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(Review – PC) Speedy Blupi/Eggbert 1 e 2


>>Introdução>>>>>
A série Blupi, protagonizada por um carinha amarelo com cara de bobão, foi criada por volta de 1988 na Suíca pela EPSITEC para os computadores Smaky. De lá pra cá vários jogos do personagem foram criados. Alguns são educativos, uns dois são platformers, dois são de puzzle e um é um RTS.

Hoje eu lhes contarei sobre o Speedy Blupi e sua continuação. Vocês já devem ter ao menos visto o primeiro sendo vendido por um preço bem pequeno em lojas ou bancas. Devido ao preço, foi um dos poucos jogos de PC que eu pude fazer meu pai comprar pra mim quando eu era criança. E Speedy Blupi não é nada mal, tanto que quando emprestei o CD a um monitor de sala de informática há alguns anos… Ele nunca me devolveu, pois emprestou o CD a um outro cara que então se mudou de cidade.

Malditos.

>>Sobre Speedy Blupi>>>>>

Speedy Blupi, criado em 1998 e publicado pela eGames na América como “Speedy Eggbert” é um jogo de plataforma com 35 fases e foco em exploração. Depois de terminar o tutorial, é possível entrar em qualquer mundo existente no HUB e ir terminando as fases para destravar as portas para a fase final no inicio do HUB.

Nas fases, o objetivo é encontrar todos os baús de tesouro escondidos e então encontrar a saída, que é uma seta vermelha. Às vezes a saída aparece no começo da fase, requirindo que backtracking seja feito para vencer. O problema é chegar no final do caminho e se esquecer que a saída está no começo.

Cada fase tem as suas armadilhas e gimmicks. Bombas aparecem grudadas no chão, no teto ou flutuando e é preciso usar bem os três tamanhos de pulo do Blupi (Ctrl, Ctrl+Cima e Ctrl+Baixo) para se esquivar. Molas para pular alto, barras para se pendurar, plataformas, ventiladores, caixas e água também marcam presença.

Os inimigos geralmente são bem simples e apenas se movem pra frente e pra trás. São simplesmente bombas com comportamento levemente diferente e também explodem se matam o Blupi. Os inimigos mais complexos são os clones dumal do Blupi, que atacam com bolas de cola e podem ser mortos com tiros, bombas amarelas ou um powerup que cria chamas ao redor de Blupi (que são inúteis contra qualquer outra coisa).

Há alguns veículos no jogo. Com o Skate, Jipe ou Tanque, Blupi pode passar por cima das bombas sem morrer. Com o Skate, Blupi ainda pode pular e com o Tanque é possível atirar cola. O jetpack-helicóptero permite que Blupi possa voar pela fase, mas explode facilmente ao bater no teto. Várias fases podem se tornar impossíveis se ele não for usado com MUITO cuidado (dica: digite “givecopter” nas fases para receber um helicóptero) nas passagens estreitas.

…À propósito, todos os veículos explodem quando caem na água. Até os skates.

O level design geralmente é bom, exceto quando as fases tem muito filler e ficam longas demais. Ou quando fica difícil encontrar os itens e a saída. Quando eu era moleque, nunca consegui terminar todas as fases, mas atualmente com um pouco de paciência não é algo tão difícil.

Os controles funcionam bem, mas há um bug em que o Blupi falha em pular alto o suficiente durante um pulo Ctrl+Cima. Isso não me fez perder vidas, mas quando acontece irrita e faz perder tempo. A câmera também tem problemas em acompanhar o Blupi quando ele fica rápido.

O jogo tem um editor de fases, que era a razão da escola em que eu estudava tolerar o jogo quando eu jogava por lá. Cada perfil de jogador pode ter 20 fases que podem ser salvas, exportadas e importadas. Dá pra usar todos os objetos e tilesets e criar fases pequenas ou grandes é algo fácil de fazer. Poder criar fases é certamente a melhor, mais memorável e importante parte do game.

Também há um modo multiplayer para até 4 jogadores, mas nunca pude jogá-lo. =(

Os gráficos em geral são bonitos e a maioria dos sprites são bem animados. O Blupi é carismático e tem várias animações, podendo até reagir aos inimigos e bombas com caretas. O problema é o background quando ele é formado por imagens pequenas demais ou que não loopam corretamente, ficando com uma aparência feia.

Também há uma falta de uniformidade em algumas fases, que usam tiles de mundos diferentes que não combinam juntos.

A trilha sonora… cumpre seu papel, mas eu só gosto de duas delas. Os sons são legalzinhos. O melhor é a risada ridícula que o Blupi faz quando arma bombas: “HUAHAHAHAHA!”

O pior pra mim foi descobrir que o jogo não tem final. Após terminar a longa última fase, tudo o que o jogador recebe é a mesma tela de parabéns que aparece após qualquer fase customizada.

Eu passei anos imaginando como o final do jogo poderia ser… e isso me acontece. Maldição.

>>Sobre Speedy Blupi 2>>>>>

A continuação lançada em 2001 é bem “mais do mesmo”. Nenhum problema foi corrigido e a interface é praticamente a mesma com gráficos de meleca verde. A trilha sonora TAMBÈM é a mesma, sem nenhuma novidade.

Pelo menos há muitas fases novas. E também há novas gimmicks. Se Blupi for picado por abelhas, ele não morre. Ele infla e flutua por algum tempo, ou até bater em bombas que neste caso apenas o farão voltar ao normal. De forma semelhante, Blupi pode ser esmagado e então cair lentamente como uma pena.

Wario Land, alguém?

Há portas que só abrem se Blupi tiver pego um certo número de baús, servindo para linearizar as fases. Também há teletransportadores, um “powerup” que inverte os controles e um hovercraft que pode flutuar alguns tiles acima do chão.

A parte mais chata pra mim foi descobrir fases completamente recicladas do primeiro jogo com modificações insignificantes, o que é um grande desperdício e acontece vezes demais para se relevar.

E o final ainda é uma porcaria.

>>Conclusão>>>>>
Embora eu tenha soado negativo várias vezes no texto acima, eu gosto bastante destes jogos. Os dois Speedy Blupis foram dois jogos de plataforma interessantes e divertidos, o que não lembro de ter visto com frequência nos PCs. Parece que acabaram caindo na obscuridade, mas certamente existem outros fãs além de mim por aí.

Para quem se interessou, aqui vai um link de download ilegal:
http://download4f.blogspot.com/2010/05/speedy-eggbert-1-2.html

  1. Teste
    10 de janeiro de 2013 às 3:50 AM

    Sou muito fã desse jogo, eu mesmo já tive só que cabei perdendo o jogo.

    • 11 de janeiro de 2013 às 2:19 AM

      Meus pêsames. Como escrito antes eu emprestei minha cópia pra alguém que nunca a devolveu… AH, A VERGONHAAAA.

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