(Review – GBC) Metal Walker
Título: Metal Walker
Console: Game Boy Color
Lançado em: 24/12/1999 (JP), 06/02/2001 (NA)
Produtora: Capcom

Metal Walker é um bom RPG da Capcom para o Game Boy Color. Ele se passa num futuro pós-apocalíptico em uma ilha que foi destruida por uma grande explosão que ocorreu por causa de experiencias do exército com um metal chamado Core. A ilha está repleta de robôs assassinos que capturam Tetsuo, o pai de do herói do jogo, Tetto. Com a ajuda de seu Metal Walker e do Professor Hawk, Tetto sai em busca de seu pai e dos Cores.
O jogo tem uma mecânica de bolinha de gude para as batalhas, onde se escolhe uma direção e força para lançar o Metal Walker e bater nos inimigos e quicar nas paredes. Se um inimigo sobrevive ao ataque, o Walker para enquanto o inimigo rebate pela área, mas se o inimigo é destruído, o Walker ainda poderá acertar outros. Se dois ou mais robôs são destruídos num movimento, o jogo dá um generoso bônus de experiência. Como os inimigos usam sempre a mesma sequência de movimentos, há formas de garantir esse bônus.

Durante as batalhas, o Walker e os Busters podem largar cápsulas pela arena para atacar, atrapalhar ou recuperar energia. Cada inimigo tem um item específico que pode ser roubado e disponibilizado nas lojas ao fazê-los acertar o item Analyzer. Obter os três items HP é essencial para se dar bem no jogo. Get Blown e Crane também são úteis, pois servem para transportar Tetto de volta a última base/loja visitada.
O que mais me incomodou neste jogo foi como as cápsulas são facas de dois legumes nas lutas. Quando usadas (e é preciso visitar a Battle Arena para deixar isso em modo manual) elas aparecem num lugar aleatório da tela, o que pode tanto ajudar quanto estragar tudo dependendo da sorte.

Ao derrotar os chefes, Tetto encontra Cores (existem 3 para cada tipo, mais 3 escondidos) que podem ser combinados para evoluir o Metal Ball, o que muda seu elemento e atributos. O overworld tem barreiras, buracos e mares para bloquear caminhos até que o personagem tenha os Cores necessários para passá-los.
O jogo é mais difícil do que a temática semi-fofinha dá a entender. Os encontros aleatórios com inimigos acontecem frequentemente. É raro atravessar uma tela sem topar com robôs e ainda por cima até as cidades e certos prédios estão infestados com eles. A maioria das batalhas não dura mais do que dois turnos, mas o dano acumulado VAI derrubar o Metal Walker se não houverem duas ou três cápsulas de HP guardadas.

Não há muito o que fazer além da jornada principal. Tem 3 Cores secretos e no lado leste do mapa há uma “Battle Arena”, que serve para jogar duelos em modo multiplayer. Há conteúdo pra um jogador, mas são só 4 inimigos e não há recompensas. Por fim, o comunicador escolhido no começo do jogo determina quais inimigos aparecerão, o que serve de incentivo pra jogar o jogo uma segunda vez. Pena que o jogo só tem um save slot (queria fazer o pessoal comprar duas cópias do jogo, não é, Capcom?).
Enfim, Metal Walker tem uma história básica com reviravoltas previsíveis (e insinuações óbvias dos NPCs) e um sistema de combate único e bacaninha. Pouco conhecido, mas bem interessante. Joguem se tiverem curiosidade.
Fala Emerson, beleza?
Cara, há poucos dias eu topei com Metal Walker na net. Pesquiso muito no Youtube e uma edição de 100 jogos de Game Boy Color em 10 minutos (ó o link aqui: http://www.youtube.com/watch?v=PrEfMJwM7Go) mostrava rapidamente essa belezinha. Fiquei interessado nos gráficos e quando olhei pela primeira vez até imaginei que fosse algum pokemon. O sistema de batalha que você mencionou me lembrou um jogo para Super Nintendo, Kirby’s Dream Course. Acho que o termo mais correto seria minigolf (peteca? hehe).
Fiquei bem interessado em jogá-lo, o jogo parece ser muito bom. E pelo fato de ser da Capcom me deixou mais interessado ainda.
Um abraço!
Beleza.
Comparar este jogo com Pokémon é algo fácil de se dizer, mas apesar das semelhanças, os dois jogos são bem distintos. E eu fiz a comparação com bola de gude por causa do lance de rebater os inimigos uns nos outros. Se o objetivo fosse jogar os bichos num buraco (o que É possível, mas deve ser evitado), eu acho que teria escrito Golf, sim.
High Five!
Jogar no buraco, hehe. Tá certo. Só tenho algumas dúvidas, Emerson: O jogo é longo ou não? E quanto as side-quests?
High Five!
O jogo dura algumas horas e tem pouquíssimas sidequests.
Anotado.
Amanhã dá uma olhadinha no meu blog, acho que você vai se amarrar….
Um abraço!
Tá bom. Abraços!