(Review – Android) Pixel Rush
Recentemente eu tenho recebido comunicados de imprensa e pedidos de reviews de indies na minha caixa de e-mail… Suponho que devo expandir meus negócios um pouco, pois não me sinto muito bem esquecendo e ignorando esses caras. Afinal, o The Twosday Code é, em parte, um blog sobre jogos indie.
Este jogo é o Pixel Rush lançado para Android e iOS pela Pixel Heart. É um nome genérico, mas passa bem a idéia de que é um platformer com gráficos retrôs e com gameplay do tipo corredor infinito.
O personagem corre automaticamente e o jogador tem que tocar a tela para pular sobre obstáculos e buracos. Moedas coletadas aumentam a velocidade do personagem aos poucos, mas não entram na conta dele automaticamente. Mesmo após jogar várias vezes eu não entendi o que exatamente faz as moedas ficarem disponíveis para serem usadas na loja do jogo e também desprezo tal complicação.
Na lojinha que aparece antes de uma partida começar é possível comprar powerups para não morrer ao bater em porcarias, poder usar pulos duplos ou diminuir a quantidade de obstáculos.
O level design não é gerado automaticamente, então fico curioso para saber que cenários aparecem após grandes distâncias ou se há um final. Também há áreas secretas cheias de moedas que podem ser acessadas com o pulo duplo.
O pior problema presente no jogo é que é impossível transferir os dados dele para a “memória interna” do celular. A dificuldade em ser gamer no Android é tudo ocupar por padrão um espaço na limitadíssima “memória do sistema” e termos que nos virar com isso, movendo aplicativos para a memória interna sempre que possível. O Pixel Rush ocupa 15MB de memória e não pode ser movido, então vou acabar deletando ele logo, pelo menos até os caras corrigirem isso. Mas apesar desse problema, o jogo é bacaninha e competente. Um bom começo para essa tal Pixel Heart.
O jogo pode ser baixado gratuitamente na App Store e na Google Play.
Novos jogos do Sonic serão exclusivos para a Nintendo

A Nintendo e a Sega anunciaram que estão fazendo uma parceria para que os próximos jogos principais do Sonic sejam exclusivos aos consoles da Nintendo. Além de mais um Mario e Sonic nas Olimpíadas, teremos um jogo chamado Sonic: Lost World ao qual a artwork acima pertence, e um terceiro jogo ainda não revelado.
E falando no Sonic, o novo port do Sonic 1 para smartphones já foi lançado, assim como uma versão emulada para o 3DS que não parece ser grande coisa. O fangame Sonic After The Sequel não foi lançado ainda, mas está em sua fase final de betatesting.
Freedom Planet – Preview do chefe Serpentine Mech
O Strife postou esse video do Freedom Planet há algumas horas, mostrando o chefe da fase que tem aspectos orientais. Ele vai parecer familiar para quem jogou Gunstar Heroes.
Versão 1.2 do Equin: The Lantern a caminho

O Del Duio anunciou publicamente o que havia comentado num e-mail há alguns dias para mim e os seus demais beta-testers: detalhes sobre o rebalanceamento e expansão de seu jogo mais recente, o roguelike-like Equin: The Lantern. Essa versão 1.2 trará novos inimigos, items e mapas. Ela será lançada em breve e quem já comprou obviamente a receberá de graça.
Terminaram o modo Expert do Fushigi no Oshiro Pit Pot?!
Ao ler um review sobre Fushigi no Oshiro Pit Pot no blog Tinpot Gamer, descobri que em 2012 o HKGoldenMrA documentou uma jogada bem sucedida no modo expert do jogo.
Os poucos que jogaram Pit Pot sabem o quanto as soluções dos puzzles deste jogo podem ser absurdamente complicadas e não intuitivas. Eu pessoalmente não lembro se tive paciência para ir além do modo Beginner quando conheci o jogo em 2011, então dou minhas atrasadíssimas congratulações ao HKGoldenMrA.
Há também um site recente escrito por Sonarca que contem um detonado e mapas para todas as dificuldades do jogo, com instruções comentadas passo-a-passo.
Pit Pot é um jogo bacaninha do Master System e possui uma música tema legal, então ficam aqui minha recomendação e ferramentas para auxiliar a jogatina.
Romhack: Sonic Winter Adventures

Sonic Winter Adventures é um romhack que o vladikcomper lançou há alguns dias. Como o título sugere, há uma temática de inverno no jogo, porém ela é apenas gráfica. Os cenários são bonitos, mas faltaram gimmicks e obstáculos de gelo para acompanhá-los.
Cada ato possui um chefe com dificuldade elevada. O vladikcomper diz ter dado atenção especial a eles e isso é visível no gameplay. O segundo chefe é o Dr. Eggman com a manjada bola de demolição, mas pelo menos seus movimentos são mais interessantes do que a reciclagem feita no Sonic 4-1.

O jogo se considera uma “versão completa” mas possui apenas 4 atos e quando o último acaba, tem-se a sensação de ter jogado uma mera demo. Como extras, há algumas missões que, quando terminadas, destravam o Super Sonic.
As fases deste hack divertem, mas são filler para os chefes. Se jogarem, façam isso para enfrentá-los.
Link de download:
http://forums.sonicretro.org/index.php?showtopic=31277
Trilha sonora:
http://forums.sonicretro.org/index.php?showtopic=31277&view=findpost&p=741832
(Review – SNES) Gekitotsu Dangan Jidousha Kessen: Battle Mobile
Há um ano eu li um review sobre Gekitotsu Dangan Jidousha Kessen: Battle Mobile no blog Lunatic Obscurity e após baixar a rom, tipicamente me esqueci que ele existia. Só me lembrei dele há uma semana e… Caramba.

Este jogo foi criado pela System Sacom em 1993 para o Super Famicom. Essa companhia criava jogos para o PC-98 e depois focou no Playstation, lançando jogos como Running High. O enredo de Battle Mobile é praticamente igual ao do Road Avenger do Sega CD: um casal recém-casado é atacado por punks criminosos no apunkalípse de 2029 e a esposa é morta. Um ano depois o viúvo sai em busca de vingança com um carro turbinado.
Mas o jogo está longe de ser uma cutscene interativa. O gameplay é próximo do gênero shoot ‘em up, mas o carro só pode atirar mísseis contra helicópteros. A sacada é que ao apertar B enquanto segura uma direção, o carro pode abalroar inimigos terrestres para que eles explodam ou capotem nas paredes e obstáculos dos cenários.

Os únicos inimigos voadores no jogo são os helicópteros que servem como reforços ao grande elenco de motos, carros e tanques que aparecem durante as fases. Junto deles há gimmicks e obstáculos como saltos, curvas sinuosas e terreno escorregadio que adicionam grande variedade a aventura.
Ao lutar contra os chefes, é importante entender os movimentos deles antes de simplesmente metralhar o botão B. Exemplo disso é o trem da fase 4, que parece vulnerável nos lados mas pode lançar vapor paralisante por eles enquanto encurrala o jogador sem dar chance de recuperação.

O medidor de energia do carro diminui constantemente, mas após certa quantidade de vilões detonados um item de recuperação aparecerá serpenteando pela tela. Também é possível usar um escudo para parar o medidor e ficar invencível por um tempo. Explodir inimigos constantemente e usar o escudo com eficiência é primordial para ter sucesso nas fases.
Com 2 continues e possibilidade de começar com 5 vidas, terminar o jogo não é complicado. Saibam que o chefe final não aparece no modo fácil, que acaba abruptamente sem nem rolar os créditos. Se terminar o jogo no modo difícil e resetar depois, poderá jogar na dificuldade ????? em que qualquer pancada mata o carro vermelho. Com um código de Game Genie eu acessei o final com essa dificuldade e que surpresa, o final é exatamente o mesmo exceto, por sacanagem dos autores, quando inexplicavelmente uma velha aparece correndo atrás do carro logo antes dos créditos acabarem.

Mesmo que eu tente procurar problemas no jogo, Battle Mobile é um caso em que não há o que reclamar. Apesar de curto, nele há uma boa dose de desafio e estratégia, um método intenso de brigar com os outros carros e ótimos level designs com belos cenários acompanhados de excelente trilha sonora. O seu modo multiplayer até tenta compensar o inevitável caos entre os dois jogadores fazendo as colisões entre eles espalharem tiros pela tela. Este é um jogo único entre shoot ‘em ups e não creio ser possível exagerar o quão divertido ele é. Joguem.