Início > Games, Reviews, Sonic The Hedgehog > (Review – Game Gear) Sonic Labyrinth

(Review – Game Gear) Sonic Labyrinth

Título: Sonic Labyrinth
Console: Game Gear
Produtora: Sega
Lançado em: 1995

Abandonem as esperanças, quem passar por aqui.


>>Introdução>>>>>
Depois que Sonic & Knuckles foi lançado em 1994, houve uma grande seca em que apenas spinoffs pouco expressivos da série eram lançados para os vários consoles da Sega (Na verdade, Chaotix é continuação direta de S3&K, mas ninguém se importa).

O mais infâme de todos esses spinoffs deve ser o Sonic Labyrinth. Desde tempos imemoriais eu tenho ouvido falar sobre como ele tem jogabilidade horrivelmente lenta e não tem nada a ver com o estilo da série.

>>Enredo>>>>>
Sonic acorda em sua casa, (seja lá onde for a casa dele) calça seus tênis e tem uma péssima surpresa: eles estão tão pesados que Sonic mal consegue andar e ainda por cima não podem ser retirados.

Dr. Eggman então surge das trevas, dizendo que poderia ter capturado, torturado e matado o Sonic, mas achou muito mais HI-LÁ-RIO privá-lo de sua super velocidade pelo resto da vida, já que os sapatos só podem ser removidos pelo poder das Esmeraldas do Caos que se encontram escondidas em sua novas fortalezas labirinticas.

Em resposta a essa esbórnia, Sonic disse apenas duas palavras:

Ou como diriam os americanos, "Spin Attack!"


>>Sobre o Jogo>>>>>,
Realmente, Sonic Labyrinth é um jogo muito lento. É lento, mas tão LENTO que é fácil perder o controle do Sonic com um spin dash exagerado e que a Sega usou o jogo para uma competição de time attack no Japão.

Gostaria de ver uma TAS deste jogo...


Pois é. A pé a velocidade do Sonic é intragável, mas não torna o jogo em si lento pois o Spin Dash ele ainda tem. O Spin Dash tem quatro níveis de força, mas é imprático ficar com o Sonic rebatendo descontroladamente pelas paredes. O ideal é dar apenas um peteleco no botão de spin para se mover e outro para frear conforme necessário.

Naquela época, dar boost gamebreaker exigia certo esforço do jogador, crianças.

Em Labyrinth temos 4 zonas com 3 atos cada (+1 com chefe), jogadas em perspectiva isométrica como no Sonic 3D Blast. O objetivo em cada uma é procurar por três chaves e então a porta de saída.

Há um tempo limite para terminar as fases. Ele pode ser recuparado ao pegar as chaves ou matar badniks, mas sofrerá cortes se Sonic for ferido. As chaves também voarão longe do Sonic caso ele tome pancada e se não forem recuperadas a tempo, (dependendo do local, recuperar chaves pode ser fácil, ou não) retornarão as suas posições originais.

Existem powerups espalhados pelas fases. Esses powerups vem em forma de triângulos coloridos ao invés dos costumeiros monitores, o que não é nada intuitivo.

O powerup amarelo recupera tempo, o verde mata todos os badniks presentes na tela (mas geralmente não há nenhum por perto), o azul aumenta a velocidade do Sonic, o vermelho o torna invencível e o raríssimo rosa (que some num instante) o dá uma vida extra.

MEUS OLHOS!! MEUS ÓCULOS SÃO INÚTEIS!!


O pior problema do jogo é que algum imbecil teve a idéia de fazer uma das cores na tela PISCAR sem parar quando algum powerup é usado. O jogo fica quase injogável nesse estado e por isso é até melhor evitar qualquer powerup, a não ser o amarelo.

Os gráficos são bonitos, ainda que os temas das fases não sejam tão marcantes. Pelo menos o chão xadrez tem uma textura diferente pra cada fase, o que é algo que o 3D Blast do Mega Drive não tem.

A trilha sonora é agradável mas não tão memorável. As músicas de ato 4 e do chefe final são os grandes destaques. As fases não tem músicas exclusivas. Há uma música para cada ato 1, outra para os atos 2 e mais uma para os atos 3. As três são bem tranquilas.

Quanto ao level design, há pouco sobre o que reclamar. As 12 fases do game são bem variadas com alguns caminhos estreitos e outros mais amplos. Buracos sem fundo marcam presença em algumas fases, mas não representam muito perigo. O jogo não se esquece de por gimmicks e armadilhas únicas como flippers, canhões, espinhos retráteis e esteiras/rios para cada fase.

Apesar de ter “Labirinto” como título, são poucas as fases em que achar as chaves é difícil. E isso é porque algumas fases usam portas e portais como gimmick e não dá para saber por qual ir sem um pouco de tentativa e erro.

?!


Não cheguei a ter problemas com o limite de tempo, mas considerando que tenho lido cada vez mais gente dizendo que o level design do Sonic CD é confuso, eu é que devo ter algum tipo de super poder e as fases de Labyrinth são na verdade impossíveis.

A fase mais complicada que encontrei enquanto jogava foi a 3-3 e isso por causa de uma trolada do level designer. Só usando a função de pausar o jogo e mover a câmera é que se percebe um caminho no canto esquerdo da fase difícil de se notar normalmente.

Cada fase tem um quarto ato que parece um antecessor da segunda parte da Speed Highway do Sonic Adventure. O Sonic rola em alta velocidade numa descida e tem de apanhar anéis. Há o suficiente para ganhar uma vida. No fim do caminho Sonic cai por um tubo que leva ao chefe de fase.

Como de costume nos Sonics de Game Gear desde o 2, os chefes são todos robôs do Eggman e não o próprio Eggman. Nem há uma luta contra ele aqui, infelizmente. Os chefes deste jogo são bem simples e fáceis (o último chega a ser anti-climático) e Sonic os enfrenta sob o sistema de “apanhou, perdeu anel. Apanhou de novo, morreu.”

Após derrotar o chefe final e receber Esmeraldas do Caos que não se parecem com Esmeraldas do Caos, Sonic escapa revigorado e os créditos começam a passar.

Por sacanagem, o jogo reclama (BUT IT IS NOT PERFECT!) se o jogador não tiver encontrado uma área secreta na fase 2-3, o que é algo impossível de se fazer de primeira sem ter olhado dicas por aí pois requer que um comando especial (A+B+Direita) seja usado em um canhão.

A fase bônus.


A fase secreta é bem pequena e serve apenas para ganhar uma ou duas vidas com os anéis que nela aparecem. Após completá-la, os créditos agora comemorarão o feito (IT IS PERFECT! WONDERFUL!) e revelarão um truque de level select, mas o final em geral é exatamente o mesmo.

Além do modo principal, há uma opção de Time Attack mal aproveitada, criada apenas para uma competição feita pela Sega no final de 1995. Nesse modo os jogadores devem terminar uma versão sem inimigos da fase 1-2 o mais rápido possível para então receber uma nota e senha no final. Essa senha tinha de ser mandada para a Sega e os 100 melhores jogadores ganharam brindes.

>>Conclusão>>>>>
Francamente, fora o lance dos items epiléticos, só há uma coisa de errado em Sonic Labyrinth, que é a razão de sua infâmia: ele força o jogador a usar a cabeça.

“A velocidade como consequência da habilidade do jogador”. Isso era o lema de Sonic 1, por mais que o marketing tente provar o contrário. Labyrinth não só abraça isso como também gira (haha) ao redor daquilo que define a jogabilidade da série Sonic. Correr? Nããããoooooo…

ROLAR.

Mas o jogo foi odiado por isso e paradoxalmente acusado de trair as caracteristicas da série. E todos sabemos o que essa atitude fez, pouco a pouco, com a direção do gameplay da franquia com o passar dos anos.

Não desperdice seu precioso tempo sentado, Sonic.

  1. 9 de junho de 2011 às 3:33 PM

    Você é um herói por ter aguentado jogar. Eu bem que tentei, mas não consegui, odiei essa jogabilidade travada.

  1. No trackbacks yet.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: