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Review: Loopz (NES/GB/Lynx) e Super Loopz (SNES)

Para aqueles que não gostaram do Blockout, aqui venho eu mostrar um outro puzzle pouco conhecido que pode ou não ser mais interessante a vocês.

Loopz é um puzzle que foi criado por um tal de Ian Upton e lançado pro NES em 1990. O jogo foi portado para alguns outros consoles como o ZX Spectrum, Amiga e Atari ST nos meses seguintes e ganhou uma continuação para o SNES em 1994. Versões arcade foram planejadas, mas nunca lançadas. A versão de Atari Lynx também não foi lançada, apesar de estar completa.

Bom, agora que já sabem da backstory de Loopz, vou lhes dizer onde o jogo se j… Ahem, como o jogo funciona.
Eu diria que o jogo é um clone do Pipe Mania/Dream que foi lançado um ano antes. O jogo lhe dá uma peça, que pode ser uma linha reta ou uma curva de formato L, S, ou U e alguns segundos para decidir onde coloca-la. O objetivo é organizar as peças e tentar fazer loopings com elas. Quando um looping é fechado, as peças que o formam somem. O jogo acaba quando o limite de tempo para por uma peça se esgota 3 vezes.
Embora o jogo se pareça com Pipe Mania, fique sabendo que é possível girar as peças antes de encaixá-las no tabuleiro, e que há um item que remove blocos inconvenientes.

O jogo tem 3 modos diferentes. O A e o B me parecem ser a mesma coisa, exceto que é possível mudar uns parâmetros do jogo antes de iniciar o modo A. Vez ou outra aparece uma fase bônus, onde os loopings não desaparecem, e o objetivo é fazer o maior número possível antes de ficar sem espaço.
Já o modo C é bem diferente dos outros dois. É um jogo de memória onde uma figura é mostrada e tem algumas de suas partes removidas. O objetivo é remonta-la sem errar.
Os modos A e B podem ser jogados em multiplayer, com dois jogadores movendo simultaneamente seus cursores pelo tabuleiro, e o modo C suporta passwords.

Abaixo, comparação entre as versões de NES, Game Boy e Atari Lynx:


A versão de NES é a que tem os gráficos mais sombrios, com cores escuras e um grande vazio preto como background. Os modos A e B tem gráficos iguias para as peças e o tabuleiro.


Enquanto isso, a versão pro Game Boy é muito simples, com gráficos pouco detalhados e iguais para os 3 modos de jogo. Esta versão também tem um efeito sonóro muito chato para quando apertamos start nos menus.


Na versão para o portátil Atari Lynx, os modos A, B e C são chamados de Chain, Target e Match. Em comparação com a versão de NES, o jogo tem gráficos bem mais alegres, e cada modo tem uma aparência diferente. A música A desta versão foi a que eu achei mais memorável. O estranho é que esta versão é um “protótipo” e nunca foi lançada. Estranho por que ela está completa e é a melhor entre as 3.
Pra finalizar, um detalhe bacana sobre esta versão: o item usado para apagar sequências indesejadas de blocos não é uma bomba, é o PAC-MAN! Sim, ele!

E agora, a continuação para SNES:


Super Loopz foi lançado em 1994, e só no Japão. A versão americana foi cancelada por razões desconhecidas enquanto o jogo era elogiado por revistas como a EGM.
O jogo tem 4 modos de jogo. O Arcade me parece ser equivalente ao modo B do Loopz original. Existem as fases bônus onde os blocos não desaparecem, e após marcar certa quantidade de pontos, obstáculos são postos no tabuleiro. Este modo tem suporte a passwords.
O Standard é igual ao modo A. Você escolhe uma dificuldade e joga numa fase comum até não aguentar mais.
Challenge é um modo exclusivamente multiplayer onde cada jogador tem um pequeno tabuleiro, e quem permanecer ativo por mais tempo ganha. Não há A.I. para jogar sozinho, infelizmente.
E então temos o modo Puzzle, de memorizar a figura mostrada na tela e então recriá-la.

Os gráficos são bonitos. Cada modo de jogo tem seu próprio background e sprites para os blocos. As músicas também são bacanas, mas não dá pra escolher qual música ouvir antes de começar uma partida. Esta versão tem um efeito sonóro de alerta que começa a tocar quando o tempo tá acabando, e certos backgrounds tem animações para comemorar a formação de um loop.

Concluindo, eu achei Loopz um puzzle bacana, fácil de entender e jogar, com um ritmo rápido e por aí vai. Só não gostei de como, em todas as versões, não é possível ver qual vai ser a próxima peça a aparecer.
Mesmo assim, joguem um pouco caso tenham algum tempo livre.

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  1. Nenhum comentário ainda.
  1. 10 de outubro de 2010 às 5:25 AM

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