cliffhanger é cheio de ação explosiva e cInEmAtOgRáFiCa. Na primeira fase temos barcos saltitando pela tela numa cópia de uma cena de Indiana Jones e a Última Cruzada que a Lucasfilm não teve competência para jogabilizar na época. A penúltima fase e seus aviões é uma das mais legais que eu já ví, especialmente quando eles começam a se jogar uns nos outros. Já a quarta fase é a mais “chata” pois nada muito extravagante acontece nela.

O jogo é quase todo feito de cenas de perseguição, com o Edward em cima de algum veículo e dezenas de soldados (há uns três tipos que aparecem frequentemente e mais alguns únicos) vindo de todos os lados do cenário, incluindo o background e o foreground. Isso junto dos efeitos de câmera, profundidade, parallax e da boa pixel art tornam as fases algo muito bonito de se ver. As músicas também são bacanas e procuram combinar com o que ocorre nas fases, assim como as falas que deram pro Edward.

A jogabilidade funciona bem, embora não seja perfeita. Para pular pros lados, Edward precisa estar parado, senão ele dá rasteira. Ele também pode prender o chicote em certas partes do cenário e usar um ataque giratório apelão que o torna invencível, mas às vezes é difícil fazer esse movimento funcionar, ainda mais quando o cara tá cercado de inimigos e passa a dar socos ao invés de chicotadas.

Apesar de Edward ter uma barra de corações, ela nem devia estar lá. O HP dele é determinado por quantos pontos ele tem. Pontos são ganhos aos poucos ao matar inimigos e perdidos aos montes toda vez que Edward apanha. Quando Edward fica sem pontos, sai voando pra fora da tela que nem uma folha de papel.

Alguns ataques dos inimigos tiram quantidades absurdas de HP mesmo que não pareçam tão perigosos. E mesmo sendo capaz de correr e atacar inimigos distantes, Edward ainda pode ser espancado facilmente. Terminar o jogo sem morrer só é possível através de movimentos friamente planejados e calculados. Dá também pra jogar em modo de 2 jogadores para facilitar um pouco.

Por fim, Cliffhanger é uma divertida relíquia arcade mais bacana que alguns dos jogos oficiais do Professor Jones, bem parecida com o que a Treasure passaria a criar dois anos depois. Para os fãs de jogos desse estilo, é algo imperdível.

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