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(Review – DS) Labyrinth

Título: Labyrinth/Mawashite Koron
Console: Nintendo DS
Gênero: Arcade
Produtora: Taito
Lançado em: 09/06/2007

-Introdução-
Parece que entre os Special Stages da série Sonic, aquele que dizem ser o mais criativo e original é o do primeiro jogo, em que guiavamos o Sonic por um labirinto rotatório em busca das Chaos Emeralds.

Há.

Cameltry veio dois anos antes de Sonic 1, pessoal. Sim, eu também me choquei quando descobri.
Aqui no blog eu já escrevi sobre a versão original de Arcade e a versão de SNES, que tinha várias fases extras. A versão de FM-TOWNS eu nunca consegui encontrar.
Olhando no artigo da Wikipédia sobre o jogo, descobri que duas continuações foram lançadas: uma pra DS e outra para o iPhone.

DS eu não tenho e dificilmente terei, então fui logo procurar a rom de DS do Camel… Digo, Labyrinth, e acabei descobrindo que existe um outro jogo com o mesmo nome, sobre um jogo de tabuleiro que eu tinha há muito tempo. Isso complicou um pouco a busca, mas quando achei o arquivo no Emuparadise, foi fácil baixar, pois a rom era pequena. O No$gba até que roda bem o jogo, apesar do som ficar meio gago…

-Sobre o Jogo-
(Eu. Me. Sin. To. Re. Dun. Dan. Te.)

O objetivo da série Cameltry é guiar uma bolinha de gude através de um trajeto às vezes linear, às vezes complexo, até o bloco GOAL antes do tempo acabar.
A bolinha sempre cai para baixo e o jogador a leva para a saída girando a câmera.
No caminho até a meta podem haver vários obstáculos como barreiras, bumpers, tiles que forçam a bolinha para certa direção e os malditos blocos que tiram 3 ou 5 segundos do relógio.
Entre os vários bloquinhos espalhados pelas fases, existem aqueles que ao serem destruidos adicionam alguns segundos para o relógio ou o congelam temporariamente… Mas também há aqueles que nos fazem perder tempo.

Eu pensei que tinha pego um jogo de visual novel por acidente.


Com isso fora do caminho, vejamos o que Labyrinth tem de novo.
A primeira coisa que se percebe ao começar o jogo é que ele tem MINAS ANIME em sua interface. Eu não vejo o porque disso, pois o jogo não tem nem aqueles finais estupidos que viamos ao terminar cada conjunto de fases no Cameltry original.
Tem 4 garotas que aparecem nos menus, mas elas usam as mesmas frases e a mesma dubladora!

Esse carinha me parece familiar.


Outra novidade é a opção “Ball Customization” em que podemos mudar certos aspectos da bolinha usada no jogo.
Não é nada muito complicado ou complexo. Escolhe-se um sprite, cor e o peso que a bolinha terá, e só.
Os sprites e cores alternativos vão sendo desbloqueados conforme se progride no jogo, mas acho que o que importa mesmo para isso é o contador de distância que aparece no menu principal.

Mais de duas décadas depois, o camelo resolveu aparecer.


E é aqui que encontramos o grande problema do jogo: ele é curto DEMAIS!
No começo, temos os 4 modos inicias de sempre, o Training, o Beginner, o Expert e o Special. Juntando tudo dá 30 fases. E depois de terminar essas, são desbloqueados mais 2 modos, Maniac e Ultimate, com 10 fases cada.
50 fases lhes parece um número grande? Pois basta uma hora para terminar tudo isso. Poucas fases são difíceis, mesmo nos últimos grupos de fases e são várias as fases tão fáceis que chegam a ser anti-climáticas. Em uma delas, tudo o que tive que fazer para vencer foi virar a câmera em 180 gráus e acelerar um pouco a bola.

Se eu tivesse perdido, ia ter de começar a fase toda de novo. É, a roleta se foi.


O mais difícil pra mim foi entender uma mudança que há na jogabilidade quando comparado ao Cameltry original.
Vejam só, setas para esquerda e direita giram a câmera. A e Y fazem o mesmo, só que mais rápido. A touch screen, idem.
Até aí tudo bem, mas quanto a aceleração da bolinha, que ajuda a destruir obstáculos e a completar mais rápido as fases?
Ao invés de apenas segurar o botão (que aqui é o X) para acelerar a bola, é preciso apertar o botão repetidamente em certo ritmo. O jogo até que explica isso, só que pela metade…

?!?!


O único obstáculo novo presente em Labyrinth é um bloco de ferro que não pode ser quebrado tão fácilmente quanto o bloco comum de madeira. Apesar de não saber como quebrá-los, eu pude seguir adiante sem me importar muito, já que eles apenas bloqueavam atalhos.
O problema foi quando cheguei numa fase do modo Maniac onde já comecei cercado pelos desgraçados. Sem a mínima idéia do que fazer, eu pensei que os blocos de ferro eram uma forma de PROTEÇÃO ANTI-PIRATARIA do jogo para me sacanear.

Em fases como essa que se deve prestar atenção no mapa da segunda tela e as setas que indicam o caminho correto...


Só quando resolvi jogar a versão japonesa do jogo para ver se dava na mesma é que eu descobri por acidente como a aceleração da bolinha funciona. Existem QUATRO níveis de aceleração. A partir do terceiro é que se pode destruir os blocos de ferro, só que o ritmo de apertar o botão X muda a cada nível e isso que me confundiu.

Carnival Night fazendo escola até hoje, heim?

(…Gráficos, sons… Ah.)
Sobre a parte gráfica, o jogo não chega a ser espetacular, mas seus backgrounds e sprites são superiores aos do Cameltry original. E as músicas… Zzzzz… Hã, não achei nenhuma que pudesse realmente elogiar.

Não dava pra deixar uma fase mais difícil pro final, não?


-Conclusão-
Labyrinth consegue ser divertido e decepcionante ao mesmo tempo. Em geral o jogo é bom, mas eu passei por cada fase procurando por novos elementos e desafios, e tudo que o jogo teve pra me oferecer foram os blocos de ferro. E como já disse, o jogo mal começa e já acaba! Se os level designers estavam com tanta escassez de idéias, que pelo menos nos dessem um editor de fases!

Não seria melhor ter escrito "Course Unlocked"?



Eu pensei que desbloquearia algo se jogasse bem neste minigame, mas os créditos loopam infinitamente.

  1. 64gamers
    21 de novembro de 2010 às 2:47 AM

    Se não se importa coloquei esse post no materia amiga do mês(uma secção do 64gamer’s).E ira ficar lá até o fim do mês.

    Qualquer coisa e só falar que eu tiro de lá.

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