Arquivos

Posts Tagged ‘Sonic 3D Blast’

(Review – Mega Drive) Sonic 3D Blast

7 de maio de 2012 6 comentários

Título: Sonic 3D: Flickies’ Island/Sonic 3D Blast
Console: Mega Drive
Criado pela: Sonic Team/Traveller’s Tales
Lançado em: 11/1996


No início dos anos 2000, meus pais resolveram buscar uma casa lá no nordeste, em Maceió, porque entre outras coisas um vizinho havia sido assassinado e o outro nunca foi punido por matar os gatos da minha mãe com veneno – não era legal viver lá. Não conseguimos nada em Maceió, mas eu passei por algo interessante enquanto estava lá. Quando chegamos na cidade, fomos a um supermercado onde eu ví Sonic 3D Blast à venda por 54 reais. Como fã de Sonic eu gostei do que ví, mas tinha 53 de mesada e como meu pai não quis me dar mais um, acabei saindo sem comprá-lo.

Porém, em outro supermercado, minha mãe me deu uma raspadinha e eu ganhei 1 real nela! Pena que meu pai já nem lembrava mais onde ficava o primeiro supermercado… Mas devido a minha insistência de moleque parasita ele dedicou algum tempo para procurar o supermercado e eu consegui comprar o jogo e voltei pra casa feliz e ansioso para jogá-lo.

O Sonic 3D (Blast nos EUA e Flickies’ Island no resto do mundo) foi o último jogo do personagem pro Mega Drive, lançado no final da carreira do console. O gameplay é isométrico e as mecânicas principais foram pegas do jogo de arcade Flicky, aquele de onde o passarinho azul veio e que vocês donos de um Mega-Drive-de-Araque-da-Tec-Toy devem conhecer bem. Cada ato no jogo (com exceção dos atos 3, que são lutas contra o Dr. Eggman) é dividido em partes. Sonic deve procurar e destruir 5 badniks e recolher os flickies que saem deles. Com cuidado para não ser ferido e perder os bichos (se perdê-los, não os deixe ir muito longe), deve-se achar o anel-portal que leva a próxima área ou encerra a fase. Sim, na balança de Sonic 3D Blast o lado da exploração pesa mais. O Sonic ainda corre rápido por conta própria e há mais velocidade por conta do Spin Dash, da habilidade do jogador e das sequências automáticas bobas que colocaram só pra ninguém poder dizer que não tem loopings no jogo.

A jogabilidade não é lisinha como nos jogos normais do Sonic. Apesar do chão quadriculado e do Rolling Attack para rolar em inimigos, o Sonic é um tanto escorregadio e é por vezes difícil fazer movimentos precisos, especialmente quando deve-se pular diagonalmente em plataformas pequenas. Para ajudar um pouco, o Homing Attack, que permite pular com precisão nos badniks, aparece pela primeira vez como um efeito do Escudo Dourado – e tem gente que acha que o Homing Attack é melhor nessa forma de powerup. Há também o escudo azul e o vermelho, que dão imunidade contra eletricidade e fogo, respectivamente, mas não dão nenhuma nova habilidade ao Sonic.

Tails e Knuckles aparecem escondidos nas fases para levar Sonic aos Special Stages se ele lhes trazer 50 anéis. O minigame usado para pegar esmeraldas neste jogo é tão pouco empolgante que mais parece um daqueles dos spinoffs de Master System. Só é preciso correr num caminho reto pegando anéis e desviando de espinhos e a maioria das 14 pistas são bem fáceis. O chefe final só pode ser enfrentado se Sonic conseguir todas as Chaos Emeralds.

A parte gráfica do jogo é bonita na parte de sprites e decorações e a abertura impressiona apesar da paleta limitada. O chão das fases geralmente não tem textura, o que apesar de feio garante que o jogo não fica poluído visualmente… Porém, Sonic Labyrinth tem chão com texturas e não há problema nisso.

Sonoramente o jogo é mais feliz, com músicas muito boas do Tatsuyuki Maeda e do Jun Senoue. Como no Sonic 3, cada tema tem um remix de segundo ato e há também duas músicas para as lutas contra o Eggman. Alguns jingles foram tirados do Sonic 3 (o de término de fase tornou-se permanente) e o grito Sega no logo da empresa não é aquele com o qual nos acostumamos na trilogia…

Algo que eu preciso destacar sobre este jogo é que ele foi o primeiro da série a remover o MALDITO limite de tempo de 10 minutos para completar cada fase. Se demorar demais para terminar uma fase, o bônus de tempo simplesmente aparecerá como “Too Long”, então dá pra explorar as fases em busca de segredos ou por diversão pelo tempo que quisermos. Vocês provavelmente nunca pensaram sobre isso, mas é um detalhe importante pra mim.

Outra coisa interessante é o menu de seleção de fases, que apesar de poder ser ativado pelo código B, A, Direita, A, C, Cima, Baixo e A ficou mais famoso por aparecer quando ocorre algum erro no jogo, geralmente causado por petelecos no cartucho. Descobri esse menu num acidente em que minhas irmãs não só puxaram o console e fizeram a tela aparecer, como também arrancaram a tomada no instante seguinte. Eu deduzi que a tela tinha aparecido por causa do jogo ter travado e comecei a experimentar o truque do peteleco, que geralmente funciona. Foi um momento mágico, leitores. O jogo até dá parabéns!

Sonic 3D Blast é um dos piores jogos do personagem de acordo com a maioria da população, mas eu curti o gameplay em geral, me diverti explorando as fases e gostei das batalhas contra o Dr. Eggman. Este não é um jogo do Sonic que eu gosto de jogar frequentemente, recolher os Flickies mais fujões é bem irritante em algumas situações e certas partes do level design e jogabilidade frustam um pouco, mas não me arrependo de ter gastado aqueles 54 reais e sou grato por meu pai ter procurado o supermercado. Sonic 3D não é um Sonic convencional e o “3D” é só pra chamar atenção, mas não chega a ser um jogo ruim. Sei que como eu também gosto do Sonic Labyrinth minha opinião não vale nada pra vocês, mas se tiverem curiosidade, joguem.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 314 outros seguidores