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(Review – PC) Wind and Water: Puzzle Battles

Título: Wind and Water – Grand Battle of the Five Ancient Elements of Space and Time
Console/Data: GP2X (08/2007), Dreamcast (01/11/2008) e PC (31/01/2011)
Produtora: Yuan Works


Introdução:
Wind and Water: Puzzle Battles foi criado pelos irmãos Yuan-Hsi e Yuan-Hao e lançado em 2007 para um portátil coreano chamado GP2X. No ano seguinte um port para o Dreamcast foi lançado em comemoração ao 10º aniversário do último console da Sega. E então, há alguns dias um port para PC foi lançado como freeware, havendo a opção de pagar pela criação de um avatar personalizado à sua imagem.

Jogabilidade:
A jogabilidade em WAWPB não é lá muito simples e exige muita atenção e velocidade para marcar pontos. A matriz está sempre cheia de blocos que vem, no mínimo, em 5 cores baseadas nos 5 elementos chineses (madeira, fogo, terra, metal e água). Para eliminá-los deverá ir girando-os até criar uma formação de diamante como na imagem abaixo:

Feito isso, os blocos somem, levando junto outros blocos de mesma cor que estavam unidos a eles. Isso é chamado de “Combo” no game.

Além dos blocos normais existem outros dois, Amarelo de vento e Roxo de vácuo que aparecem conforme uma barra na lateral da tela enche. O bloco amarelo destrói todos os azuis quando combinado com eles e o roxo pode ser usado com qualquer outra cor e também pode limpar a tela toda se for cercado por um bloco de cada tipo.

Como já expliquei, “Combo” no jogo é o número de blocos eliminados de uma vez. O termo usado para reações em cadeia é “Chain” e é bom saber a diferença entre os dois e quando fazer cada um para fazer bom uso dos 3 sistemas de pontuação do jogo que são acionados quando o jogador faz ao menos um combo de 5 ou uma reação:

O Beginner Time Combo inicia uma contagem de 20 segundos e o jogador deve tentar marcar a maior quantidade possivel de combos até o tempo se esgotar. Notem que eu disse combo e NÃO chain! Sempre esperem um momento antes de eliminar os blocos neste e no próximo modo, senão o prejuízo será enorme.
Notem também que depois que os 20 segundos acabam é necessário esperar algum tempo para ativar este modo novamente.

O Advanced Time Combo é semelhante ao Beginner, mas o valor da contagem regressiva inicial depende do tamanho do combo que foi feito na ativação. Esse tempo pode ser aumentado ao fazer mais e mais combos o mais rápido possível.
Diferentemente do modo anterior, dá pra reativá-lo sem delay assim que ele acaba.

O terceiro modo, Expert Time Chain, faz uso de reações em cadeia. Quando é ativado, a gravidade é parada por alguns instantes para podermos preparar mais sequências. O botão W serve para reativar a gravidade antes do tempo acabar e o Q converte o tempo restante para ser usado em modo Advanced Time Combo.
Caso toda a matriz seja eliminada pela combinação especial do bloco roxo, aparecerá uma contagem regressiva especial chamada Blue Time Combo que passa lentamente mas se acelera quando os blocos são girados.

No mais, duas ou mais cores de blocos sendo destruidas ao mesmo tempo rendem mais pontos. Eliminar todos os blocos de uma cor também.

Modos de Jogo:
Com a jogabilidade já explicada, vejamos os modos de jogo que WAWPB tem a oferecer.

A opção Arcade é dividida em 4 modos: Endless, Time Battle, Vs. Battle e Practice. No modo Endless, apesar de seu nome, uma prensa vindo de baixo da tela torna-se cada vez mais rápida e perigosa com o passar do tempo. Se ela cobrir a tela toda o jogo acaba e o objetivo então é sobreviver pelo maior tempo possível.

No Time Battle temos 2 minutos para conseguir a maior quantidade possivel de pontos.

O Vs. Battle é um duelo entre dois jogadores que funciona como em Puyo Puyo. Cada jogador deve ir marcando pontos adoidado para ativar a prensa do adversário. Vence quem ganhar dois rounds.

Já o Practice é o verdadeiro modo infinito. Dá pra jogar tranquilo que nada de mal vai acontecer e por isso é um bom lugar para se acostumar com o gameplay e testar estratégias.

E esses 4 modos tem suporte a multiplayer de 2 jogadores.

Depois do Arcade há a opção Puzzle. Nela temos uma série de quebra-cabeças onde deve-se destruir todos os blocos usando um número limitado de movimentos.
Há ao menos 6 grupos de 9 fases neste modo, eu acho. Atualmente me encontro encalhado no grupo D, que é pouco mais de 50% do caminho até o final.

…E então temos o modo Story, que é a primeira opção do menu. Sabem, quando um jogo de puzzle tem um modo Story ele geralmente consiste em uma série de duelos entre o jogador e uma CPU de dificuldade cada vez maior, no meio de uma historinha simples com personagens se provocando pelos motivos mais idiotas imagináveis.

You shall regret those words. We'll meet again!


Mas WAWPB vai um pouco além disso.
…Um pouco? Hm, pra começar, o modo Story deste jogo tem um Overworld semelhante ao do Super Mario Bros. 3 repleto de missões.

Esse overworld é muito maior do que eu pensava e ainda por cima possui vários caminhos secretos, destravados ao obter uma nota A ou maior em certas fases. Esses caminhos tem dificuldade elevada, mas se completados abrirão enormes atalhos para o fim do jogo.

Tirar nota A nas fases não é fácil: já é difícil até mesmo completa-las! Quando comecei o jogo, tinha dificuldade em completar algumas fases pois ainda não sabia jogar direito. E na parte final do jogo, tive dificuldade pois há algumas missões que beiram o impossível. E isso não é frescura minha, não: um instante de dúvida ou hesitação é suficiente para levar-nos a derrota nessas missões.

Além das missões normais e chefes, há 6 minigames que aparecem em certos locais do jogo:

O Sunset Driver é como aquele joguinho de corrida que tem nos minigames que todos nós já compramos em lojas de 1.99. Setas aparecem indicando onde carros ou caminhões vão passar e temos que desviar deles até chegar ao fim do caminho.

Em Digipet Roller controlamos uma bolinha que pode se transformar nos 5 elementos para passar por barreiras do mesmo tipo. O que eu não gostei aqui é que a câmera é centralizada no personagem e por isso temos pouco tempo para reagir as paredes. Queria que fosse como em Canabalt, que coloca o personagem no extremo esquerdo da tela.

Em Soyokaze Giri temos que apertar o botão S no momento certo para cortar o Sorvete, a Maçã e o Bambu senão o samurai Yuan-Hsi Kyo Genji capota miseravelmente no chão. É o minigame mais curto entre os 6.

Don’t Question Mark é um clone de Simon, aquele clássico brinquedo do final da década de de 70. Eu não gosto muito disto mas não tive problemas ao jogar.

No quinto, Tama to the Sky, um carinha é lançado até o céu e deve aterrissar num objeto macio. Com as setas controlamos uma mira na parte de baixo… Que é descontrolada pra caramba. Mesmo que ela possa ser travada perto do fim, vencer isto aqui é questão de sorte.

O último, Aiba’s Treasure, é um minigame de caça-palavras. É preciso andar pela tela até certo objeto, clicar nele e escolher uma ação. Por exemplo, se aparecer um hamburger deve-se comê-lo; se aparecer um piano deve-se toca-lo e se aparecer a Master Sword ela tem de ser puxada.
O complicado é que a ação correta fica no meio de uma salada aleatória de palavras semelhantes ou com grafia errada (Vejam só a imagem acima) e há pouco espaço para erros.

Para jogar os minigames livremente e poder ver artworks e ler textos sobre a produção do jogo é preciso comprar items numa lojinha:

E essa lojinha… Hm… O jogo tem um sistema bem sacana de destravamento de extras. Primeiro temos que destravar os menus de minigames, making-of e museu e então descobrimos que todos estão vazios.

Os itens no making-of são destravados após fazer certas coisas, mas se quiser saber o que fazer, terá de gastar pontos para receber instruções (eu não recomendo isso).

Já os minigames, imagens e perfis de personagens são comprados de forma mais normal surgindo pouco a pouco conforme se avança na história, mas não espere comprar tudo tão cedo: a princípio as missões dão poucos pontos e para melhorar isso é preciso comprar o item que dobra as recompensas… Mas antes tu vai ter de expandir o limite de pontos que se pode ter ao menos TRÊS vezes.

Sim, é preciso fazer um punhado de grinding para destravar as coisas.

Fora o conteúdo destravável e o já mencionado duplicador, há também alguns outros itens de interesse como o carro para se mover mais rápido pelo mapa, um detector de caminhos secretos…
…E um item que pula fases, tal como aqueles martelos do Super Smash Bros. Brawl. Aqui o item é um queijo e é introduzido de forma bem insultante com um trocadilho entre a palavra “Stuck” e “Suck”. O jogo também mente que ninguém poderá saber que o item foi usado quando na verdade isso é gravado nas estatísticas do jogo. E por isso não tentei usa-lo, mesmo quando encontrei uma fase que não pude terminar (aí eu fui por outro caminho).

E antes que eu me esqueça, no enredo do jogo acompanhamos a jornada da personagem Amy, que chega para participar de um campeonato, mas descobre que o jogo está incompleto pois os irmãos Yuan-Hsi e Yuan-Hao são uns fanfarrões.

Enquanto terminam o jogo, os irmãos então tentam enrola-la o máximo possível com uma jornada para “resgatar os elementos” e ainda por cima adquirem fundos forçando-a a comprar itens na loja que descrevi acima.

Alias, alguns dos personagens que aparecem no jogo são os irmãos com disfarces ridículos – incluindo o carinha na loja.

Isso tudo, além do clima retro em geral, acaba justificando o money grinding miserável e a dificuldade das fases. Pós-modernismo não é uma maravilha, pessoal?

E o script também é bacana de se ler. Raios, a história começa com uma referência a Symphony of the Night! Como não sorrir com isso?

Gráficos:
Como devem ter percebido pelos screenshots deste post, os gráficos de WAWPB são coisa fina. Os cenários, efeitos e sprites dos blocos e dos personagens tem excelente colorização e animação.

Som:
A trilha sonora é bem agradável. Em geral ela é do tipo relaxante, exceto pelo tema do chefe final final final.

Os efeitos sonoros também são bons. Conforme reações em cadeia vão sendo acertadas, os sons tornam-se mais agudos, o que é ajuda a dar empolgação.

E eu realmente espero que o jogo tenha um Sound Test em algum lugar. TODO JOGO QUE SE PREZE TEM QUE TER UM, DIABOS! E do jeito que este jogo tem tanto conteúdo, seria um absurdo se não tivesse.

(E parece que não tem mesmo…)

Conclusão:
Tal como o shump Genetos do ano passado e outros que vieram antes, como o lendário Cave Story, Wind And Water: Puzzle Battles é um jogo que beira a perfeição, mais uma vez nos mostrando que por mais complexa e ambiciosa que uma idéia de jogo possa ser, qualquer um que se dedique o bastante consegue torna-la realidade.

Contemplem o poder da quebra de sequência! E aquela fase alí a esquerda é a que não consigo terminar de jeito nenhum. E vocês? (Nota: essa fase foi facilitada na versão 1.05)


Eu terminei o modo Story em 20 horas e ainda há bastante coisa pra fazer no jogo. É realmente divertido, ainda que às vezes frustante. Por fim, a versão PC é grátis e pesa apenas pouco mais de 20 MB, então não há desculpa para não jogar.

Site do Jogo:
http://www.wind-water.net/

  1. 8 de fevereiro de 2011 às 4:06 AM

    Quatro dias tentando encaixar idéias nesse review. Teve uma vez que eu publiquei por acidente e então coloquei como privado. Alguém tinha percebido?

    A idéia aqui foi escrever um texto no estilo da HG101.
    E agradeço ao 64gamers pelo seu review de Kirby’s Star Stacker, pois me inspirou a escrever este review desta forma.

  2. Eduardo Shiroma
    21 de fevereiro de 2011 às 4:06 PM

    Saiu uma entrevista com os criadores deste jogo no site RetroCollect. Você pode vê-la aqui, se quiser.

    • 21 de fevereiro de 2011 às 6:02 PM

      Não consigo abrir esse site. Ele bloqueia o meu IP! O_O

  3. Edvaldo
    12 de dezembro de 2011 às 7:41 PM

    Adorei este jogo, pena nao jogar online, agora jogo ele e tetris attack

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