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(Review – Game Boy) Trip World

Título: Trip World
Console: Game Boy
Produtora: Sunsoft
Lançado em: 27/11/1992


Trip World não é lá um jogo muito popular, mas é reconhecido como um dos mais bonitos do Game Boy original. Os gráficos são detalhados o máximo possível, os personagens são adoráveis e bem animados e há uma grande quantidade de cenários.

…Eu devia falar de gráficos depois.

O jogo é geralmente considerado uma continuação para Gimmick!, um jogão também não muito comentado do NES, mas apesar do estilo semelhante e de terem sido feitos na Sunsoft, não foram criados pelo mesmo cara.

O enredo trata do roubo da Flor Maita, cujos poderes mantém a paz em Trip World. Yacopu, um jovem shabubu e neto do guardião da flor, parte para recuperá-la e parar o caos que rapidamente tomou conta do mundo.

Ou é ao menos o que Yacopu pensava. Apesar do manual e abertura dar a idéia de que a população de Trip World entrou em guerra após o roubo da flor mágica, neste jogo os inimigos não só não causam dano por contato como também, em sua maioria, não tentam ferir Yacopu!

Esses carinhas saltam do teto ao chão e podem ferir Yacopu.


A maioria dos inimigos apenas anda ou voa da esquerda para a direita sem fazer mal algum. Entre eles há uns 4 que se golpeados punirão a crueldade do jogador com movimentos inesperadamente complicados de se desviar.

Há até um na última fase que normalmente não faz nada, mas se for agredido torna-se invencível e capaz de machucar por contato.

Apesar do tamanho de chefe, esse gato só o atacará se for chutado 3 vezes.


Fora alguns poucos personagens hostís que aparecem durante as fases, apenas os chefes e mini chefes representam alguma dificuldade. E essa dificuldade não é exatamente uma curva, mas sim um MURO.

Sabem, os chefes não tem muito HP e morrem rápido, mas o problema é que o ataque de Yacopu, um mísero chute de 3 pixels, é um dos golpes mais ineficientes que eu já ví num jogo de ação.

Yacopu chuta, chuta e chuta e quase que não acerta ninguém que não esteja parado na frente dele. A batalha contra o primeiro chefe, por exemplo, pode ser comparada a famosa cena das voadoras que Kenshiro e Shin dão um no outro em Hokuto no Ken… Se os dois tivessem quicado um no outro por horas sem nenhum efeito.

O chute não é a única coisa que Yacopu pode fazer em Trip World. Acontece que ele é um transmorfo. Apertando Cima + B, ele transforma suas orelhas em asas e pode voar…

…Com a pior jogabilidade de vôo que eu já vi num game de ação. Yacopu não pode virar para trás, tocar em paredes ou simplesmente ganhar altitude sem cair como uma pedra. Há até uma passagem secreta na terceira fase (que leva a um mini chefe) que eu só consegui alcançar com a função Turbo do emulador. Fora isso, essa transformação (felizmente) só é necessária em uma única tela da fase 5, que é opcional.

Não há nada para temer nas partes aquáticas.


Apertando Baixo + B, Yacopu vira peixe e felizmente a jogabilidade dessa forma funciona bem. Ele até ganha a habilidade de cuspir bolhas, que é muito útil para… Bem, não há inimigos dentro d’água.

Hã? Ora, há sim outros personagens nadando pela fase, mas pra que atacá-los? Vocês nem ganharão pontos por isso!

Pelo menos não terá que ficar andando lentamente sob a água se estiver nesta forma.

Há ainda alguns powerups que dão mais transformações ao herói. Com uma flor na cabeça, Yacopu pode atirar sementes que paralisam os inimigos, o que não é muito útil pois eles não podem ser chutados nesse estado.

Numa parte com forte vento para a esquerda, essa vaquinha aparece pra encher o saco.


…Aliás, é estranho ficar escrevendo “inimigos” neste post quando a maior parte dos personagens do jogo é amigável. =/

Continuando, Yacopu pode virar bola e quicar rapidamente pelas fases, como o Kirby em sua transformação Ball no Adventure de NES, só que sem ferir ninguém.

E o terceiro powerup dá um rabo de bola de ferro e corrente para Yacopu.

É extremamente difícil vencer esse subchefe com o chute normal.


Agora os ataques de Yacopu alcançam longe.

=)

Pena que esses powerups são temporários.

=(

Há ainda mais dois que não aparecem normalmente. A idéia aqui é que após pegar um powerup, deve-se correr o mais rápido possível até outro powerup para ativar uma de duas transformações especiais.

Mini-Yacopu acaba de espancar um pássaro que estava quieto, sentado em cima da ponte. Por quê? ²


A primeira deixa o Yacopu pequenininho e… e… não serve para absolutamente nada.

Por outro lado, há a outra transformação que aparece nas fases 4 e 5. Yacopu ganha pernas e um projétil que mata qualquer coisa num tiro só. Ueba.

Essa transformação pode ser usada contra o quarto chefe, mas na quinta fase, só alcança a porta que leva aos chefes finais.

A batalha final do jogo é dividida em 3 partes e não é fácil, mesmo com os buracos que o primeiro e o terceiro chefão tem em suas defesas, o segundo é genuinamente poderoso. Como só há 4 vidas para terminar o jogo, é melhor não perder… nenhuma até chegar aqui.

No final do jogo esse cara aparece...


...e revela-se um shabubu montado em cima desses dois caras. Eles tem o mesmo chute de Yacopu.


Depois temos este clone malvado de Yacopu. Ele é bem mais agressivo que o chefe anterior e pode dar voadoras, rasteiras e chifradas.


O último chefe é este robô. Ele tem uma grave falha de defesa, mas é difícil se aproximar sem ser acertado pelos tiros ou chutes.


É curioso ver um dos jogos mais ridiculamente fáceis que já ví se tornar desafiante em seus momentos finais.

A trilha sonora é boa. Cada fase possui um ou dois temas agradáveis, o de chefes é empolgante e os dois últimos chefes tem temas únicos. Ótimo.

Enfim, apesar da ótima ambientação, Trip World tem pouco daquilo que considero bom em jogos de plataforma. Considerando-o uma continuação para Gimmick!, então, pior ainda.

Na fase 4, dá pra roubar essa bola de um NPC, mas não há muito o que fazer com ela.


A palavra “Trip” do título pode ser traduzida como viajem ou passeio e o jogo leva isso a sério. Sério até demais. Mesmo que a maioria dos NPCs sejam inofensívos, deveriam haver algumas gimmicks e armadilhas aqui e alí para incrementar o gameplay.

Ainda que sejam longas, as fases tem um feeling vazio e nem são muito exploráveis. Só as duas últimas tem caminhos alternativos que duram pouco.

Do jeito que está, só enfrentar os chefes tem graça e único motivo que me leva a jogar esse jogo de novo é enfrentar o clone mau de Yacopu, que é um tipo de chefe que eu gosto.

Eu comecei este review querendo dizer que este é um bom jogo, mas não posso. Entretanto, não tenho como dizer que o jogo é ruim…

Simplesmente apertem Select na tela título para abrir o Stage Select.


Recomendo que joguem para ao menos apreciar os cenários, músicas e chefes. Dêem também uma olhada no freeware Knytt Stories, cujo estilo é semelhante ao deste game.

Categorias:Games, Reviews Tags:,
  1. 31 de dezembro de 2011 às 5:12 AM

    Achei muito interessante, to apanhando pra achar ele aqui na net. Fiquei curioso para jogar. Bela resenha (pena que os inimigos são inúteis.. hehe)!

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