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(Review – Mega Drive) Sonic The Hedgehog

“Não fique só sentado aí, desperdiçando seu precioso tempo. Quando quiser fazer algo, faça logo de uma vez. Faça quando puder. É a única forma de viver uma vida sem arrependimentos.”
-Conselho da SEGA usado nos manuais japoneses de Sonic 1 e 2, demonstrando que o Sonic não é um “mascote com atitude” só por parecer legal, mas também por não ficar parado quando precisa fazer o que acha certo.

Introdução:
No começo da década de 90, as duas grandes potências da época, Nintendo e Sega, brigavam pela liderança do mercado de videogames. A Sega precisava de um novo personagem para ser seu mascote oficial e competir com o Mario, mascote da Nintendo. Em meio a varios designs de como o novo personagem seria, um ouriço azul criado por Naoto Ohshima chamou a atenção todos na empresa. Yuji Naka então tornou o ouriço extremamente veloz e lhe deu a habilidade de destruir inimigos sem precisar parar. E Hirokazu Yasuhara criou o mundo surreal onde o ouriço vivia.
Graças ao trabalho desses três homens e dos outros 12 membros da Divisão AM8, Sonic The Hedgehog tornou-se um sucesso muito maior do que a Sega havia esperado, tornando-se o segundo jogo mais vendido do console (perdendo apenas para a continuação) e dando ao Mega Drive uma vantagem sobre o SNES na américa.

Enredo:
South island está em grande perigo! O nefasto cientista Dr. Eggman invadiu a ilha e criou uma grande fortalaza em uma de suas extremidades. Ele então transforma todos os animais da ilha em robôs e os manda numa busca até as Chaos Emeralds, esmeraldas místicas cujo poder, que faz a ilha se mover em círculos pelo oceano, pode ser usado como fonte de energia para perigosas armas laser e nucleares. Com o poder das esmeraldas em suas mãos, Eggman tem certeza que nem seu arqui-inimigo, Sonic, o ouriço mais veloz do mundo, poderia detê-lo.
Enquanto isso, Sonic logo fica sabendo do caos em que está South Island, e não demora a ir até lá. Apesar de Eggman ter toda a ilha sobre seu controle, ele parece ainda não saber que as Chaos Emeralds não se encontram na superficie da ilha, mas sim em portais interdimensionais em seu subterrâneo. Se Sonic conseguir encontrar as esmeraldas antes de Eggman, poderá reverter os estragos feitos em South Island.
E assim começa mais um confronto entre Sonic The Hedgehog e Dr. Ivo “Eggman” Robotnik!

Sobre o Jogo:
Sonic de Hedgehog é um jogo de ação que trouxe várias inovações ao gênero. Graças a certas vantagens de hardware que o Mega Drive tinha sobre o SNES, Sonic podia se locomover em grandes velocidades, por ambientes coloridos e cheios de vida.
Não apenas Sonic podia correr em grandes velocidades, como ele também fazia isso em terrenos irreguláres, ao contrário das ladeiras de ângulos fixos dos outros jogos da época. Descidas e subidas de varios formatos, e até loopings, existem no jogo. Os botões A, B e C tem a mesma função no jogo, que é fazer o Sonic pular. Ao pular, Sonic gira e assim pode acertar a maioria dos inimigos por qualquer ângulo. Seu outro ataque especial é rolar pelo chão, para atropelar inimigos sem precisar parar e ganhar mais velocidade nas descidas.
Graças a esses dois movimentos e a habilidade de girar, Sonic acaba sendo um jogo muito mais fácil de se jogar do que Mario ou outros jogos de plataforma semelhantes. Veja só, o Sonic teria problemas em derrotar um Paratroopa, por exemplo? Não, é só pular nele e pronto – nem precisa esperar ele descer ao chão. E os Spinys? É só rolar pra cima deles. Pronto.
para se proteger dos ataques dos inimigos, Sonic deve coletar anéis pelas fases. Se ele tiver ao menos um quando for atingido por um ataque, não morrerá. Anéis se espalham pela tela quando Sonic é ferido, mas podem ser recuperados com certa facilidade. Mantê-los é essencial para marcar pontos e acessar as fases especiais do jogo.
Os gráficos do jogo são muito bonitos, coloridos e detalhados. Vários elementos que formam o cenário são animados, e as animações usadas para os sprites do Sonic e de seus inimigos também são boas.
A trilha sonóra do jogo, criada pelo Masato Nakamura da banda Dreams Come True, é uma das melhores do console, cheia de músicas inesqueciveis. Os efeitos sonóros também são de boa qualidade, e tão icônicos quanto a trilha sonóra em sí (Plim, Opa!).
As fases do jogo, que são divididas em 6 zonas de 3 atos cada também são muito bem feitas. Mesmo quando são lineares, possuem elementos e segredos que o jogador não descobrirá tão facilmente. Sabiam, por exemplo, que no ato 1 da Labyrinth existe um atalho que corta a fase toda? Eu sabia que ele existia… Mas o truque para usá-lo, eu só descobri neste ano!
E quando as fases não são lineares, possuem vários caminhos diferentes para ser usados. Dependendo do caminho escolhido pelo jogador, poderá encontrar uma área veloz, ou uma área repleta de obstáculos. Felizmente, é muito raro o jogo introduzir um inimigo ou obstáculo ao jogador enquanto o Sonic está correndo feito louco pela tela. Isso somente acontecará em áreas mais lentas do jogo, onde a atenção do jogador será essencial.
O level design de cada fase também é único para cada uma. Nenhuma fase tem o ritmo exatamente igual, e todas tem gimmicks criativas e exclusivas. Os cenários são surreais e subvertem aquele velho esquema de “fase de floresta, de gelo, de fogo” que os jogos de plataforma possuem.
Fora as fases normais, também existem as 7 fases especiais, acessíveis caso o Sonic termine uma fase com mais de 50 anéis, onde ele deve explorar um labirinto rotatório em busca das Chaos Emeralds.
No fim do 3º ato de cada fase, Sonic enfrenta um chefe. Este é outro detalhe único da série: ao invés de mandar seus capangas para atrapalhar o Sonic no fim das fases, o próprio Dr. Eggman é que aparece em sua nave, equipada com alguma arma, para derrotá-lo.
Em questão de dificuldade, o jogo é um dos mais difíceis da série. A Green Hill já é consideravelmente complexa para uma primeira fase (compare com a Emerald Hill e a Palmtree Panic), mas então o jogo chega na Marble e então a dificuldade decola até os céus! E mesmo depois da Marble, o jogador ainda terá de aguentar os desafios da Spring Yard (Elevadores chatos e bolas de espinhos) e da Labyrinth (5… 4…) antes de chegar na tranquila Star Light (considerando que o jogador em questão não se aventure na parte de baixo da fase). Para um jogador experiente, passar por essas fases em alta velocidade (mesmo a Labyrinth) não será problema. Mas estou certo de que jogadores mais novos odiariam este jogo. Vejam, quando joguei este jogo pela primeira vez, eu estava acostumado a jogar Sonic 2, que tem uma curva de difículdade melhor (ainda que eu nunca o tivesse vencido) e o Spin Dash. Então eu meio que torci o nariz para o Sonic 1, seu Sonic sem Spin Dash, suas fases “lentas” e a PORCARIA DO SPIKE BUG. Enfim, se naquela época eu não gostava muito do Sonic 1, o que dizer da molecada de hoje que é regada a boosts e dash pads, e que nunca viu uma fase d’agua na vida?
Enfim, Sonic The Hedgehog é um dos melhores jogos do Mega Drive, do gênero em geral e de toda a história dos games. Fora a dificuldade um tanto desenbalanceada, simplesmente não há o que reclamar do jogo. Mesmo sendo bem mais curto que Super Mario World, não fica devendo em nada em relação de fator replay e diversão, e até sai ganhando em personalidade e estilo.
Se você nunca o jogou, então eu o considero tão gamer quanto o Gagá me considera por nunca ter jogado Phantasy Star!

  1. 6 de junho de 2010 às 10:19 PM

    E finalmente consegui terminar o post nº 100 do blog, que venho preparando desde dia 15 do mês passado, mas que não conseguia terminar por causa de inúmeros bloqueios criativos. Felizmente, hoje tive um súbito surto de inspiração e refiz o texto todo. =)

  2. 7 de junho de 2010 às 12:30 AM

    Não sabia desse “slogan” sobre Sonic nos manuais japoseses, bem rox isso! Sonic 1 é clássico e vice versa, sempre to jogando, mesmo após ter terminado acho que umas duzentas vezes.

    E sobre bloqueio criativo, tive por uma semana e hj consegui escrever um texto pro Shugames também, odeio quando isso acontece.

  3. 7 de junho de 2010 às 12:31 AM

    Só uma pergunta off-topic que esqueci de fazer: como você conseguiu por o template iNove no teu blog wordpress sem hospedar num servidor? Ou vc hospeda o blog em algum lugar? É só uma pergunta idiota, eu sei, mas fiquei curioso hehehehehe!

    • 7 de junho de 2010 às 12:59 AM

      Hm, faz tempo que eu coloquei o template. Pelo que me lembro, eu só pesquisei o nome do tema lá no painel de controle e o apliquei. Simples assim, apesar de que agora eu fui pesquisar tanto o nome do tema quanto do criador e não apareceu nada… o_o

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