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(Review – Mega Drive) Squirrel King

Recentemente, tenho coletado na Emu-Russia e no Planet Emu roms de jogos de Mega Drive e NES que nunca vi ou ouvi a respeito, em busca de boas surpresas.
Infelizmente, não estou tendo muita sorte. Todo jogo de nome legal que encontro acaba se mostrando ou mediano ou uma porcaria.

Vejam só este Squirrel King criado por uma tal de Jazz Dark/Gamtec para o Mega Drive, por exemplo.
“Rei dos Esquilos” soa como um nome legal para um jogo de plataforma, eu pensei.
Ligando o jogo, descubro que ele é uma cópia picareta de Chip And Dale Rescue Rangers do NES.

Isso é obra de chineses cara-de-pau, sem dúvida.

Quando o jogo começa, podemos escolher entre os esquilos Tico e o Teco (sim, os caras nem mudaram os nomes) e eu não acho que exista alguma diferença entre eles além de seus sprites. Bem, não original também era assim, não?
Ao contrário da maioria dos personagens de jogos de plataforma, os esquilos não podem derrotar inimigos com pisões. Para se defender, é preciso apanhar caixas espalhadas pelo cenário com o botão B para usar como projéteis. As caixas podem ser atiradas para cima, e também podem ser usadas como escudo ao apertar a seta pra baixo.
Quando não há nenhuma caixa por perto, os esquilos devem se virar com hadoukens, que são ativados com o botão A e são limitados. Até 9 hadoukens podem ser mantidos de uma vez, e eu sugiro que vocês tentem guardá-los para enfrentar os chefes no final das fases.

E falando em fases, é aqui que as partes podres do jogo começam a aparecer, embora não imediatamente.
Isso me lembra um pouco da sensação que foi jogar Ganbare Goemon 3 do SNES. A primeira fase de Squirrel King é ótima, embora um pouco curta. Da segunda fase em diante é que começam a aparecer meia dúzia de graves problemas. Exemplo: a primeira fase do jogo é uma cidade. A segunda é uma montanha com céu flamejante e termina num vulcão. A penúltima fase é um CEMITÉRIO, que termina num castelo mal-assombrado. A última fase? Uma FÁBRICA. Que é tão sombria quanto a Metropolis de Sonic 2.
Que raios de progressão de temas é essa?

O level design também é problemático. Para cada parte divertida e bem inspirada de uma fase, haverá duas ou três em que se nota um dependência doentia de buracos sem fundo, uso de plataformas minúsculas e mal posicionadas e partes que são COPIADAS E COLADAS repetidamente. Eu já disse que a primeira fase é curta, mas isso não é um grande problema considerando que as fases posteriores são longas demais. Outro defeito marcante foi quando encontrei na terceira fase um local onde acabei travado, sem outra opção para continuar que não fosse atirar o Tico num buraco e começar de novo.

Quanto aos gráficos do jogo, eles até que são bem feitos. A primeira, terceira e a última fase em particular, tem ótimos backgrounds. A parte ruim aqui é que às vezes se nota alguns sprites feitos de maneira preguisoça, inclusive com frames faltando, como o inimigo-vela da fase do cemitério.

E quanto as músicas, existem algumas bem legais aqui, como a da primeira fase e a que toca nas lutas com os chefes. O problema desta vez é que algumas músicas se REPETEM lá na segunda metade do jogo, e isso até acaba criando certa dissonancia sonóra.

O jogo também tem uma porção de bugs que atrapalham a jogabilidade. A câmera por vezes tem problemas para acompanhar os personagens e como no primeiro Super Mario Bros., ela “vai mas não volta”, causando uma bela dor de cabeça. Plataformas flutuantes bizarramente dobram de velocidade quando você pisa nelas. Ao passar sobre Tartarugas e troncos que flutuam sobre cachoeiras (um efeito extremamente não convincente), você pode se enconder em uma caixa, se estiver carregando uma, e então ficará flutuando no ar quando a tartaruga ou tronco afundar.
O chefe final também é muito mal-feito. Chega a ser quase impossível derrotá-lo – a não ser que tenha sorte. Ele é um elefante de chapéu que ou pula pra lá e pra cá ou atira bolhas para o alto da tela que então começam a descer. O problema aqui é que é impossível desviar dos saltos dele. O único jeito de ganhar é trazer um monte de hadoukens e torcer que o elefante use seu ataque de bolhas e que os martelos que devem ser atirados nele apareçam em lugares fáceis de pegar.
Outro problema que esse chefe final possui é que toda vez que ele é ferido seu sprite se desloca uns 80 pixels pra baixo. Prova de que os programadores sequer testaram direito a luta contra ele.
Pensando bem, os caras não devem ter testado quase nada do jogo: o som desaparece quando o jogador volta da tela de continue.
WTF?

Bom, agora vejam só o que acontece quando você derrota o chefe final… Sim, hoje não é “spoilers friday”, wednesday ou whatever, mas eu vou spoilar o fim do jogo mesmo assim. Leia, eu garanto que você não se sentirá mal por já saber o final deste jogo sem tê-lo jogado antes.
O que acontece no fim do jogo é que…
Não há final.
Há apenas um desfile mostrando alguns dos inimigos (com nomes errados) e uma sequência de créditos com caricaturas dos produtores.
Não há nem uma telinha de “A Winner is You!”
Puta que pariu.

Ah, há no jogo um modo cooperativo de dois jogadores. Quando um personagem morre aqui, ele volta instantâneamente flutuando com alguns balões, até suas vidas acabarem. Normalmente, no modo de um jogador, o personagem volta até o começo da “tela” em que está caso morra.

Concluindo, Squirrel King até que poderia ser um jogo digno de ser uma sequência de Rescue Rangers se a qualidade se mantesse após a primeira fase. O resultado é algo triste, muito triste mesmo. Tanto potencial perdido…

…It’s me, Mario!

  1. Nenhum comentário ainda.
  1. 6 de setembro de 2010 às 3:13 PM
  2. 6 de outubro de 2010 às 11:52 PM
  3. 10 de agosto de 2012 às 9:38 PM

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