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(Review – Mega Drive) Sonic The Hedgehog 2

“Não fique só sentado aí, desperdiçando seu precioso tempo. Quando quiser fazer algo, faça logo de uma vez. Faça quando puder. É a única forma de viver uma vida sem arrependimentos.”
-Slogan da série usado no Sonic 1, 2 e nos primeiros mangás.

“19-65-09-17”
“04-01-02-06”
“01-09-09-02-01-01-02-04”
-3 sequências de números que ninguém esquece.

Título: Sonic The Hedgehog 2
Console: Mega Drive
Produtora: Sega
Lançado em: 21/11/1992 (Japão) 24/11/1992 (EUA/Europa)

Queimem seus olhos com a GLÓRIA dessa tela-título!


>>Introdução>>>>>
Em 23 de Junho de 1991, Sonic The Hedgehog foi lançado para o Mega Drive, alcançando enorme sucesso e alavancando a popularidade do Mega Drive nos EUA. No Japão o jogo não fez tanto sucesso, mas ainda assim a Sega finalmente havia criado algo que pudesse bater de frente com Mario.

A demanda por uma continuação era grande, mas Yuji Naka, programador e parte do trio maravilha do Sonic Team decidiu deixar a empresa pois não se sentia bem pago pelo sucesso do S1.

Felizmente, Mark Cerny, criador de Marble Madness, então o convenceu a trabalhar na Sega of America, prometendo pagá-lo com base nas vendas do projeto e ainda dar-lhe uma Ferrari.
UMA FERRARI.

Hirokazu Yasuhara foi junto para ensinar aos jovens padawans americanos como é que se faz um bom jogo do Sonic. A presença dos dois permitiu que Sonic 2 pudesse ser criado no estúdio Sega Technical Institute, onde teriam as melhores condições possíveis de trabalho.

Ah, o Naoto Oshima acabou ficando a ver navios no Japão. Porém, ele não ficou apenas sentado, desperdiçando tempo e começou a a dar vida a sua visão de como uma continuação de Sonic deveria ser.
Mas isso é outra história.

Cosplay nota 10.


Voltando ao assunto, a Sega investiu pesado em campanhas memoráveis de marketing, falando mal do SNES na cara dura e inventando o termo “Blast Processing” para dizer que o Mega era mais potente que o SNES. O jogo foi se tornando um dos mais hypados da história e a ansiedade das pessoas pelo jogo aumentava cada vez mais.

O jogo foi lançado no dia 21 de Novembro no Japão e 3 dias depois nos Estados Unidos e na Europa. Esse dia 24, que era uma terça, ficou conhecido como o Sonic Twosday.
(Trocadilho com “tuesday”)

Se o jogo fez sucesso? Ele é o mais vendido do console. E até chegou a vir incluso com ele.

Certamente o jogo também foi o primeiro de muito moleque na época. Eu mesmo ganhei o jogo no Natal de 92… Quando tinha 1 ano de idade.

E agora, no 18º Sonic Twosday , eu entro numa difícil batalha com meus bloqueios criativos para escrever um review para o jogo, algo que tenho dito que faria desde o ano passado.

Mas antes de escrever sobre o jogo em sí, relembremos o seu enredo, pois apesar de história em jogo do Sonic não importar muito, os manuais de games dessa época eram divertidos de se ler. =)

>>Enredo da versão japonesa>>>>>
Lendas antigas dizem que em West Side Island, a Ilha da Ilusão, a civilização usava pedras mágicas para se desenvolver, e seus melhores filósofos procuravam entender os poderes desses objetos. Infelizmente, as pedras foram escondidas por deuses quando pessoas tentaram usa-las para propósitos malígnos.

(Mais infelizmente ainda, essa parte do enredo não tem nenhuma importância no jogo)

No tempo presente, Sonic The Hedgehog chega até a ilha em seu avião, o Tornado, e depois de passar algum tempo explorando o lugar, percebe que está sendo seguido por uma raposa. Sonic o ignora e tenta despistá-lo, mas mesmo assim o menino mostra-se capaz de acompanha-lo. Impressionado, Sonic decide parar e conhecê-lo.

Miles Prower, vulgo Tails, era uma raposa macho de dois rabos capz de gira-los para voar. Apesar de estar meio deprimido até então, Sonic o inspira e Tails decide também ser um dos caras mais fodas do universo.

Algum tempo depois, quando Tails estava observando o avião do Sonic enquanto Sonic dormia no cockpit, explosões começam a mandar rochas e troncos de árvores pelos áres, e um exército de robôs marcha por entre as chamas.
Acordado, Sonic corre furiosamente em direção a floresta, já adivinhando quem estava por trás do desastre. Ao mesmo tempo, Tails corre para alcançar o amigo, sem ter a menor idéia do que se passa.

Dr. Eggman, o arqui-inimigo de Sonic, o seguiu até a West Side island onde dominou cidades inteiras e robotizou centenas de animais. Com esses recursos ele criou a enorme arma e estação espacial Death Egg. Mesmo as Esmeraldas do Caos não são páreo diante de um canhão gigantesco apontado para o planeta, e Eggman espera prosseguir com seus planos de dominação mundial sem problemas, mesmo que Sonic tente impedi-lo.

E assim, com Sonic, Tails e Eggman em suas posições, começa a Saga do Death Egg!

Artwork em Sonic Jam que faz referência a Sonic 2.


>>Jogabilidade e items>>>>>
Sonic The Hedgehog 2 é um jogo que apesar de não inovar tanto quanto o primeiro, trouxe diversas novidades e melhorias para o que havia de bom e ruim nele.

Clássica ponte parafuso que apareceu bastante nos comerciais.


A jogabilidade é praticamente a mesma, com mudanças sutis. Não há mais aquele limite de velocidade quando o Sonic está correndo, por exemplo.
(Ou seja, a jogabilidade tornou-se perfeita.)
Os items que Sonic coleta também são os mesmos powerups de escudo, velocidade dobrada e invencibilidade.

Vai ter que se esforçar MUITO mais que isso se quiser me vencer, "Pelo de Nariz Carequinha".


A novidade é poder usar o Spin Dash, movimento atualmente ignorado pela Sega, em que o personagem é lançado em alta velocidade em forma de bola. Movimento útil para atacar inimigos, alcançar caminhos muito altos através de rampas ou pulos com impulso extra, ou simples speedrunning.

>>Fases e level design>>>>>
As zonas agora são divididas em 2 partes ao invés de 3, para a alegria de quem detestava passar pela Marble e Labyrinth.
Mas isso não significa que o jogo seja curto: ele tem praticamente o mesmo tamanho de seu antecessor, só que com mais variedade de cenários.

E falando em cenários, sempre achei o estilo do Sonic 2 diferente do Sonic 1. Talvez seja porque as fases foram criadas com a ajuda de americanos, tanto que há uma fase baseada nos passeios de Naka e cia por Las Vegas e a ilha em que o jogo se passa é chamada de “Lado Oeste”.

Parece que esse formato de looping, com um caminho o atravessando é tão único que a idéia foi patenteada pela Sega.


Cada fase tem ao menos duas rotas para se chegar ao fim, corrigindo então a linearidade que era um dos poucos problemas do Sonic 1.
As fases também são mais velozes, mas sem ser aquilo que chamamos de “hold right to win”. Acontece que elas tornam-se cada vez mais repletas de obstáculos, mas não é tão necessário parar e/ou pensar por muito tempo para passar por eles.

Se for pra reclamar de algo, reclamo da progressão de temas do jogo: o manual japonês nos informa que o Sonic começa sua jornada à noite numa floresta em chamas e então o jogo começa de dia numa fase colorida e alegre. Mas isso é só a ponta do iceberg, vejam só: A fase seguinte, Chemical Plant é um distrito industrial à noite, com um rio de chamas no background. Depois disso temos a Aquatic Ruin que é… Uma floresta com lago e ruínas antigas, de dia? E a fase seguinte é um CASINO, à noite?!

FUUUUUUUUUUUU-


Pois é, além de ser difícil visualizar esses cenários contrastantes um do lado do outro, o Sonic ainda por cima levou 2 dias para passar pelas 4 primeiras fases do jogo.

Não, não quero pensar muito a respeito. Senão eu acabo ficando mais um ano sem escrever este texto. Westside Island é a ILHA DA ILUSÃO e PRONTO.
Continuemos.

>>Badniks e chefes>>>>>
Um dos problemas do Sonic 1 era que o seu “bestiário” não era grande o suficiente e as fases sempre tinham inimigos repetidos, já vistos nas anteriores.

Até hoje eu fico receoso quando vejo um Aquis passando pela tela...


Slicer e Shellcracker. Os maiores filhos da puta já encontrados pelo Sonic. (e NÃO venham querer que eu seja educado quando falo deles)


Em Sonic 2 isso não acontece. Cada fase tem badniks únicos. E eles também ganharam agressividade. É raro ver badniks apenas andando da esquerda para a direita. Alguns dos badniks de Sonic 2 inclusive são constantemente mencionados como membros da elite dos inimigos mais irritantes já vistos em games.

Nessas horas que seria bom o Tails poder voar.


E então temos os chefes. Aliás, chefe. Irredutível, Dr. Eggman sempre aparece no final de cada zona com uma nova arma em seu Eggmobile.
A primeira máquina, Drill Eggman, é um dos chefes mais fáceis da série (e de games em geral). Felizmente, os chefes vão melhorando e mesmo que seja possível tirar metade do HP deles logo que aparecem, será necessário desviar de dois ou três ataques para tirar o resto.

>>Estágios Especiais>>>>>
Enquanto que o Sonic 1 tinha um clone do Cameltry como suas fases bônus, Sonic 2 usa um minigame diferente (comparável a S.T.U.N. Runner) que acabou se tornando emblemático para a série, ganhando diversas variações nos jogos seguintes.

Sonic e Tails pulando corda.


Aqui os heróis correm com a câmera em 3ª pessoa por um halfpipe, enquanto grupos de anéis e bombas aparecem. A missão é dividida em 3 partes e para vencer é preciso coletar certa quantidade de anéis. E essa meta geralmente aumenta um pouco se o Tails estiver junto do Sonic.

Com bons gráficos e efeitos de curvas e ondulações na pista, os estágios especiais de Sonic 2 conseguem ser bonitos e passar uma sensação legal de velocidade. A música alegre também é boa de se ouvir.

Sobre dificuldade, os estágios especiais requerem reflexos rápidos para pegar anéis e desviar das bombas. Como dois ou mais pancadas são todo o necessário para se dar mal neles, uma boa memólria também é útil para não errar na próxima tentativa.

O brilho no céu é um detalhe genial.


Geralmente vejo por aí gente dizendo que o Tails CPU atrapalha e arruina o desempenho do pessoal nessas fases.
Exagero. O pior é que essas críticas geralmente vem na forma de tirinhas onde o Tails tá levando uns duzentos anéis na mão enquanto o Sonic está de mãos vazias. Hipérbole tão ridícula que nem tem graça.

É verdade que a presença do Tails faz os requisitos da maioria das etapas aumentarem.
(e geralmente numa quantidade pequena)
Também é fato que mesmo que você se adapte ao delay de movimentos do Tails para evitar que ele apanhe, há umas duas ou três ocasiões em que não tem jeito mesmo.

Mas… o Tails ser atingido e perder anéis. Isso importa? Como o Tails CPU tá sempre atrás do Sonic, é óbvio que ele nunca vai ficar exposto as rajadas de anéis. O máximo que ele faz é pegar as sobras dos conjuntos de anéis que o Sonic não poderia ou não conseguiu pegar.

Um dos grandes momentos FUCK YEAH da década de 90.


Ou seja, se o Tails carregou mais anéis do que devia, apanhou e você perdeu a fase por causa disso, a culpa é SUA.

Eu mesmo tava jogando aqui pra ver como eu me saia após meses sem ter jogado o jogo, e perdí uma vez na terceira e outra na sexta.
Na terceira porque deixei o Sonic ser atingido de bobeira.
Na sexta porque o Tails foi atingido enquanto carregava anéis que eu deixei passar de ruindade mesmo.
E as duas derrotas ocorreram em etapas cujos requisitos não são afetados pela presença do Tails.

*facepalm*

Mas enfim, eu não posso falar sobre os estágios especiais de Sonic 2 sem comentar como é que se entra neles.
Os portais para os estágios especiais não são o final das fases mas sim os checkpoints espalhados nelas.
Por isso há muito mais chances do que de costume para apanhar todas as 6 7 Esmeraldas do Caos.

…Mas, devido a forma como os checkpoints são programados, é preciso sempre usar os checkpoints em ordem da esquerda para a direita porque o uso de um checkpoint a direita desativa todos os que estão a sua esquerda.

Também é bacana como certos checkpoints aparecem em escondidos em posições estranhas, convidando-nos a exploração.
(Sim, molecada, Sonic antigo e gorducho tinha exploração e funcionava muito melhor do que atualmente. DURRRRMAM com esse barulho!)

>>Gráficos e músicas>>>>>
Os gráficos de Sonic 2 são lindos e cheios de detalhes nos tiles e sprites e multiplas camadas de parallax no background e no foreground.
O que não gosto é de como a Hill Top reusa os gráficos da Emerald Hill e o mesmo vale para a Death Egg com seus gráficos de Chemical Plant.
A Metropolis também podia ter 3 backgrounds diferentes como a Scrap Brain e a Metallic Madness.

Sega a frente de seu tempo: Golfo do México Zone


Quanto a trilha sonóra, o Masato Nakamura manteve o nível. Não há música ruim no jogo. Eu até poderia dizer que não curto o tema da Oil Ocean, mas a desgraçada tá grudada na minha mente mesmo assim.
O que há de problema na trilha são as músicas desperdiçadas: a que toca na Death Egg e a que tocaria na Hidden Palace.

No mais, a música gloriosa que toca no final do jogo é a Sweet Sweet Sweet do álbum The Swinging Star da Dreams Come True, lançado alguns dias antes de Sonic 2.

>>Dificuldade>>>>>
É meio estranho pra mim falar disso. Sonic 2 certamente tem diversos momentos difíceis e inimigos e chefes perigosos, tanto que eu só consegui terminar o jogo após uns 8 anos jogando.

Mas por outro lado, a curva de dificuldade é mais fácil que a do Sonic 1.
Enquanto que no Sonic 1 a dificuldade decola já a partir da segunda fase, em Sonic 2 isso começa a acontecer na quinta.

Camisa criada na Sonic Team enquanto criavam o Gems Collection. Só os bons entenderão.


…Mais ou menos. Ainda assim, o jogo tem menos água e corredores com armadilhas difíceis do que seu antecessor, e isso faz muita diferença.

Ah, esse lugar. =) Hoje em dia eu passo por isso sem a água me alcançar. Ou pego o atalho...

>>Tails e os modos multiplayer>>>>>
A principal novidade do jogo é o ajudante de Sonic, Miles “Tails” Prower e os modos multiplayer.
Como personagem jogável, Tails é redundante por agir exatamente igual ao Sonic, sem nem poder voar, mas também há a opção de deixá-lo seguindo o Sonic pelas fases.
A IA do Tails atrapalha às vezes, fazendo coisas inconvenientes. Para remediar isso, um segundo jogador pode controlar o Tails, tornando-o uma eficiente e “imortal” máquina de matar chefes.
(Pena que o Tails é chutado pra fora do jogo a partir da Sky Chase. Pena.)

Além do modo cooperativo, também há o modo competitivo.
3 fases estão disponíveis nesse modo: Emerald Hill, Casino Night e Mystic Cave Zone, cada uma com seus dois atos, sem chefes.
O jogo é jogado com a tela dividida ao meio, cada parte acompanhando seu respectivo personagem.

Esse sistema geralmente funciona bem, mas às vezes, geralmente quando alguém perde anéis, o jogo sofre de slowdown por alguns segundos.
Outra coisa bizarra e desnecessária, que parece até um bug, é que se um dos jogadores perde todas as vidas, o game over resultante disso apaga todo o progresso feito até então.

Os items que aparecem no modo competitivo são aleatórios, e entre eles estão os dois que podem trocar os personagens de lugar ou feri-los. Se um 1-up aparecer no monitor, será dado ao personagem que está no seu ícone, mesmo que tenha sido pego pelo adversário.

O jogo leva em conta não apenas quem completou a fase primeiro na hora de decidir o vencedor. Anéis e items coletados podem podem virar a mesa em certos casos. E se o resultado final após o término de 2 atos for um empate, o jogo inicia um estágio especial para desempatar.

Além disso, o estágio especial é a quarta parte do modo competitivo, também com dois “atos”. Ganha aqui quem pegar mais anéis.

O problema é que os special stages simplesmente não funcionam para serem jogados competitivamente. Os dois jogadores certamente passarão mais tempo pulando um na frente do outro do que prestando atenção nos anéis.

Apesar dos problemas mencionados, isso foi algo que joguei junto de minha fámilia por horas quando era criança… Vocês sabem como é esse tipo de coisa? A diversão que esse multiplayer proporciona é imensa. Simplesmente impagável.

Além disso, não consigo me lembrar de qualquer outro jogo de ação da época que tivesse multiplayer melhor. Sonic 2 foi pioneiro nesse multiplayer que vocês crianças hove vêem no Kirby’s Epic Yarn, então ao menos mostrem respeito!

>>Super Sonic>>>>>
Há uns 11 anos, depois que eu terminei o jogo pela primeira vez, eu resolvi ver o que aconteceria se eu terminasse o jogo com todas as Esmeraldas do Caos. Na época eu já havia terminado o Sonic CD e visto os seus dois finais, então pensava que o Sonic 2 também tinha algo parecido.

E ele não tem. As Esmeraldas do Caos não tem importância nenhuma para a história do jogo, por mais que o manual implique o contrário.
Mas o que o jogo perdeu em narrativa, ele ganhou em gameplay.

Super Sonic quebrando limites de velocidade na Chemical Plant.


A recompensa pela captura das esmeraldas é a habilidade de se tornar Super Sonic após pegar 50 anéis. Super Sonic tem os efeitos de invencibilidade e super velocidade permanente, pula alto, tem penteado arrepiado e brilhante, uma spritesheet própria e consegue detonar tudo o que antes eram obstáculos complicados e até encontrar atalhos exclusivos! E ele tem seu próprio tema musical!!

É, quando joguei com o Super Sonic pela primeira vez, fiquei com vontade de contar pro mun… do… todo?
…Ha hahaha.

O lado ruim de habilitar o Super Sonic é que ele é usado automaticamente e não pode ser desativado. Nem sempre é conveniente estar na forma super. O estoque de anéis pode acabar na hora de enfrentar o Eggman, por exemplo.
Mais chato ainda é que o Tails ficou de fora e não tem uma forma super.

No mais, o Super Sonic é uma clara referência aos Super Sayajins do animé Dragon Ball Z. Hoje vocês tão carecas de saberem disso, mas o desenho só chegou no Brasil em 1999! O conceito de ficar tão fortão ao ponto de mudar a cor do cabelo ainda era novidade por aqui.

>>O beta Simon Wai>>>>>
Lembram do desastre que foi o Sonic 2006? O enredo é enjoativo, mas ao menos os defeitos de jogabilidade daquele jogo poderiam ter sido minimizados se a sega não tivesse forçado o lançamento do jogo para o Natal.
O engraçado disso é que anos antes, Sonic 2 também sofreu disso e saiu excelente mesmo assim.
Mas infelizmente, foram tantas idéias que tiveram que ser jogadas fora que não estão no gibi… jogo… redundânciaaaa.

Enfim, também não estão no gibi as pesquisas, investigações, polêmicas, especulações e teorias mirabolantes que surgiram quando o protótipo do jogo foi descoberto…

Essa versão da tela título apareceu em vários comerciais e foi usada no S2 do Master.


O protótipo foi descoberto por Simon Wai em um site chinês, e era distribuido por piratas asiáticos e até aqui no Brasil como se fosse a versão final do jogo. Yuji Naka um dia disse que o jogo havia sido roubado num show de brinquedos em meados de 1992.

O jogo ainda usava o estilo de level select do Sonic 1.


Nesse beta, a engine ainda está para ser finalizada. o Spin Dash não funciona direito, por exemplo. Curiosamente, o Sonic tem animações mais detalhadas ao andar e frear. Não sei porque quiseram removê-las.
A maioria das fases está em estágios pouco avançados de produção, com chefes, inimigos e partes inteiras de terreno faltando. A Casino Night tem gráficos rosa-azul totalmente diferentes do que vemos na versão final.
Das seis fases cortadas do jogo, aqui podemos jogar as místicas Hidden Palace e Wood.

A LENDA. O MITO.


Hidden Palace é a fase onde Sonic se tornaria super pela primeira vez após vencer os 7 estágios especiais. Apesar da idéia ter sido reaproveitada no S3&K, a Hidden Palace deste jogo é muito mais bela.
Na fase há uma esmeralda gigante que muita gente achava ser a Master Emerald e que se tornou icônica. Também há um monitor de vida do Tails, que fazia o povo pensar que esta era uma fase exclusiva para ele, ou então que ele era o guardião da Master Emerald.
A fase só tem um ato incompleto.

Wood é uma fase comum de floresta, onde Sonic pula por entre os galhos de árvores, passando por dentro de túneis delas.
Como os túneis remetem a Metropolis e as duas fases usam a mesma música, a teoria mais comum é que Wood era a Metropolis no passado, pois certas artworks de Sonic 2 demonstram que o conceito de viajem no tempo seria usado nele antes de ser transferido para o Sonic CD.
Wood é praticamente inexplorável sem o Debug Mode.

Dust Hill e Genocide City também aparecem no menu, mas Dust Hill leva até a Mystic Cave e a Genocide City é uma fase vazia.
Tudo o que sobrou dessas duas fases foram algumas artworks como o famoso mockup acima, mas o designer Tom Payne disse em uma entrevista que a Genocide City (renomeada como Cyber City – adivinhe porquê) acabou tendo seu level design usado no 3º ato da Metropolis e outras idéias foram reaproveitadas na fase The Machine de Sonic Spinball.
Quanto a Dust Hill, pode-se dizer que a Sandopolis do S3&K é ao menos um sucessor em espírito para ela.

Outra coisa interessante deste beta é poder ativar o modo splitscreen do multiplayer competitivo apertando B+Start no level select.


Além das fases que já sabemos que funcionam, aquelas que tem água rejeitam o código. Outras ficam com backgrounds glitchados.

>>O beta Nick Arcade>>>>>
Há algum tempo, algo muito desejado pela comunidade que explorava os segredos do beta Simon Wai era um beta ainda mais antigo, que tivesse os elementos de viajem no tempo. Isso nunca aconteceu, mas uma versão do jogo que apareceu num programa chamado Nick Arcade foi encontrada em 2006 e comprada por 1500 dólares pelo caçador de protótipos drx, graças a ajuda da comunidade.

Sonic após bater a cara na parede ao lado.


...


Este protótipo deixa claro que o jogo foi feito por cima do Sonic 1. A Green Hill, o level select e a trilha sonóra estão todos aqui.
Esta versão também mostra que as primeiras fases a serem produzidas foram a Emerald Hill, Hill Top, Chemical Plant e Hidden Palace. A Hidden Palace é a mesma coisa que no outro beta, demonstrando que desde então a idéia já estava abandonada.
Uma coisa engraçada nesta versão é que o Sonic capota no chão toda vez que bate numa parede enquanto corre. Hoje em dia isso acontece nos Adventures, no Heroes e no Unleashed.

Além desses dois betas, existem alguns outros, mas esses são mais próximos da versão final sem nada muito notável além de alguns bugs.

>>Conclusão>>>>>
Bem, é por causa de Sonic 2 que o blog é chamado “The Twosday Code”. Estou eu falando bem dele apenas por nostalgia? Será este um jogo tremendamente overrated? Muito pelo contrário – Sonic 2 é um jogo de beleza, sonoridade e jogabilidade impecáveis que expande e refina as qualidades de seu antecessor. Também é melhor do que o primeiro para apresentar à molecada regada a dashpads por causa de seu estilo de level design e curva de dificuldade ligeiramente fácil.

Pela diversão que proporciona e por todos os seus inacabaveis mistérios, Sonic 2 dificilmente será esquecido e é sem dúvida alguma um dos melhores jogos da série.

Não consigo evitar de spoilar esse chefe. NINGUÉM consegue.

>>Extra>>>>>
-Tópico em comemoração ao Sonic Twosday que fiz no Fórum Portal Sonic

  1. 24 de novembro de 2010 às 2:59 AM

    Passei uns quatro dias escrevendo o texto, tentando evitar minhas infâmes crises de idéias e consegui terminar, com um atraso de 40 minutos.
    Me sinto tonto.
    E ao mesmo tempo aliviado. É um grande peso removido dos meus ombros. =)

    Bom, em resumo, minha opinião é que o Sonic 2 mantém a qualidade do Sonic 1 trás melhorias em áreas como a de level design, além de trazer adições bem vindas como o modo multiplayer.
    Eu considero o jogo melhor que o 1, mas se ele é melhor que o CD ou o 3 eu não sei. Isso fica pra outra ocasião.

  2. 24 de novembro de 2010 às 1:20 PM

    Gostei bastante do review, traz muitas curiosidades que eu não sabia, como o motivo do Yuji Naka ter ido trabalhar com a parte americana da Sega.

    Sonic 2 é espetacular, mas achei fácil demais mesmo. Terminei na primeira jogada, isso quando ainda não era tão habilidoso como hoje. Mas é um jogo inesquecível, com certeza!

  3. 24 de novembro de 2010 às 1:28 PM

    Falae Emerson!
    Que post fodástico! Arregaçou!
    Sonic 2 é um puta jogo que vale ser revisitado sempre e sempre e sempre.
    E cara, hoje é dia do Demake desse jogo para o Master que você anúncio antes, dia de conferir se ficou duca como o jogo que você analisou.
    Abraço e parabéns!!!

  4. Ed
    24 de novembro de 2010 às 1:58 PM

    caramba! sério, nunca vi um review de sonic 2 assim. Gostei bastante, parabéns!!! =D

  5. 64gamers
    24 de novembro de 2010 às 10:12 PM

    Sonic e otimo no quesito superação e como o companheiro de cima q post grande!
    Mais Execelente!

  6. 25 de novembro de 2010 às 12:58 PM

    Fala Emerson, blz? Eu de novo, cara já saiu o Sonic 2LD, da um bico lá no QG: http://bit.ly/hjTTFy
    Abraço!

  7. mcs
    29 de novembro de 2010 às 12:28 AM

    Bom review!

    Esta versão Alpha de Sonic 2, aqui chamada de Nick Arcade e também conhecida como “Early Prototype” é muito interessante! Eu descobri a alguns anos alguns monitores secretos, os reconstruí e publiquei no Passagem Secreta:

    http://passagemsecreta.wordpress.com/rumores/monitores-secretos/

    Essa matéria acabou saindo depois (com autorização) no Power Sonic, um dos maiores portais brasileiros de Sonic. Ainda terá uma segunda parte, a qual devo escrever em Dezembro/Janeiro próximo.

    Talvez a série clássica de Sonic seja uma das mais interessantes a serem analisadas devidos ao grande número de segredos escondidos até hoje.

  8. SonicFan
    9 de maio de 2012 às 2:27 PM

    cara eu tinha um mega drive q queimou foi mo chato o sonic 3 tava 100% completo ai eu ganhei um ps2 cara meu pai compro um emulador de mega drive meu de sonic q tinha era o sonic 1,sonic 2,sonic 3,sonic spinball oq o simon wai descobriu sonic special stages e por fim S3&K cara eu jogava muito sonic 2 e sonic 3 e k nesse dia eu n sabia como asseçava o sonic special stages ai depois eu descobri meu era muito daora naqueles dias

  9. SonicFan
    9 de maio de 2012 às 2:28 PM

    ai depois eu ganhei o sonic heroes sonic unleashed e por fim sonic gems collection

  10. SonicFan
    9 de maio de 2012 às 2:29 PM

    ae tambem o sonic 3d blast

  11. 8 de maio de 2013 às 4:53 AM

    Caramba joguei demais essa budega com um camarada meu! O multiplayer era divertidíssimo =p ehehe como vim jogar apenas pra meados de 2004~2005, eu ainda não estava acostumado a ver jogos 3D, pois era raro eu jogar um Sega Saturn por exemplo, Ps2 então nem pensar, e ver o Sonic correndo com você tendo a visão das costas dele era demais! Inimaginável!! Supremo!!! Hehehe

    Abraços,

    Fúria

  12. breno
    25 de dezembro de 2013 às 4:01 AM

    bacana adorei o site bem detalhado

  1. 5 de janeiro de 2011 às 4:23 AM
  2. 26 de fevereiro de 2011 às 5:17 AM

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